Vem aí um bebezão

Ben é um bebê grande.

Quando descobrimos a diabetes gestacional, nosso médico explicou que uma das consequencias desse problema é que produz bebês grandes. Na época, estávamos com 23 semanas, e o ultrasom registrou que o Ben tinha 658 gramas, 8 a mais que o limite máximo da média de bebês nessa idade gestacional.

Fizemos o ultrason de 32 semanas especialmente para saber se a dieta tinha adiantado, e se ele tinha entrado no tamanho estimado para a idade (com 23 semanas estávamos fora).

Do alto dos seus 2.395g, Ben está felizmente dentro da faixa para a idade! E o melhor, ele não é um bebê barrigudinho – principal consequencia da diabetes gestacional, e que indicaria que não estamos conseguindo controlá-la com a dieta. A circunferência abdominal dele está na média. Significa que a diabetes está sob controle!

A cabeça dele é que está acima da média: 317mm (a média vai até 310mm). No gráfico do ultrason está escrito que ele é percentil 97. Pesquisando no doctor google descobri que isso significa que ele é maior do que 97% dos bebês de mesma idade!

Ben é, portanto, simplesmente um bebê grandão!

Com isso, o dr. disse que não recomenda esperarmos até 42 semanas. Passando as 40, vamos monitorar de perto e se for o caso até induzir o parto.

Mas, sinceramente? Não acho que será necessário. Acho que o Ben vai ser bem espertinho e fugir do período natalino.

Dedos cruzados!

(lembrando que tudo isso que os exames dizem são apenas estimativas, dados aproximados, que podem variar em até 15%)

Valeu a pena!

Consulta de 33 (corrigindo: 34) semanas e tiramos a prova: engordei só 100 gramas desde a última consulta!!

Levando em conta que o Ben engordou cerca de 1kg nesse período, podemos afirmar que eu EMAGRECI no sétimo mês de gravidez! Fiquei muito muito muito feliz com essa conquista, porque olha, não está sendo fácil (já diria Kátia a Cega).

E cá entre nós: esses dias no trabalho fui fazer o lanche da tarde e encontrei minha colega de trabalho que está quase do mesmo tempo que eu. Eu comendo meu DELICIOSO cookie integral de ameixa, e ela comendo bolacha recheada de chocolate. Me senti bem, me senti leve, me senti saudável, e reparei que ela está bem mais bochechuda que eu! hihihihi….

Então, tendo em vista a vitória alcançada, me dou o direito de dar dicas de alimentação saudável para quem quiser dar uma freada na engorda nesses últimos meses de gravidez.

Anotaí:

1. Café da manhã: vitamina de fruta (leite desnatado+banana, maçã ou mamão, sem açúcar), pão integral (dar preferência aos pães realmente integrais. A dica é ver no rol de ingredientes o primeiro tem que ser farinha de trigo integral), requeijão (bom mesmo é evitar o requeijão e comer manteiga, mas eu não fiz isso)

2. Lanche da manhã: uma fruta

3. Almoço: mais carne e menos arroz e feijão. Muita salada e legumes cozidos.

4. Lanche da tarde: cookies integrais (eu compro num empório aqui perto uns cookies integrais diet; a dica do pão vale aqui, priorizar aqueles em que o 1º ingrediente é farinha de trigo integral); OU salada de fruta; OU fruta com granola; OU iogurte 0% açúcar com granola; OU pedaços de coco in natura; frutas a vontade;

5. Jantar: omelete (aqui em casa não usamos óleo, ou só algumas gotinhas); OU sanduíche de pão integral com salada e carne/presunto; OU iogurte com granola e frutas; OU carne com legumes.

Esta tem sido minha dieta nos últimos meses, e como podem perceber, tem funcionado! Aliás, a dieta da família, maridão também emagreceu!

Claro, tive a orientação de uma nutricionista. Quem tiver qualquer problema de saúde relacionado à gravidez, deve obrigatoriamente consultar um profissional, hein?

Altos e baixos da dieta de uma pobre gestante

Até s três meses: seletiva

Não conseguia comer carne, nem beber café. Não cheguei a enjoar (uma vez só, numa viagem a trabalho), mas não era tudo que eu tinha vontade de comer. Era muito comum começar a comer algo, e largar no meio. Tinha muita vontade de salada de frutas e de legumes.

Quatro e cinco meses: o auge!

Nesse momento, descobri que a intolerância à lactose tinha zerado, depois de conviver bons seis anos com ela (quer dizer, desde que descobri, porque provavelmente sempre tive). Aos poucos fui voltando a comer carne, então rolava de tudo! Comia pelo menos um brigadeiro por dia, e me alimentava super bem. Se acordasse no meio da noite com fome, tinha um copo de nescau na cabeceira pronto para tomar (tudo pra não perder o sono em busca de uma comida). Estávamos em reforma, então não dava para levar almoço e almoçava todo dia num lugar onde a sobremesa é grátis. Me esbaldava!

Seis meses: restrições

O médico puxou a orelha porque tinha engordado muito. Fiz o exame de intolerância a glicose e deu levemente alterado. Comecei a cortar algumas coisas, como sucrilhos, nescau, leite condensado na vitamina, brigadeiros diários, e biscoitos. Passei a comer mais frutas e snacks saudáveis.

Sete meses: é tudo proibido!

Diabetes gestacional 😦 Finalmente fui à nutricionista e descobri que mesmo tendo cortado muita coisa, ainda estava fazendo muita coisa errada. Não posso comer nada que tenha obviamente açúcar, e nada que vire açúcar no sangue, principalmente leite e derivados, trigo branco e gordura hidrogenada (gordura trans). Ou seja, nem aqueles snacks ditos saudáveis eu posso comer. Mesmo numa prateleira cheia de coisas saudáveis, tenho que ler o rótulo para ver se não tem algum desses ingredientes. Sobram pouquíssimas opções.

Tenho que aumentar o consumo de carne (coisa que não me encanta muito) e diminuir os carboidratos. Sorte minha que tem uma loja natureba perto do trabalho, mas mesmo lá sobram poucas opções. O que pode: carne, legumes, frutas (nem todas), ovo, pão integral (tem que olhar se tem muito trigo branco), presunto cozido. A salvação é uma tal de alfarroba com coco que parece prestígio (o chocolate que eu menos gostei a vida inteira). Mas só pode comer metade depois do almoço e a outra metade no jantar. E assim estamos no momento. É triste, eu tenho crises de desânimo pois muitas vezes vou a algum lugar e não tem nada que eu possa comer.

Já declarei que do nono mês adiante vou me dar algumas alforrias porque a ansiedade vai estar grande!

Rapidinhas de quarta

1.

Consegui convencer meu médico a substituir o exame horroroso de curva glicêmica por medições diárias de glicemia em casa. Como minha mãe é diabética, ela tem aqueles aparelhinhos para medir com um furinho no dedo e me emprestou. Então, nos próximos 4 dias farei o teste na sequencia: dia 1, em jejum; dia 2 duas horas depois do café; dia 3, 2 horas depois do almoço ; dia 4, duas horas depois do jantar (esse último vai ser mais difícil, porque não temos rotina nenhuma de jantar aqui em casa).

Menos mal, hã?

Tomara que eu passe nos testes!

oooøøøoooøøøoooøøøoooøøø

2.

Hoje aconteceu uma coisa que eu sempre pensei que não fosse me abalar. Uma pessoa entrou na copa, no trabalho, e puxou papo sobre a barriga. Apesar de trabalharmos na mesma empresa, eu nunca tinha visto a pessoa na vida.

E.ela.passou.o.tempo.todo.alisando.a.minha.barriga.

Quão bizarro é isso? Alguém aí já se aproximou de um estranho e passou a acariciar sua barriga como se não houvesse amanhã, ou como se fosse um gatinho, ou como se fosse, sei lá que tipo de coisa as pessoas acariciam com tamanha naturalidade?

Me incomodou. Nunca pensei que fosse me incomodar com isso, mas achei mega estranho.

(amigas, parentes e afins estão totalmente liberadas para carinhos na barriga, ok?)

oi, tudo bem?

Uma semana sem dar as caras por aqui, shame on me!

Juntou o fato de que bloquearam o wordpress no trabalho, com o cansaço noturno que resolveu voltar e o diagnóstico de diabetes gestacional… desanimei!

Eu tinha várias ideias para escrever aqui, algumas caindo de maduras, já. Mas aí veio essa: eu tinha comemorado que as taxas de glicose estavam todas abaixo do limite (segundo o laboratório), até que meu médico me cortou o barato e disse que sim, é diabetes gestacional, para eu entrar na dieta com nutricionista e ainda REPETIR o exame em duas semanas.

Me recuso a repetir o exame, eu disse pra ele. Ele respondeu que “o exame é ruim mesmo, fazer o quê. Conversamos na consulta”.

Estou tentando consulta com nutricionista com o plano, e enquanto isso ajustando a dieta, que já estava bem comportadinha desde o primeiro resultado alto de glicemia.

Por sorte no meu trabalho tem uma nutricionista e ela vai dar uma olhada na minha dieta e sugerir algumas substituições. Está sendo duro ficar sem um docinho, quem me conhece sabe que troco um prato de almoço por uma boa sobremesa.

Então hoje bateu a crise de abstinência e fomos ao supermercado: cookies integrais, doce de banana, doce de leite, alpino e talento. Tudo diet. Deu pra quebrar um belo galho!

E chegamos ao fim do segundo trimestre!! Viva!!!

E o blog fez um ano semana passada, parabéns pra ele!

E já passamos dos 14 mil acessos! Eba!!!

Ben gordinho

Hoje foi dia de consulta. Saí feliz pois engordei só 1 kg. Quer dizer que consegui me manter na linha nas últimas três semanas.

Mas o Dr. deu uma puxada de orelha, porque o Ben está um pouco mais gordinho do que deveria.

O exame de intolerância à glicose deu levemente alterado, e vou ter que fazer outro (curva glicêmica) para ver se o quadro é de diabetes gestacional 😦

Tomara que não seja. Torçamos.

Há duas semanas eu já sabia o resultado do exame de glicose. Não quis sofrer por antecipação, por isso não contei nada aqui. Estava esperando ouvir o que o médico diria. Mas por desencargo de consciência, faz duas semanas que começamos a controlar melhor a alimentação aqui em casa.

Não foi muito difícil: nós nos alimentamos bem. O problema eram os doces desenfreados. Mais precisamente, o brigadeiro. Mais especificamente um brigadeiro por dia (às vezes dois). Cortei também o nescau, que eu tinha passado a tomar no lugar do café. E passei a comer snacks mais saudáveis no meio da manhã e da tarde (banana passa, maçã desidratada, barrinhas de cereais). E frutas, muitas frutas.

Caso seja mesmo diabetes gestacional, na semana que vem vou consultar com uma nutricionista.

Pobre Ben. Nem nasceu e já entrou na dieta!

oooooooo

Ps.: preciso ser justa e contar que no MEU aniversário e ME DEI o DIREITO de comer tranquilamente. Fiz algo que havia anos não fazia: um prato de brigadeiros enrolados. Minha mãe fez, a pedidos, um perfeito bolo de chocolate com recheio de doce de leite caseiro. E eu comi sem culpa. Mas foram só dois dias de libertinagem.