Baby shoes never worn

Conta a lenda que Ernest Hemingway fez uma aposta no bar, dizendo que conseguia escrever uma história emocionante e completa com apenas seis palavras. Ele então escreveu:
“For sale: baby shoes never worn” (“À venda: sapatos de bebê nunca usados”).

Obviamente, ele ganhou a aposta. Seis palavras que dizem muita coisa. Uma emocionante história embutida em cada uma delas…

Pois essa história tem vagado na minha cabeça há semanas. Fico pensando: o que fazer com aquele sapatinho que comprei no dia que fiz o teste de farmácia e deu positivo? Comprei pra dar a notícia para o queridíssimo, mesmo me achando meio ridícula por fazê-lo. Tem também um parzinho de sapatos que ganhei da minha irmã gêmea, onde se lê “Sou da Titia”, e um bodyzinho lindo que ganhei de uma amiga, escrito “Mommy’s best friend”. Ganhei delas no dia em que saiu o resultado positivo, pois tínhamos um encontro naquele dia e estava com elas quando peguei na internet o segundo resultado do exame… Todos esses mimos estão guardadinhos uma caixinha no alto do armário esperando que eu decida o que fazer com eles.

Devo me libertar dos pré-conceitos e guardá-los pra usar quando o futuro bebê chegar?

Ainda não sei.

E a tal short story do Hemingway cada vez fazendo mais sentido dentro da minha cabeça.

(imagem daqui)

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5 pensamentos sobre “Baby shoes never worn

  1. Oi De. Então, eu guardaria sim, não vejo nenhum problema. Eu tenho um par de sapatinhos vermelhos de tricô que um tia avó (que tricota muuuuito bem) fez pra vender e eu comprei, na cara de pau mesmo (falei que era pra uma amiga, pra não parecer maluca rs). E eu guardo sim, sem problemas (já tem uns 2 anos que comprei kkk).

    Sei que no seu caso é diferente, pois os itens foram comprados para um baby que chegou a existir, ainda que por poucas semanas, apenas como embrião, mas existiu! Mas eu não teria essas neuras não. Porém, é claro, se não te faz bem guardar, então passa pra frente mesmo.

    Beijos e um excelente fim de semana.

  2. Olá! Posso dar pitaco?

    Faça aquilo que se sentir confortável pra fazer, no momento que se sentir confortável pra fazer.
    Eu poderia sugerir coisas, dizer o que eu faria no seu lugar, maaaas, veja só: não estou! Então, é bem injusto. Fique bem, não se cobre, não se importe com cobranças alheias, não se precipite, não desacelere… Nada se apresenta em nossa vida sem um propósito, um motivo. Nem sempre compreendemos esse propósito de imediato (clichê isso, mas, olha… eu acredito piamente!). Se tiver vontade de guardar esses mimos pra sempre e lembrar de sua gravidez, guarde! Sem martírios! Se se sentir à vontade pra usar no bebê que virá, no momento que vier (que será o melhor momento do mundo!), use! Se tiver vontade de doar, doe! E se tudo isso estiver perambulando na sua cabeça, de forma confusa e conflituosa, deixe-os lá, na caixinha no alto do armário, o tempo que for necessário, até a decisão que vc tomar fizer sentido pra vc. Tem que fazer sentido… tem que vir de vc… Não de outros, não sem significado… E fique bem!
    Um beijo!

    • Oi Talita, obrigada pelo pitaco! Estou bem tranqüila quanto a isso… A caixinha só vai sair de cima do armário quando eu estiver bem resolvida… Mas acho que vou acabar usando, sabia?
      Bjos

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