Agora é ponto com!

Gente! Estamos de mudança para o endereço www.bemquesequis.com.

Espero vocês por lá!

Anúncios

Achados de setembro

Fases de crescimento e desenvolvimento que modificam o sono do bebê e da criança
Aquele bebê que conhecíamos, de repente não quer mais saber de dormir como antes, e só quer o peito. Ou pior, não quer o peito? Deve ser muito angustiante para os pais quando isso acontece. Então achei muito explicativo esse texto que mostra como alguns picos de desenvolvimento trazem alterações ao comportamento do bebê. Saber que são só fases ajuda a acalmar o coração e estar mais preparada para essas ‘surpresas’.

Um pediatra pra lá de querido que infelizmente só atende em São Paulo.
Jogar nos filhos nossas expectativas e frustrações é muito comum. Importante ter em mente que é uma nova vidinha, e que ela tem toda uma personalidade e um tempo próprios.

Assistência ao segundo e terceiro períodos do trabalho de parto baseada em evidências
Uma revisão de literatura em busca dos melhores procedimentos para a assistência ao parto: duração do expulsivo, puxos, forceps, episiotomia, práticas para reduzir traumas…

Parto que pariu!
Um blog de um obstetra humanista.

 

Rapidinhas de quarta

1.

Consegui convencer meu médico a substituir o exame horroroso de curva glicêmica por medições diárias de glicemia em casa. Como minha mãe é diabética, ela tem aqueles aparelhinhos para medir com um furinho no dedo e me emprestou. Então, nos próximos 4 dias farei o teste na sequencia: dia 1, em jejum; dia 2 duas horas depois do café; dia 3, 2 horas depois do almoço ; dia 4, duas horas depois do jantar (esse último vai ser mais difícil, porque não temos rotina nenhuma de jantar aqui em casa).

Menos mal, hã?

Tomara que eu passe nos testes!

oooøøøoooøøøoooøøøoooøøø

2.

Hoje aconteceu uma coisa que eu sempre pensei que não fosse me abalar. Uma pessoa entrou na copa, no trabalho, e puxou papo sobre a barriga. Apesar de trabalharmos na mesma empresa, eu nunca tinha visto a pessoa na vida.

E.ela.passou.o.tempo.todo.alisando.a.minha.barriga.

Quão bizarro é isso? Alguém aí já se aproximou de um estranho e passou a acariciar sua barriga como se não houvesse amanhã, ou como se fosse um gatinho, ou como se fosse, sei lá que tipo de coisa as pessoas acariciam com tamanha naturalidade?

Me incomodou. Nunca pensei que fosse me incomodar com isso, mas achei mega estranho.

(amigas, parentes e afins estão totalmente liberadas para carinhos na barriga, ok?)

Filhos, política, religião, futebol, amamentação, educação…

Nossa, como tenho aprendido nessa minha jornada na maternidade. Acho que uma das primeiras lições é: cada um tem o seu jeito de criar seu filho, e não adianta tentar mudar.
Algumas semanas atrás, na época em que foi lançada aquela campanha “Culpa não” que incentivava as mulheres a darem papinha bem na Semana Mundial do Aleitamento Materno, eu resolvi comentar na copa: “Vocês viram que aquela revista fez uma campanha assim assim assado? Achei tão incoerente”. Todas as mulheres na copa tinham filhos e todas, sem exceção, me falaram maravilhas da papinha industrializada! Eu tirei meu corpo fora e só falei que achei errado lançarem essa campanha bem na semana de incentivo à amamentação. O papo continuou quente na copa, e eu saí fora. Foi aí que aprendi que nem todo mundo pensa como eu, e que alimentação/criação/parto são tipo religião e futebol. Melhor não levantar a discussão.
Hoje, na hora do almoço, estava conversando com três colegas de trabalho: uma com filhos de 15, e 3 anos; a outra com filhos de 26 e de 4 anos; e a outra sem filhos. A que tem o filho de 4 anos comentava que o filho dela não quer mais sair da cama dela. Que a caminha dele é no quarto de casal, principalmente porque ele mamou até 3 anos e meio. Eu falei: “nossa, que máximo, três anos e meio!”. E ela: “que nada guria, a mulher fica acabada com isso.” Eu completei: “eu acho que as crianças crescem tão rápido, que deve ser gostoso ele com três anos ainda querer mamar. Eu ia curtir cada momento”. No que a outra, que tem filhos de 3 e de 15 me olhou de canto de olho com cara de: “Tá louca??”. E continuou: “Com meu primeiro filho, eu deixava tudo. Resultado, com 7 anos ficava pedindo pra vir pra minha cama. Agora não, com a segunda a gente ficou mais espertos. Porque se eles manipulam, e quanto mais a gente dá, mais eles pedem da gente. Ontem a fulaninha começou a choramingar no quarto eu fui lá, dei um pito nela, e ela ficou quietinha. Dormiu até de manhã”.
Quando as duas com filhos tinham saído, eu comentei com a moça sem filhos: “Não adianta, cada um tem seu jeito”. Ela concordou, e falou “Mas eu acho que eu vou ser como a fulana, vou deixar meu filho chorar pra aprender. Minha mãe fez assim comigo, eu acho certo.”
Eu achei tão estranho esse modo de pensar, como se filhos fossem inimigos a serem combatidos!  Eu mesma já incentivei minha irmã a deixar a filha chorar para aprender a dormir sozinha. Mas ela não conseguiu, disse que chorava junto. Hoje, depois de tantas leituras, tanto aprendizado, eu a entendo. E percebo que esse não é o caminho certo e pretendo fazer diferente da maioria com o Ben.

oi, tudo bem?

Uma semana sem dar as caras por aqui, shame on me!

Juntou o fato de que bloquearam o wordpress no trabalho, com o cansaço noturno que resolveu voltar e o diagnóstico de diabetes gestacional… desanimei!

Eu tinha várias ideias para escrever aqui, algumas caindo de maduras, já. Mas aí veio essa: eu tinha comemorado que as taxas de glicose estavam todas abaixo do limite (segundo o laboratório), até que meu médico me cortou o barato e disse que sim, é diabetes gestacional, para eu entrar na dieta com nutricionista e ainda REPETIR o exame em duas semanas.

Me recuso a repetir o exame, eu disse pra ele. Ele respondeu que “o exame é ruim mesmo, fazer o quê. Conversamos na consulta”.

Estou tentando consulta com nutricionista com o plano, e enquanto isso ajustando a dieta, que já estava bem comportadinha desde o primeiro resultado alto de glicemia.

Por sorte no meu trabalho tem uma nutricionista e ela vai dar uma olhada na minha dieta e sugerir algumas substituições. Está sendo duro ficar sem um docinho, quem me conhece sabe que troco um prato de almoço por uma boa sobremesa.

Então hoje bateu a crise de abstinência e fomos ao supermercado: cookies integrais, doce de banana, doce de leite, alpino e talento. Tudo diet. Deu pra quebrar um belo galho!

E chegamos ao fim do segundo trimestre!! Viva!!!

E o blog fez um ano semana passada, parabéns pra ele!

E já passamos dos 14 mil acessos! Eba!!!

Tortura em forma de exame

Como o exame de intolerância à glicose deu alterado, o médico me pediu pra fazer a curva glicêmica para ver se estou ou não com diabetes gestacional. Acho que foi o pior momento que passei na gravidez até hoje.

Confesso que fui totalmente pega de surpresa por esse exame. No de intolerância à glicose, não precisei ficar de jejum, tomei a glicosse de um gole só, e logo depois levei o dia normalmente.

Então eu estava super tranquila, sabia que ia ficar algumas horas lá, então levei alguns livros, além do celular com internet. Como teria que ficar em jejum de 8 horas, levei uns biscoitos integrais para comer depois. Mas, apesar de totalmente preparada para fazer o exame, eu não imaginava que seria algo tão horrível.

Primeiro, que estava em jejum desde as 22h, e o exame começou às 9h. Tiraram sangue em jejum, e me deram 300ml de uma deliciosa glicose sabor limão. ECA. Até agora me dá um embrulho de lembrar o sabor daquilo! Eu encarei 290ml, e quem disse que os últmos 10ml desciam? E eu tinha 5 minutos pra tomar. Então respirei fundo e fui até o fim.

Então, iriam tirar meu sangue novamente depois de 60, 120 e 180 minutos. Quatro horinhas de chá de cadeira, simples!

Na primeira hora, fiquei tranquila na internet. Um viva aos grupos de mães, parto normal e etc no Facebook! Tiraram meu sangue e então comecei a marejar. Se eu fosse do tipo de pessoa que vomita, teria vomitado muito nessa hora. Minha sorte é que só vomito em raros casos (de excesso alcoólico). Então, consegui dormir das 10h às 11h, ufa! Acordei melhor, tiraram novamente meu sangue. Mas ainda estava super grogue (lembrando que já davam 13 horas de jejum – isso é coisa que se faça com uma gestante??). Às 12h eu já estava melhor. Terminou a última coleta de sangue e fui-me embora.

Não tenho do que reclamar do laboratório, o atendimento é perfeito, todos os profissionais são muito gentis. Mas acho que eles deveriam ter um esquema para gestantes que vão fazer ese tipo de exame. No final me disseram: “tem um café na recepção”. O café: bolacha água e sal, e uma máquina de café. Isso é coisa que se apresente pra uma gestante que ficou 15 horas em jejum? Eu acho que devia ter umas frutas, algo do gênero. O que me salvou foram os cookies integrais que levei. Saí andando e fui ao shopping, pois precisava resolver algo lá. Mas o tempo inteiro com a sensação de que eu ia ter um piripaque a qualquer momento!

Detalhe, que às 10h quando estava muito mal, mandei uma mensagem para o Queridíssimo falando que estava muito mal, que aquilo era uma tortura. Só que ele só recebeu a mensagem quase 13h! Na hora que recebeu, fechou imediatamente a loja e correu para me buscar! Eu já estava no ônibus quando ele me ligou, todo preocupado, imaginando que eu estava apagada no laboratório! E ficou indignado, achando um absurdo eu ter sido submetida a esse sofrimento!

No fim, cheguei em casa e tentei dormir, mas a sensação ainda era muito esquisita. Queridíssimo levou umas quentinhas com almoço e, mesmo enjoada, comi tudo com muita vontade. E virei outra pessoa naquele exato momento! Mas ainda passei o dia inteiro meio esquisita. Credo! Não quero fazer esse exame nunca mais!

Uma dica para quem tiver que passar por essa tortura: se não tiver um celular com internet, leve um livro, umas revistas, e prepare-se para 4 horas no laboratório. Tente comer o mais próximo possível do horário do exame (o jejum tem que ser de 8 horas), evitando assim tanto tempo de jejum. Nada do que eu vá sugerir vai fazer esse exame ficar mais agradável. Mas uma coisa é certa: combine com alguém para te buscar depois do exame. Grávida nenhuma merece sair andando e ainda pegar ônibus depois disso tudo!

 

Orgulho da barriga!

No começo foi meio estranho. Depois de passar a vida inteira – desde a adolescência – escondendo a barriguinha extra, foi muito estranho passa a ter barriga e não conseguir esconder. Vocês não têm noção do que é isso na cabeça de uma pessoa. São quase duas décadas renegando a barriga. Sempre que ela estava meio inchada, significava que eu tinha extrapolado na comida, ou que tinha engordado  – sempre engordei só isso: barriga e bochechas. Sempre fui magra, mas a barriguinha sempre esteve lá.

Então de repente eu passei a ter uma barriga inescondível. E demorei a me acostumar com isso. Talvez também porque no início a barriga é meio indefinida mesmo, então não dá aquela vontade de mostrar. E eu escondia como dava, com batas, casacos largos, blusas soltinhas.

Um dia, lá pela semana 19 acho, eu acordei, coloquei uma blusa mais justa e declarei: resolvi assumir a barriga! (Queridíssimo diz que foi aí que começou todo o meu processo de amadurecimento para o parto).

Naquele dia, as pessoas levaram um susto com o tamanho da barriga! Claro, até ali só viam que eu estava com uma blusa mais soltinha. Parecia que ela tinha crescido da noite para o dia.

E então passei a me apegar cada dia mais à barriga. Foi no meu primeiro dia de caminhada que esse apego passou a puxar mais pra um orgulho. Eu caminhava, com a camiseta justa na altura da barriga, e me sentia a mulher mais poderosa daquela avenida beira-mar!

O clima ajudou um pouco, e agora começo a usar mais vestidos com orgulho. As camisetas saem do armário, e uso mais roupas que marcam bem a silhueta.

E como é gostoso exibir a barriga por aí! Uma sensação de mulher-maravilha carregando uma vidinha dentro de mim. Eu ando na rua e tenho a sensação de que as pessoas sorriem, mesmo sem realmente estamparem o sorriso. A barriga é um abridor de portas, disparador de gentilezas, amolecedor de humores.

É muito orgulho!