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Gente! Estamos de mudança para o endereço www.bemquesequis.com.

Espero vocês por lá!

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Com que roupa eu vou? – parte II

Se eu achava que era difícil me vestir decentemente quando estava grávida, era porque eu nunca tinha amamentado na vida.

Sério. Se antes meu guarda-roupas estava restritissimo, agora o lance atingiu um nível muito mais espartano. E olha que hoje eu tenho que admitir que até estava conseguindo ser uma gravida bem ajeitadinha, com cintinhos sob a barriga e vestidos longos até o pé.

Acontece, minha gente, que quem amamenta não pode usar vestido (a não ser que ele permita acesso rápido e fácil ao peito), e cintinhos passam a ser um acessório ultra-atrapalhante no ato de amamentar.

Quem gosta de expor ao mundo sua barriga nada definida? E se essa barriga for de uma recem-parida (flácida como só uma barriga recem-parida pode ser)?

Nas primeiras semanas de amamentação, eu tenho que confessar aqui: revezei entre 3 vestidos que me permitiam acesso rápido e fácil ao peito. E tinha também uma blusa de alcinha que minha amiga emprestou achando que seria útil na gravidez. Mentira, nas duas primeiras semanas eu andei de peito de fora dentro de casa, mas abafa.

Bom, quando eu passei a ter uma vida razoavelmente social (leia-se: voltei a sair de casa), comecei a ficar praticamente sem opções de roupas para usar. E então tive que ceder às camisetas/blusinhas que exibem minha barriga recem-parida quando eu levanto para que o nenê tenha acesso ao peito. Eu até tento esconde-la ao amamentar em público usando: a. uma parte da camiseta; b. um cueiro; ou c. o corpo do pobre bebê. Mas nenhuma dessas opções é realmente efetiva para esse fim ( nem o cueiro, este item indispensável do enxoval que serve para praticamente qualquer coisa). E aí, assim como eu consegui desapegar do fato de que é o MEU PEITO que está de fora amamentando o bebê em publico, estou tentando desapegar do fato de que MINHA BARRIGA também esta de fora. Só que ao contrario do peito, eu sempre abominei essa cena da mulher amamentando com a barriga de fora, e não queria ser dessas…

Me digam minhas queridas amigas e leitoras amentadoras: com que roupa vocês vão?

Aceito dicas.

Querido Ben,

Hoje faz um mês que estás aqui conosco. Um mês de muito aprendizado, mas de muito, muito amor.

Essa é a primeira cartinha que escrevo contigo aqui fora. E é uma delícia escrever e te olhar sentadinho no bebê conforto, todo agitadinho, dando gritinhos e soluçando!

Como é gostoso te ter aqui conosco, Ben. Papai e eu curtimos cada coisinha relacionada a ti: as trocas de fraldas, os banhos, os chorinhos de madrugada. Normalmente fazemos juntos, não queremos perder um segundo sequer do teu crescimento.

E que crescimento! As roupas já estão deixando de servir. E aquele macacãozinho listrado que normalmente usas para dormir já está “meia-manga”e “pescador”. As bochechar seguem cada vez mais explosivas e apertativas. Cuidado, daqui a pouco não vamos resistir e vamos ter que dar uns apertões nelas!

Tu és tão bonitinho, que as palavras que existem não são capazes de te descrever. Só criando adjetivos como “figalho” e “chimbungo” conseguimos expressar toda a tua boniteza!

Agora mamae tem que se despsdir, pois tem um bebezico agoniado querendo mamar!

Com amor,

Mamãe.

Ben, esse fanfarrão

1. Resolve pedir para mamar SEMPRE no exato momento em que nossas refeições ficam prontas. Imagine a cena:

Eu, quicando na bola de pilates, amamentando um bezerrinho impaciente, enquanto o Queridíssimo me dá colheradas de comida na boca.

Essa, meus caros, foi a nossa ceia de Ano Novo 🙂

***

2. Finalmente dorme, depois de uma mamada de quase 1 hora de duração. Faz um cocozão daqueles.

Confesso que na hora sempre fico tentada a deixar o pobre dormir com a bunda suja, mas não consigo. Então, lá vamos nós trocá-lo, consequentemente acordá-lo, e colocá-lo no peito para que durma.

***

3. Acorda às 2h30 da madruga com a fralda recheada. Papai troca e de quebra ainda muda toda a roupa que foi carimbada de cocô. Volta para o peito da mãe, mama, mama, mama e os olhos arregalados como se não houvesse amanhã. Vamos para a bola de pilates, quica, quica, quica e nada da criança dormir. Volta pra cama dos pais, onde permanece acordado até às 4h, quando finalmente pede para mamar. Mama 10 minutos e capota.

A mãe? A essa hora já perdeu o sono de vez, e vira na cama mais meia hora antes de finalmente conseguir dormir.

***

É muito amor, minha gente!

Amamentação: informação é tudo

Vou fazer um relato de como tem sido minha experiência com amamentação, e espero com ele poder ajudar de alguma forma outras mães de primeira viagem assim como eu.

Bom, vou começar pelo começo.

Ainda durante a gravidez, nunca tive aqueles episódios que outras mulheres relatam de acordar com a cama molhada de leite. Tinha lido em algum lugar que apertar o seio era prejudicial, então nunca tentei ver se tinha leite ou nao. Uns dias antes de o Ben nascer eu nao resisti à tentação apertei o bico do seio e saiu uma gotícula de colostro, chamei o marido para ver, mas nao consegui repetir o feito… Então, a amamentação para mim até ali era uma incógnita. Nunca fiz nada para preparar o seio, a única coisa era nao passar nem sabonete nem hidratante. Meu GO sugeriu banho de sol, mas nunca consegui fazer.

Logo depois de nascer, ainda na sala de recuperação, Ben foi colocado em meu peito para mamar. Ele já estava chupando o dedo da pediatra que o recebeu, então sucção nunca foi um problema. Ele sugava muito forte e assim ficou uns 10 minutos no meu seio. Quando ele largou, percebemos: ele não estava chupando no lugar certo, e isso me rendeu uma bolha de sangue logo acima do bico 😦

Mais tarde, quando eu já conseguia sentar, ofereci o seio direito ao Ben, e ele tinha muita dificuldade para pegar certo. Isso causou um machucado nesse seio também. As enfermeiras do HU vinham me ajudar, e ficavam pressionadas com o estado dos meus seios. Mesmo assim, pinçavam a aureola e forçavam para que o Ben pegasse o seio da forma correta.

A forma correta é: pegando toda a auréola e com a boquinha em formato de “boca de peixe”. Para facilitar essa pegada, ele tinha que estar com a barriga encostada na minha, e uma mãozinha me abraçando por baixo.

Chegou-se a tentar fazer o Ben pegar o seio com bico de silicone. Sinceramente, achei aquilo horrível e ainda bem que o Ben nao curtiu também. Uma das enfermeiras chegou a falar “esse bico, sei não, acho muito difícil ele pegar”. Aquilo me feriu por dentro, mas me atiçou a cdf que há nas minhas entranhas. A partir daí todas as vezes que o Ben ia mamar, eu chamava a enfermeira para ver se estava mamando certo.

Em dois dias fomos para casa. Os machucados nos seios nao aumentavam, significava que estávamos no caminho certo. Para curá-los, passei muito leite materno e às vezes fazia banho de sol. Até comprei aquela pomada famosa importada, mas achei que o leite materno teve mais poder de cicatrização. Em a semana o seio esquerdo cicatrizou.

E então veio o quarto dia, e com ele a tal “descida do leite”. Eu acho que nessa noite tive febre, pois acordei tremendo muito de frio no meio da madrugada.

De repente, meus seios estavam gigantes! E o Ben não conseguia pegar de jeito nenhum. Colocava ele no seio, e ele ficava brigando, dando cabeçadinhas, e chorando MUITO. Ele chorava MUITO e chegou a ficar rouco, tadinho. Enquanto isso, meus seios pingavam leite. Nada o acalmava. Fizemos banho de balde, achamos que era a fralda, tiramos toda a roupa, ninamos, o Diego balançava ele, ele se acalmava, mas na hora de vir para o peito, ele voltava a chorar.

Então eu comecei a massagear meus seios, para não correr o risco de empedrarem. Até que lembrei de posts no grupo Aleitamento Materno Solidário, no Facebook, que ensinavam a dar leite em copinhos. Comecei a ordenhar em um copinho de cachaça, e logo já tinha meio copinho. Aprendi no YouTube como dar o leite dessa forma e assim fizemos. Ele mamou que nem um gatinho, coisa mais linda! E então, finalmente, dormiu! Essa luta durou cerca de quatro horas! No meio da madrugada, quando ele acordou para mamar, fizemos o mesmo e ele voltou a dormir. No dia seguinte, passei a massagear bem os seios antes de oferecer para ele, e ele foi aprendendo a pegar direitinho.

Acredito que a maior dificuldade para ele foi que de repente, de gotinhas, o leite passou a sair do peito em jatos, e ele não soube administrar isso!

Com o passar dos dias, fomos nos adaptando um ao outro. Um dia, ele estava mamando e de repente vi sua boquinha toda cheia se sangue. Tomei um susto! Aí vi que o seio direito tinha feito uma fissura. Parei imediatamente de oferecer esse seio, mas continuei ordenhando sempre que possível, para que não empedrasse. Nesse momento achei melhor passar aquela pomada importada, e olha funciona muito! No dia seguinte já estava oferecendo esse peito novamente.

Quando Ben estava com 12 dias, desandou mamar como se não houvesse amanhã. Depois do banho, umas 10h, ofereci o peito e ele simplesmente nunca mais largou! Tinha algumas pausas de 20 minutos e voltava a pedir o peito. Conseguimos dormir das 16h às 17h, mas depois foi peito até umas 23h. Nesse dia eu entendi o que muitas pessoas dizem sobre “leite fraco” ou “insuficiente”. A questão é: ter informação e acreditar no teu potencial de nutrir o teu filho.

No meio do dia encontrei no grupo do Aleitamento Materno o seguinte texto e tudo fez sentido:

“O profissional de saúde e as mães devem estar atentos aos períodos de aceleração do crescimento que toda criança experimenta, e que se caracterizam por um aumento da demanda por leite. Muitas vezes as mães, ao vivenciarem essa situação, acreditam que não estão sendo capazes de produzir leite suficiente para os seus bebês e tendem a suplementar com outros tipos de leite. Esses períodos, em geral, duram de 2 a 3 dias e
costumam ocorrer entre 10 e 14 dias de vida, entre 4 e 6 semanas e em torno dos 3 meses.” Ministério da Saúde – 2012

Bingo! Estávamos passando por um pico de crescimento! No final do dia eu estava um caco! Mas no dia seguinte tudo voltou ao normal.

Ben está completando 21 dias hoje e já voltou ao peso com que nasceu. Amamentação exclusiva e em livre demanda. Mama cerca de 30 minutos cada seio, pelo menos, garantindo que alcance o leite gordo (veja bem, eu nao cronometro nada, é só uma média).

E assim estamos, juntos, aprendendo a cada dia um pouco mais sobre amamentação. Meus seios ainda doem, estão sensíveis, e eu aproveito quando não temos visitas para ficar com eles de fora o tempo que for. E ainda passo leite materno neles de tempos em tempos.

Algumas lições que tirei de tudo isso:

1. Acredite no seu potencial de amamentar o seu filho.
2. Esteja preparada para o dia da descida do leite. Nesse dia, muita massagem e ordenha para não empedrar.
3. Informe-se sobre os picos de crescimento e saltos de desenvolvimento. Se o bebê mudou o padrão de mamadas ou de sono, pode estar passando por um desses dois.
4. Amamentar dói, mas passa nas primeiras semanas.
5. Tudo são fases, e elas passam.

Uma mãe CDF

Eu sou muito cdf. Sempre fui, admito e acho que tem lá suas vantagens. Na escola, por exemplo, foi o fato de ser cdf que me aproximou das minhas amigas que tenho até hoje, pois elas vieram sentar no meu lado no final do ano para pegar cola nas provas finais! Ahahah..

Brincadeiras a parte, estou praticando minha cdfisse na maternidade também.

Começou lá no hospital. No primeiro dia, ainda estava sem poder sentar por conta da anestesia, e vieram tentar fazer o Ben mamar. Lá no Hospital Universitário tem um centro de apoio à amamentação, então uma enfermeira veio me ajudar a dar de mamar deitada.

O Ben não pegava o seio de jeito nenhum, e chorava, bravo. A enfermeira veio me criticar, dizendo que eu deveria ter preparado o bico desde a gravidez, que por isso agora estava difícil o Ben pegar o peito. Para piorar, ele pegava errado.

Mas olha, bastou ter levado um pito da enfermeira, que eu fiquei determinada a fazer dar certo. TODAS as vezes que o Ben ia mamar, nas 48h que eu fiquei na enfermaria do Hospital, eu chamava uma enfermeira para conferir se eu estava fazendo certo. O Ben mamava de 3 em 3 horas, e de 3 em 3 horas eu chamava uma enfermeira para me ajudar. Vou fazer um post só com o que eu aprendi sobre amamentação, mas a pegada foi a minha primeira lição.

Quando o Ben tinha 9 dias, fomos a uma consulta no posto de saúde (saímos do HU com várias consultas agendadas). Estávamos animados para saber o quanto ele tinha crescido e engordado nesses primeiros dias. Ele estava mamando tanto! E aí veio o balde de água fria: apesar de ter crescido 3 centímetros (media 55cm com 9 dias!), Ben tinha emagrecido 90 gramas desde a saída da maternidade (somando a perda de peso inicial, estava com 3,550 kg, 500g a menos que ao nascer).

O certo era ter engordado 20 gramas por dia, ou seja, pelo menos 140 gramas. Mas não, ele tinha perdido. A médica então solicitou que fôssemos pesá-lo a cada 7 dias, e se a perda de peso continuasse, ele deveria entrar com complemento. Ignorei essa parte do complemento, pois sempre soube que não seria necessário. Mas a perda de peso ficou martelando na cabeça.

Bastou isso para que eu começasse a me dedicar mais às mamadas. Percebi que, por desespero, eu acabava trocando muito o seio ao dar de mamar, e isso impedia que ele chegasse ao leite gordo. Passei então a deixá-lo mais tempo em cada seio nas mamadas. Logo nos primeiros dias, ele já começou a fazer cocô com gruminhos, sinal de que estava alcançando o leite gordo. E assim continuou ao longo da semana. Até que ontem fomos ao posto para pesá-lo. E adivinhem: ganhou 500 gramas em 8 dias! É mole?

Comigo é assim, se eu não passar no teste, não deixo barato não, hehehe… coisas de uma mãe cdf!