l’equip petit

Ganhar ou perder. O que importa?
Diversão, é claro!

l’equip petit from el cangrejo on Vimeo.

(Sobre diversão, infância, competição e liar com a frustração)

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Sobre brinquedos para menininhas

Não é de hoje que me incomoda o fato de que praticamente todos os brinquedos infantis são feitos só para meninos ou só para meninas – estes últimos, invariavelmente rosa-choque. Tenho quatro sobrinhos, sendo que o mais velho nasceu há 16 anos e a mais nova, há dois. E percebi, ao longo destes anos, uma gritante evolução do sexismo entre os brinquedos.

FIca mais claro quando olhamos para os brinquedos para meninas. Aqueles jogos, quebra-cabeças, bonecos e aparatos tão legais quando presenteávamos os meninos, agora só encontramos na versão heróis ou princesas. Nada de brinquedos em cores primárias ou neutras. Eles são diretamente relacionados a marcas ou personagens.

Nos Estados Unidos, um grupo se uniu e criou a petição LEGO Friends Petition: Parents, Women And Girls Ask Toy Companies To Stop Gender-Based Marketing (Petição LEGO Friends: Pais, Mulheres e Meninas pedem às empresas que parem com o marketing baseado em gêneros). O movimento surgiu após a LEGO lançar, em dezembro, uma linha de brinquedos direcionada para meninas, com o nome LEGO Friends. Nela, as peças são predominantemente rosa e tons pastéis, e relacionadas a casa, maquiagem e festas. O grupo argumenta que não há necessidade desse tipo de produtos enquanto os brinquedos da LEGO são atraentes para meninas por si só. Acontece que havia anos a companhia vinha direcionando seu marketing aos meninos, com navios pirata, naves espaciais e monstros em geral e sentiu a perda do interesse das meninas ao longo dos anos. A solução foi criar kits mais “femininos” chamados LEGO Friends.

Recentemente a pequena Rylei Maida, com apenas 4 anos, expressou a indignação com esta separação clara entre produtos femininos e masculino nas lojas de brinquedo: “Por quê as meninas têm que ter coisas rosas, e os meninos podem ter brinquedos de todas as outras cores?”. A revolta da pequena traduz a mobilização gerada entre os pais um pouco mais conscientes:

O que os pais querem é que as marcas voltem a produzir brinquedos mais unissex, sem limitar meninos e meninas a um pequeno quadrado de possibilidades. O site The Huffingtonpost produziu um video rebatendo a campanha da LEGO que mostra que as meninas podem, sim, se divertir com as pecinhas da LEGO sem que necessariamente sejam rosas e tons pastéis. Desta forma, conseguem criar o que quiserem, desenvolvendo capacidades motoras, criativas, espaciais e matemáticas.

Por fim, o site lista ainda imagens que mostram como os brinquedos clássicos de nossa infância sofreram alterações rumo a detalhes mais femininos e menos infantis:

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Fonte: HuffingtonPost

Ouça o que eu digo…

Na linha do pai que deixou 28 lições para seus filhos antes de morrer, o escritor Walker Lamond escreveu 1001 Rules For My Unborn Son, que é um livro e também um Tumblr com dicas daquelas que a gente só aprende com a vida, quebrando a cara. O Blog Casal sem Vergonha fez o favor de transcrever e criou o post 37 Lições que eu Também Gostaria que meu Filho aprendesse.

São todas muito divertidas e algumas até úteis, listo as 10 primeiras aqui:

1. Tempo passado com seus avós nunca é desperdício.

2. Sempre que apertar a mão de alguém, segure firme e olhe nos olhos.

3. Você é o que você faz, não o que você fala.

4. Não grelhe a carne. Toda a parte suculenta dela evapora.

5. Talentos sempre podem ser aprendidos. Aprenda a cantar.

6. Meninas gostam de meninos que tomam banho.

7. Se você não tiver outra escolha senão brigar, bata primeiro e bata forte.

8. Elogie a comida da sua mãe.

9. Sempre que achar que você é uma pessoa de muita influência, tente fazer o cão de outra pessoa te acompanhar.

10. Não gaste muito dinheiro com cortes de cabelo. Eles crescem rápido.

O que fazer nas férias?

Quem está com as crianças em casa nessas férias e não pode dar-se o luxo de contratar uma colônia de férias, ou prefere ficar com elas, enfrenta um desafio diário: encontrar formas para entretê-las.

Eu sei bem como é isso, pois minha irmã teve durante anos o costume se livrar de enviar seus dois pimpolhos para curtir as férias com as tias e a avó. Eles têm sete anos de diferença, o que elevava o desafio para nivel advanced. Todos os dias, depois de pensar em o quê fazer para eles comerem, tínhamos que decidir aonde levá-los. E tinha um agravante: houve anos em que minha tia, com um filho da mesma faixa de idade do meu sobrinho mais velho, resolvia enviar o guri pra cá já que ele “quase não dá trabalho, e nem come, pois está de dieta”. Sabendo disso, não tinha como deixar de fora meu irmão, também da mesma idade, e consequentemente minha outra prima. Ou seja:  colônia de férias, a gente vê por aqui.

Conseguiram acompanhar? 2 sobrinhos, 2 primos e 1 irmão. Na faixa de idade entre 2 e 11 anos.

Temos a vantagem de morar em uma cidade litorânea, então a praia era a primeira opção na maioria dos dias. Mas sempre tem aqueles dias de chuva, ou aqueles momentos pós-banho e pré-sono em que eles continuam sedentos por alguma atividade. Era uma ginástica muito grande na criatividade!

E byebye férias para nós, pobres universitárias tentando aproveitar as últimas férias escolares da vida. A verdade é que todos os anos isso se repetia, ficávamos descabeladas, mas no outro ano queríamos tudo outra vez!

Tudo isso teria sido mais fácil se naquele tempo existissem sites como o Educar para Crescer, que fez um Guia de Atividades para as Férias, com atividades diferentes para cada dia do mês. Tem opções de brincadeiras de rua, de ler e escrever, atividades criativas, faça seu próprio brinquedo, para ampliar o repertório, jogos e passeios em família. Cada dia uma sugestão diferente.

Vale o passeio: http://educarparacrescer.abril.com.br/ferias/