Onde? Como? Quando? (ou senta que lá vem a história…)

Eu acabei não contando aqui como foi que descobri, e como tudo aconteceu! Então vamos lá…

Como eu mencionei aqui, meu lema na segunda quinzena de março foi: abstração. Na verdade, tinha acabado de passar pelo aborto, e nem imaginei que tão logo pudesse ficar grávida. Só ficava chateada de ter perdido o prazo de termos o nosso bebê em 2012, mas tudo bem. Então, abstraí.

Minha primeira consulta oficial com meu até então provável novo obstetra seria só dia 2/04, então fiquei aguardando falar com ele para ver quando seríamos “liberados” para voltar a tentar engravidar. Chegou finalmente o dia 2/04, e então meu mais novo querido médico sentenciou duas coisas: primeiro, que se eu não precisei de curetagem, poderia voltar à programação normal e boa sorte; e segundo, que se menstruei dia 16, eu estava passando exatamente pelo meu período fértil. Procurei abstrair ambas informações.

Continuei a vida normal. Fui a dois casamentos e bebi em ambos. Saí com amigas e tomei cerveja com a cara mais blasê possível.

E então dia 14/04 era para ficar menstruada. Como sou muito certinha, comprei um pacote de absorventes no dia anterior para estar prevenida. Mas simplesmente esqueci de levar na viagem de 600 km que fiz no dia 14! Não foi com surpresa que notei que a menstruação não deu as caras naquele dia, e nem nos seguintes.

Mas eu aprendi a esperar. Assim como sugeriu meu médico, decidi esperar 14 dias antes de fazer qualquer exame – iria fazer só dia 28/04. Só que acontece que dia 25/04 tínhamos o show do Paul McCartney para ir. E fiquei cabreira de ir ao show, me exceder, beber, me  agitar demais, e colocar alguma coisa em risco. Então, dia 25/04 no horário do almoço fui à farmácia, comprei um teste, entrei no prédio onde trabalho, fiz o teste e lá estavam piscando e soltando fogos de artifício e dizendo eu já sabia duas listrinhas lindas e mijadas!

Eu já sabia! Mandei a foto por mensagem para o queridíssimo, namorei a foto um pouquinho, mandei ela pro nosso e-mail e deletei!

Era bom demais para ser verdade, muita calma nessa hora. Liguei para marcar a consulta, conforme a orientação do Dr., e só tinha – pasmem! – para dia 11/06.

Aí ficamos nós, decidindo se esperávamos a consulta, ou tentávamos ir ao plantão onde o Dr. atende. Assim ficamos mais uns 10 (DEZ!!!) dias… Enquanto isso, eu não acreditava que estivesse grávida. Apesar de que na virada de 5 pra 6 semanas bateu um sono absurdo, que me derrubava no meio do dia. Mesmo assim, permaneci cética.

Um dia resolvi fazer as contas e me dei conta de que se esperasse até 11/06, já estaria com quase 12 semanas. E se tivesse algo a fazer antes disso, como proceder?

Convenci o Queridíssimo, e fomos ao plantão da maternidade dia 07/05. Para minha surpresa, o Dr. ficou felizão com a notícia, e nem pediu um exame de sangue para confirmar. Simplesmente me passou os pedidos para iniciarmos o pré-natal, e me orientou a ter vida normal.

E então, longos e intermináveis quatro dias depois, finalmente chegou o dia do encontro com nosso feijãozinho! Foi tão lindo vê-lo, e saber que todas as medidas batiam com o tempo de gestação estimado!

Mesmo assim, estou me contendo para contar às pessoas. Família praticamente inteira já sabe, como mencionei. E grandes amigas. Mas não todas. Tenho ainda muito medo de ter que “des”-contar depois, caso algo dê errado. Mas quero acreditar que não, que vai dar tudo certo!

Então decidi só contar depois do próximo ultrassom. Aguenta ansiedade!

Nossa, desculpa pelo historião…