Achados de setembro

Fases de crescimento e desenvolvimento que modificam o sono do bebê e da criança
Aquele bebê que conhecíamos, de repente não quer mais saber de dormir como antes, e só quer o peito. Ou pior, não quer o peito? Deve ser muito angustiante para os pais quando isso acontece. Então achei muito explicativo esse texto que mostra como alguns picos de desenvolvimento trazem alterações ao comportamento do bebê. Saber que são só fases ajuda a acalmar o coração e estar mais preparada para essas ‘surpresas’.

Um pediatra pra lá de querido que infelizmente só atende em São Paulo.
Jogar nos filhos nossas expectativas e frustrações é muito comum. Importante ter em mente que é uma nova vidinha, e que ela tem toda uma personalidade e um tempo próprios.

Assistência ao segundo e terceiro períodos do trabalho de parto baseada em evidências
Uma revisão de literatura em busca dos melhores procedimentos para a assistência ao parto: duração do expulsivo, puxos, forceps, episiotomia, práticas para reduzir traumas…

Parto que pariu!
Um blog de um obstetra humanista.

 

Em busca do parto normal (parte 1)

Muito antes de engravidar  já me interessava pelo assunto maternidade/gestação/parto. Sempre fui muito curiosa sobre o tema e lia, lia muito tudo o que encontrava pela frente. Eu não sabia, mas uns cinco anos atrás eu já era meio militante do parto normal.

Foi quando uma colega de trabalho me disse, aos quatro meses de gestação, que já tinha marcado a cesárea para o dia 03/03. Fiquei indignada. Como pode uma mulher querer encerrar dessa forma a gravidez, sem necessidade? O parto normal para mim era a via mais óbvia, não era possível que as mulheres estivessem se rendendo desta forma a uma cirurgia!

Alguns anos depois, foi pelo Twitter que acabei caindo no blog da Ligia. As pessoas davam as boas vindas à Clara, que depois de umas 30 horas de trabalho de parto, em casa, acabou nascendo por uma cesariana na maternidade. Essa foi uma cesárea realmente necessária, que só aconteceu depois de ainda ser tentado mais um pouco o parto normal na maternidade. Mas foi então que um mundo imenso se abriu na minha frente, e uma constatação: o parto normal está perdendo campo para a cesárea.

E então comecei a ler cada vez mais coisas sobre o assunto. E descobri que para uma mulher ter um parto normal, hoje em dia, não basta ela querer. Ela tem que estar informada, preparada e, acima de tudo, acompanhada por uma equipe que também queira o parto normal.

Não preciso ir muito longe para comprovar essa tese. Das oito amigas minhas que estavam grávidas em janeiro deste ano, somente três queriam ter parto normal. E só uma teve. As outras duas que queriam, acabaram sofrendo a cirurgia por algum motivo inventado pela equipe de plantão na maternidade.

Eu não quero isso pra mim. Minha busca pelo parto normal começou cinco anos atrás, muito antes de eu ter condições de ter um filho (como por exemplo conhecer o pai dele).

Resolvi abrir essa série de posts para tentar informar alguma mulher que ainda pense que para parir basta querer.

Para começar, trago aqui uma lista com os inúmeros falsos motivos inventados por médicos cesaristas para convencer a mulher a fazer a cesárea (lembrando, claro, que cada caso é um caso).

As 12 maneiras mais frequentes de enganar a mulherada – por Ana Cris Duarte

Cesárea 171-I: Cordão enrolado
A verdade: quase um terço dos bebês nasce com circular de cordão. Mas a gelatina que recheia o cordão ajuda a impedir que os vasos se fechem. Além disso o bebê não respira dentro do útero!

Cesárea 171-II: Pressão Alta
A verdade: A hipertensão é um problema grave, mas nos casos em que ela foge ao controle pode ser necessário induzir o parto normal.

Cesárea 171-III: Bacia Estreita
A verdade: Impossível saber o tamanho da bacia por dentro e os ossos da cabeça do bebê são soltos e se sobrepõem para passar pela bacia materna

Cesárea 171-IV: Bebê Grande
A verdade: Impossível saber o peso do bebê pelo ultrasom e os ossos da cabeça do bebê são soltos e se sobrepõem para passar pela bacia materna

Cesárea 171-V: Passou do Tempo
A verdade: A gravidez humana normal vai até 42 semanas. Passado o prazo considerado seguro, pode ser necessário induzir o parto normal.

Cesárea 171-VI: Parto Prematuro
A verdade: Bebês prematuros nascem em melhores condições se for por parto normal

Cesárea 171-VII: Diabetes Gestacional
A verdade: É uma condição em geral controlada com dieta, exercícios e medicamentos, e não tem qualquer relação com a via de parto. Nenhuma!

Cesárea 171-VIII: Bebê fez cocô (mecônio)
A verdade: O mecônio não é um problema, a não ser nos casos em que os batimentos cardíacos do bebê estão insatisfatórios, evidenciando sofrimento fetal. Mesmo assim a indicação é o sofrimento fetal, não o mecônio.

Cesárea 171-IX: A bolsa rompeu e não teve contração
A verdade: É só aguardar 24 horas e se não entrar em trabalho de parto, induzir. A indução pode levar até 48 horas para “engatar”. Antibióticos podem prevenir infecção. Fácil convencer o GO de esperar 72 horas, não é mesmo?

Cesárea 171-X: Não teve dilatação
A verdade: Todas as mulheres dilatam se aguardar a fase ativa do trabalho de parto.

Cesárea 171-XI: Não entrou em trabalho de parto
A verdade: Se não for colocada numa mesa cirúrgica, toda mulher entra em trabalho de parto.

Cesárea 171-XII: Na consulta de pré natal o colo do útero está fechado
A verdade: O colo do útero em geral fica fechado. O que faz ele abrir são as contrações de trabalho de parto.

Cesárea 171-I: Pouco líquido
A verdade: A diminuição do líquido amniótico é normal e esperada no final da gestação. No caso de diminuição acentuada, pode ser necessário induizir o parto normal, o que pode levar até 48 horas. Fácil convencer o GO de esperar 72 horas, não é mesmo?

Por Ana Cristina Duarte – Obstetriz – São Paulo

Um meninão!

O Ben já mede 31 centímetros e pesa 658 gramas! Um bebezão, hein?

Fomos na quarta-feira fazer o tão esperado ultrassom. O último tinha sido em junho, e eu nem ligo se meu médico não é daqueles que pede um ultrassom por mês. Barriga crescendo, bebê se mexendo, sintomas condizentes com a idade gestacional, significa que está indo tudo bem. Por isso, como já disse que aprendi a esperar, fico satisfeita com a conduta do meu médico.

Mas é sempre um dia cheio de emoções. Daqueles em que eu tenho sono agitado, acordo com frio na barriga, e as horas parecem não passar.

Combinamos de levar as duas avós para verem o ultrassom. Meu pai por sorte estava na cidade no dia do ultrassom de 13 semanas, e pôde assistir. Então achamos justo que as duas avós assistissem ao próximo. Tenho permissão para levar duas pessoas comigo na sala, então o pai e o avô paterno ficariam na sala de espera e veriam só pelo dvd.

Sendo assim, os avós paternos viajaram 250km para estarem presentes. Mas na hora pedi com jeitinho e o Dr. deixou que todos entrassem! Foi muito legal.

Chegando lá percebi que íamos fazer na mesma sala onde, no dia 1º de março, fiz o último ultrassom referente ao aborto. Lá, uma médica muito doce me recebeu e me explicou que já estava tudo bem, e se eu quisesse estava pronta para outra. Por um momento refleti: “quem diria que cinco meses depois eu estaria novamente naquela sala com a família completa para ver meu filhote?”.

Dessa vez vimos o Ben em partes, porque ele já é muito grande (óin!) para aparecer na tela. Logo que começou o exame, o Dr. viu o pinto do bebê e exclamou: “olha o tamanho do pinto dele, vou até medir!” Resultado: 1,07cm de pinto, para alegria do papai e do avô!

No fim, tudo certo com nosso pimpolho, tirou nota dez em todas as medições.

Só fiquei espantada depois, quando vi o laudo, porque a variação normal para a idade é entre 27 e 32cm (ele está com 31) e entre 449 e 653g (ele tem 658). Sei que são medidas estimadas, mas estima-se então que temos um bebezão vindo aí!

Deixou vocês com um perfil do Ben:

Tão diferentes, tão iguais

Já mencionei aqui algumas vezes que tenho uma irmã gêmea, né?

Somos bivitelinas, e diferentes de um jeito que quem conhece as duas não imagina nem que sejamos parentes. Uma branca, uma morena, uma média, uma alta, uma cabelos pretos e poucos, uma cabelos castanhos e muitos, uma olhos pretos, uma olhos verdes, uma engenheira, uma jornalista.

Somos a primeira amiga uma da outra (apesar de termos ainda por cima uma amiga desde 1 ano e meio), e raramente nos abandonamos nesse tempo todo. Nossas histórias são entrelaçadas de uma forma que só hoje, aos 30 anos é que dá pra perceber.

Durante a infância e a adolescência, é fácil haver coincidências no ciclo escola/segundo grau/primeiras vezes/faculdade.

Mas foi depois de adultas que algumas coincidências foram acontecendo. Em 2007, eu marquei uma cirurgia para finalmente corrigir a miopia. Tinha alguns exames a fazer, morava em outra cidade, e calhou de fazê-la no dia 17 ou 18 de dezembro (não lembro bem). Mas eis que minha irmã, que tem um problema na córnea, foi a Belo Horizonte fazer uma consulta de rotina e acabou tendo que fazer outra cirurgia na vista. Resultado: no mesmo dia e horário estávamos as duas numa mesa de cirurgia, eu em Curitiba e ela em Belo Horizonte. Ficamos cerca de 15 dias em recuperação, as duas sem conseguir enxergar direito, fazendo companhia uma pra outra.

Em 2009, nós duas conhecemos nossos maridos no mesmo lugar: a escola de samba do nosso bairro. Eles três tocavam na bateria da escola, e eu acompanhava. Já contei aqui também que eu e Queridíssimo começamos a namorar logo após o desfile. E minha irmã começou a namorar uma semana depois, depois de alguns encontros e desencontros.

E eis que mês passado ela descobriu que também estava grávida! Nossa, fiquei tão feliz, eu fiquei mais que feliz, eu explodi de felicidade. Comecei a fazer mil planos para nós duas, e imaginava nossos filhos (que eu chamava de primos-gêmeos) crescendo juntos, já que teriam só 3 meses de diferença. Mas aí poucas semanas depois, ela descobriu que o bebê não tinha mais batimentos cardíacos… 😦 Era muito cedo, ela estava só de 8 semanas. Fui super triste. Mas como já aconteceu comigo, foi mais fácil aceitar, de saber que é comum mesmo e que infelizmente isso acontece sem causa aparente. Mas agora as coisas já estão se ajeitando. Quinta-feira ela fez um procedimento para retirar (pois foi aborto retido), e  agora está tudo bem!

Mas foi por isso que dei uma desanimada aqui no blog. Desculpem!

Essa história só mostra como as nossas duas estão ligadas de um jeito que não é terreno! E tem muita coisa ainda para acontecer. Assim como foi comigo, logo logo ela vai estar por aí com um feijãozinho na barriga!

Achados de julho

Dia desses, em uma das comunidades de mães no Facebook, uma das mulheres deixou um recado para que as grávidas se informem bastante sobre amamentação antes de seus filhos nascerem. A maioria fica tão preocupada em garantir o parto normal/natural, que acaba não se preparando para esta etapa que também é importante, e cujos primeiros momentos podem ser determinantes para a experiência total de amamentação da mães e do filho.

Sem saber por onde começar, pedi para que as outras participantes do grupo me indicassem links onde eu pudesse me informar melhor. Eis então a lista de “achados” (que mais estão para “presenteados”) de julho:

Instituto Fernandes Figueira: órgão da Fiocruz dedicado à pesquisa sobre o bem estar de mulheres e crianças. O site reúne uma série de pesquisas, artigos e notícias sobre o tema. Na busca pelo termo “amamentação” podemos encontrar informações valiosíssimas.

La Leche League: Ong Internacional voltada para o incentivo à amamentação. No Brasil, temos A Liga do Leite em Brasília e Maceió. Em geral, realizam reuniões, auxílio a mães com dificuldades em amamentação, visitas domiciliares e, claro, divulgação sobre amamentação.

Mitos frequentes sobre amamentação: algumas explicações sobre “leite fraco”, mastite, tempo de duração das mamadas, pouco leite, relactação, chupetas e mamadeiras, complementos.

Posso Amamentar: Site da consultora em amamentação Bianca Balassiano Najm. Tire suas dúvidas e receba o apoio necessário para continuar oferecendo leite materno ao seu filho durante situações adversas como: fissuras mamárias, empedramento, mastites, internações hospitalares e a volta ao trabalho.

Amamentação: Importante saber: uma série de perguntas mais frequentes sobre amamentação. Bem didático. Esse vídeo aí de cima, tirei de lá.

Grupo Aleitamento Materno Solidário no Facebook: assim como muitos grupos de mães, pode ajudar a sanar dúvidas na medida em que vão surgindo. E, assim como muitos grupos de mães, é prudente ter um bom filtro para não achar que é tudo verdade.