É muito amor…

Estava sábado amamentando no banheiro do casamento quando entrou um senhor. Olhou para uma moça que retocava a maquiagem e se explicou: “eu não entrei errado!” Então, veio até mim: “eu só vim dizer… Eu sou um senhor de 90 anos… Só vim aqui dizer… Eu fico maravilhado com o tanto de amor que a gente tem por esses pequenos”… E já com a voz embargada: “depois eles crescem, começam a andar…” E saiu do banheiro com os olhos marejados.

Realmente, é muito amor!

p.s. 1: sim, texto reciclado do meu facebook

p.s.2: sim, preferi amamentar sentadinha num dos puffs do banheiro a mostrar as peitcholas em pleno salão. Mas semana passada, em outro casamento, não tinha puffs no banheiro, e sentei-me dignamente num loungesinho do salão e botei o bebê pra mamar!

“Toda criança traz consigo um pedaço de pão”

Bem antes de decidir engravidar, eu li essa frase uma vez no Blog da Ligia. Achei muito bonito, e com muito fundo de verdade.

Já vi muitos casos de gravidezes inesperadas e que no fim tudo se ajeita. Muitas vezes as coisas ficam melhores do que estavam antes.

Ultimamente, tenho vivenciado na prática esse ditado. (será um ditado?)

Minha gravidez foi super desejada, mas nunca parei para fazer as contas se nossa situação financeira seria boa o suficiente para sustentar um bebê. Essa frase me influenciou muito, desde a primeira vez que li.

Não que a gente esteja precisando, sei que íamos dar o nosso jeito para arrumar a casa e preparar um enxoval até dezembro para receber nosso filhote.

Mas os pedaços de pão começaram a aparecer!

Primeiro foi o quarto. Meus sogros se ofereceram para nos presentear com os móveis. Depois, foram os diversos presentinhos (e eu dando baixa no check list do enxoval). E então eu fui a Brasília visitar minha irmã e voltei de lá carregada com as coisas que foram de minhas sobrinhas: bebê conforto, suporte para banheira/trocador, moisés, mantinhas, adaptador de cadeira para refeições e um brinquedão.

Na mesma semana, uma querida amiga veio me perguntar se eu estava precisando de alguma coisa, pois queria juntar uns amigos para me dar um presente grande. Por um lado eu fiquei feliz de dizer que eu já tinha bastante coisa, e por outro ela ficou triste porque não sobrou muita coisa para ela poder me dar!

A cereja do bolo surgiu nesse último final de semana. Eu já tinha pedido para a mãe de nosso afilhado guardar umas roupinhas dele pra mim. Ele tem 1 ano e meio, e já usa roupas para 3 anos. E não é que ela simplesmente nos deu TODAS as roupas que o Martin usou até o momento? Sim, TODAS. Desde recém-nascido até 1 ano e meio, isso dá uma quantidade impressionante de roupas! Sem falar que eles moram em uma região fria, então o pequeno usava várias camadas de roupas. Infinitos bodies, macacões, camisetas, conjuntinhos e até calças jeans (muitos nunca usados!). Além de conjunto roupa de cama para berço, mantas, trocadores portáteis, base para o bebê conforto, cueiros, babadores e muitos sapatos.

Nossa, eu fiquei até sem jeito, nem soube como agradecer.

E o Queridíssimo me olhava espantado e com um olhar de “agora tu não vais mais precisar comprar nada, hein?”.

Vai ser difícil conter a vontade de comprar alguma coisinha pro nosso bebê. Até agora eu comprei só duas coisinhas…

Mas vou me contentar em arrumar todas as roupinhas e classificá-las por tamanho (virginiana, prazer!) e dar baixa no meu checklist do enxoval! (um dia falo sobre ele aqui)

 

Querido Ben,

agora tu tens um nome. Um nome e um sobrenome.

No nosso mundo, já tens uma vidinha própria, e já fazes completamente parte da nossa.

Tendo um nome, todas as coisas ao teu redor começam a tomar forma, com uma personalidade própria e todinha tua.

Já estamos escolhendo como vai ser o teu quartinho, preparando tudo para a tua chegada.

Espero que tu gostes, está tudo sendo feito com muito carinho.

Agora que já tens nome, te damos bom dia e boa noite. Porque não faz mais sentido ir dormir sem te dar boa noite. E é a coisa mais linda do mundo acordar e lembrar que estás aqui conosco.

Bom dia meu amorzinho!

Meu querido filho,

hoje confirmamos aquilo que a Mamãe já sabia: tu és um meninão!

Espero que estejas sentindo aí dentro a felicidade que tem nos envolvido aqui fora. Estamos radiantes, não só por seres um menino, mas por estar tudo tão perfeito contigo aí no quentinho!

É fantástico perceber que algumas semanas atrás tu eras um feijãozinho e hoje és esse guri todo desenvolvido, com dedinhos, bracinhos, nariz, uma boquinha que abria e fechava, perninhas que pulam o tempo todo e um piru no meio das pernas!

Mamãe passou o dia inteiro te mostrando para todo mundo. E daqui a pouco a vovó vem aqui na nossa casa para te conhecer também.

Papai também está radiante e dedicou esta música pra ti:

Com amor,

Mamãe

Um coração, muita emoção e uma nova data

Hoje tivemos a primeira consulta oficial de pré-natal. Ganhamos um cartãozinho de pré-natal onde vão ficar anotados todos os dados dos exames feitos ao longo dos meses. O Dr. disse pra eu levar sempre comigo na bolsa, e que no final ele quer ver o cartão bem sujinho-amassado-quase rasgando de tanto usar e ficar jogado na bolsa! Achei ótimo, assim não precisamos ficar andando pra baixo e pra cima com os exames todos na mão!

Aí então ele calculou novamente a Data Prevista para o Parto: 23/12/2012. A primeira coisa que ele falou foi: “ai meu Natal” eheheh…

E eu que tava toda feliz com o 21/12, que não era assim tão perto do Natal, e também imaginando um sagitarianinho… mas tudo bem! E também temos uma janela grande de semanas antes e depois em que o bebê pode nascer, né?

Depois ele me pediu pra levantar e ir até a cadeira. Eu nem imaginava isso, mas ele falou: “vou tentar ouvir o coração. Mas só tentar, tá? Talvez não dê”… E procura daqui, procura dali, longos 3 minutos depois apareceu uma batidinha beeem fraquinha. Chamei o Queridíssimo pra ouvir também, e então ele conseguiu encontrar mais perto: tundundundun, bem alto! (na verdade é algo mais parecido com shiushiushiu…) Que emoção!!

Saímos da consulta radiantes!

Dia 15 agora teremos o ultrasson de translucência nucal. Tomara que dê para saber o sexo!

Cadê aquele casal que estava aqui? [Revista Crescer]

Selecionei as partes que achei mais interessantes dessa matéria da Revista Crescer – indicação do Mamatraca ontem no Twitter.

Um filho chega à família, toma conta da vida e ocupa um espaço que, muitas vezes, passa de alguns limites. A jornalista Mariana Ditolvo mostra aqui como superar os desafios dessa nova – e deliciosa – fase sem colocar em risco o seu casamento

Mariana Ditolvo

Começa lá na gravidez: todos os assuntos principais em casa giram em torno do filho. Não tem jeito. Das alegrias de cada dia aos necessários planejamentos da maior mudança prestes a acontecer na vida do casal, parece que não temos espaço suficiente na atribulada agenda para falar de tudo. Muito menos para cuidar de nós, aquelas duas pessoas que se conhecem, se apaixonam… Quando chega um filho, então, os embates conjugais se intensificam, não resta a menor dúvida.

E, convenhamos, não é difícil entender a razão. Filhos são, sim, uma grande bênção e despertam o tão comentado amor incondicional. Mas conciliar a chegada dos pequenos a uma manutenção exemplar do matrimônio e à intensa rotina é privilégio de poucos. Eu, por exemplo. Com o nascimento do Miguel, hoje com 3 anos, logo percebi que aquelas pequenas divergências de opinião e diferenças de personalidades minhas e de meu marido, Guilherme, poderiam se transformar em discussões longas e acaloradas.

>>Continua aqui

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Agora, veja que curioso: um estudo norte-americano apontou que, embora acreditemos que a vida está cada vez mais difícil, pais casados relatam menos depressão e mais significado em suas vidas do que seus pares sem filhos, e os com maior número de crianças se mostram mais felizes. Arrisco uma interpretação: compartilhar valores e gostos nos torna capazes de sobrepor aos desafios que permeiam a criação de um filho. W. Bradford Wilcox, um dos responsáveis pela pesquisa, declarou: “Fica claro que os pais que se beneficiam de uma convivência feliz abraçam uma espécie de ética de generosidade conjugal, sempre procurando agradar e surpreender o parceiro”, afirma.
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Empenhada em inspirar esses casais a se redescobrirem e, principalmente, conversar sobre o assunto, ela e as amigas – Stackie Crockell e Julia Stone – mantêm o site babyproofingyourmarriage.com, com posts sobre relacionamentos de quem tem filhos. No último Valentine’s Day, em 14 de fevereiro, ela postou: “Nossos filhos deveriam ser o grande impulsionador de nossos romances. Não tem nada de sexy numa paisagem cheia de brinquedos de plástico, bolas e copos de transição. Acenda uma vela e seu filho de 2 anos vai nocautear a sua ideia; use um top sexy e ele irá vomitar nele, ou, no mínimo, será manchado por pequenas mãozinhas grudentas. Mas, não jogue a toalha ainda. Pegue o Dia dos Namorados e faça esses pequenos-monstrinhos-destruidores-de-clima se juntarem na farra”. Muitas vezes é preciso improvisar, por mais complicado que seja…
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Como driblar os conflitos

Receita de bolo não há, mas vamos ajudar vocês a pararem para refletir antes, durante e depois daqueles momentos em que a gente precisa contar até 10…

  • Abra o diálogo. Quando os conflitos aparecerem é essencial que o marido ou a mulher mostre a chateação. E converse sobre na primeira oportunidade.
  • Freie nos palpites da família. Saiba colocar limites nas interferências dos familiares na rotina da sua nova família. A questão aqui, obviamente, não é afastar os avós e tios dos filhos. Mas, sim, exercitar o bom senso para que as decisões importantes sejam, de fato, tomadas pelos pais e de acordo com os valores do casal.
  • Não seja autonegligente. Cuide-se! É comum deixarmos de lado nosso corpo, nossa saúde e nossa alimentação para centralizar todas as energias nos cuidados com os filhos. Evite esse comportamento. Homens e mulheres gostam de admirar e ver o companheiro se cuidando também para que não se perca o encanto, a paixão.
  • Mantenha a vida a dois. Sempre que tiver oportunidade, deixe seus filhos com alguém de confiança e saia de casa para fazer coisas de casal. Vá ao cinema, jante fora ou apenas sente em um bar para conversar sobre coisas que vão além da rotina de família. Isso também é importante para resgatar a vida sexual e amorosa do casal.
  • Ceda. Não adianta achar que estamos sempre com a razão. Negociar regras e permitir que opiniões diferentes da nossa façam parte da vida em família são atitudes que podem trazer benefícios imensuráveis para o casal.

Quando decidir que é hora de ter um bebê?

Quando decidimos ter nosso bebê e criei o blog, uma coisa que martelava muito minha cabeça era: será que é mesmo a hora de ter um bebê?

Por isso resolvi fazer esta enquete aí do lado. Para saber dos meus visitantes quanto tempo eles esperaram/estavam juntos quando tiveram o primeiro filho. Vamos combinar que a gente gosta de saber se está dentro da normalidade, né? (Tem gente que vai além, e gosta mesmo é de saber que está bem fora da normalidade, mas tudo bem!)

Até hoje a enquete recebeu 24 respostas: 18 pessoas responderam que estavam juntas há mais de 3 anos (9 entre 3 e 5; 9 mais de 5), 4 pessoas entre 1 e 2 anos e 2 pessoas com menos de 1 ano.

E as respostas não me surpreenderam nem um pouquinho. Afinal, ter um filho é uma decisão e tanto – para a vida toda. E a gente tem que escolher muito bem com quem vai firmar um compromisso deste porte.

A verdade é que desde bem no inicinho do namoro nós aqui em casa já tínhamos certeza de que queríamos casar, ter filhos e envelhecer juntinhos. Mas até aí, morreu Neves (helo! 1980  pediu a expressão de volta). Eu já tive um namoro que durou 3 anos -entre 2001 e 2004 –  e já tínhamos decidido que teríamos filho em 2010 e tínhamos até um nome: Maria Eduarda. Mas daí perto de completarmos 3 anos de namoro descobri que aquela pessoa não era bem do jeito que eu imaginava, e acabamos terminando.

Já com meu Queridíssimo, estávamos juntos havia 2 anos e  7 meses quando decidimos ter nosso bebê pra valer. E confesso que fiquei em dúvida na hora de responder minha própria enquete (ahaahahah), porque pra mim estava mais pra “entre 3 e 5 anos” do que pra “entre 1 e 2 anos”.

Quer dizer, entre ter certeza de que aquela é a pessoa certa pra toda a vida e ela realmente ser, são outros quinhentos. Mas acho que isso não se mede em tempo. Se mede em intensidade, paixão, amor e atitudes.

Sendo assim, encerro a 1ª enquete do Bem que Se Quis com Louvor e lanço outra: “Como foi seu parto, ou como pretende que o próximo seja?”

Pernambuco registra primeiro bebê in vitro filho de casal gay

História bonita do dia. De uma família feliz 🙂

O vídeo desta notícia pode ser visto aqui.

Pernambuco registra primeiro bebê in vitro filho de casal gay

Maria Tereza já completou um mês e tem o nome dos dois pais na certidão.
Mailton e Wilson Albuquerque mantêm um relacionamento há 15 anos.

 Vitor TavaresDo G1 PE
Quando Maria Tereza veio ao mundo, no último dia 29 de janeiro, assim como quase todos os recém-nascidos, chorava muito, descontroladamente. As lágrimas da mais nova pernambucana só pararam de descer quando ela chegou aos braços de seus dois pais, Mailton Alves Albuquerque, de 35 anos, e Wilson Alves Albuquerque, de 40. Fruto de uma relação de 15 anos, a pequena foi o primeiro bebê brasileiro registrado pela Justiça filho de um casal homoafetivo masculino e concebido através de fertilização in vitro.

A decisão de Mailton e Wilson de terem um herdeiro aconteceu há dez anos, quando estabeleceram uma união estável. Na época, uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), que estava em vigor desde 1992, decidia que os usuários da técnica de fertilização deveriam ser mulheres em união estável ou casadas. Em 2010, Mailton fez um intercâmbio no Canadá, onde conheceu outro casal gay que já tinha três filhos, concebidos através da técnica. Bastante interessado pela ideia, em janeiro de 2011 ele teve a notícia que esperava há muito tempo: o CFM mudara a resolução, decidindo que todas as pessoas capazes poderiam utilizar a técnica.

Segundo o juiz Clicério Bezerra, que possibilitou que a certidão de Maria Tereza tivesse o nome dos dois pais, esse caso é inédito e abre as portas para outros casais. “Eu tenho conhecimento, pela internet, que houve um caso de duas mulheres, fruto de um processo judicial. Nesse caso, é inédito porque são dois homens e foi feito administrativamente, diretamente no cartório, não necessitou de um processo judicial”, contou Bezerra.

Para Mailton, a decisão não aconteceu de uma hora para a outra. “Não foi algo de momento. Isso é fruto de uma relação que vem amadurecendo há 15 anos, com muito companheirismo. A gente está mostrando que a família pode ser muito mais do que um casal hetero. Que pode haver pai e pai e mãe e mãe também. Conquistamos o respeito através de tudo que construímos juntos”, falou.

No mesmo mês em que a resolução permitiu a fertilização, os dois procuraram uma clínica no Recife e começaram a fazer os exames. Todas as mulheres da família, entre irmãs e primas de Mailton e Wilson, se prontificaram a ajudá-los. Depois dos testes, ficou decidido que uma prima de Mailton iria emprestar o útero para gerar a filha do casal. A família aprovou a iniciativa. “Hoje, Maria Tereza tem avó, avô, tias tios, todo mundo babando por ela. Nunca passamos por preconceito dentro de casa”, contou Mailton.

Os dois doaram espermatozóides para serem utilizados em óvulos de um banco de doadoras. Dessa primeira vez, foi utilizado um óvulo fecundado por Mailton. Os dois já pretendem, em breve, providenciar o segundo filho. “Próximo ano, nós já vamos ter um garotinho, que vai ser o irmãozinho dela”, falou Wilson, que, desta vez, deve doar o material genético. Juntos, querem repetir a emoção do nascimento de Maria Tereza mais uma vez, descrita pelo pai emocionado: “Foi indescritível, não tem como explicar. Quando ela parou de chorar foi como se dissesse: ‘papais, agora estou segura’”, falou Mailton.