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Gente! Estamos de mudança para o endereço www.bemquesequis.com.

Espero vocês por lá!

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O nascimento do Ben

.Preâmbulo.

No episódio anterior, eu comentei que tinha chegado à 39ª semana, e estava me sentindo bem. Claro, tinha alguns desconfortos, mas nada daquela coisa que muitas mulheres relatam que não aguentavam mais o final da gravidez. Bem, hoje devo confessar para vocês que naqueles últimos dias eu estava a poucos golpes de jogar a toalha.

Além de tudo, ansiedade era grande. E as pessoas perguntando sobre o Ben, só faziam piorar as coisas! Um dia antes, de tudo começar, cheguei a mandar um sms para meus pais e irmãs assim: “Queridos, o Ben não chegou ainda e nem dá sinais de que vai chegar nos próximos dias. Quando for a hora, podem deixar que vocês saberão em primeira mão. Estou fazendo o máximo para conter a ansiedade, e a ansiedade de vocês só faz aumentar a minha. Lembrem-se que a data final é 25/12, então tudo pode acontecer até lá. Entendo a preocupação de vocês, mas entendam meu lado. Beijos”.

Tínhamos combinado com minha mãe que ela seria a primeira a saber, pois iria nos apoiar em casa durante o trabalho de parto. E ela então se encarregaria de transmitir a notícia. Meus sogros seriam os segundos a saber, pois moram longe. Então, durante a semana imprimi uns textos para minha mãe ler, para que ela pudesse nos ajudar a o máximo durante o trabalho de parto.

.Dia 1.

Era 15 de dezembro pela manhã, e eu mal conseguia ficar sentada por muito tempo por conta do pé inchado e da dorzinha chata embaixo do seio esquerdo. À tarde, eu tinha dois compromissos: ir a uma festinha que começaria às 13h e mudou para às 15h em cima da hora, e às 17h30 eu tinha que finalmente entregar a cachorrinha para doação.

Durante a manhã, tive que limpar a cozinha duas vezes, pois era o único lugar onde a cachorrinha podia ficar (o resto da casa é da gata), e ela fazia cocô e xixi pela cozinha inteira, e pisava e era aquela lambança. Sei que fiquei nessa função de limpar chão cagado algumas horas.

Acontece que a minha amiga que ia comigo à festinha chegou aqui em casa quase 15h (não a culpo, eu tb não sei se seria pontual com 3 filhos), e ainda tínhamos que enrolar os brigadeiros que íamos levar à festa. Já passava das 16h quando finalmente conseguimos sair daqui para ir à festa. E então, cheia de culpa no coração, pedi para o queridíssimo levar a cachorrinha por mim.

A festinha foi muito legal, conheci várias meninas do grupo de mães do facebook. Conversamos muito sobre o Ben, sobre o parto que eu queria, e eu dizendo que ele chegaria só com 40 semanas completas. Uma hora foi bem desagradável, uma senhora me pegou pelo braço e disse “eu tive três cesáreas, e hoje estão todos bem, já casei dois filhos”. E ficou me cercando com esse papo. Eu só respondia, “que bom, mas eu quero muito que seja normal”, e tal. Me disseram depois que ela é esquizofrênica e eu dei um desconto. Mas aquilo me incomodou um monte!

Durante a festa eu chutei o balde e comi muitos brigadeirosss (nossa, como eu estava com vontade!), bolo de cenoura, cachorro quente, musse de goiaba, bolo de limão. Humm! Até parece que eu sabia que o Ben não ficaria ali dentro por muito mais tempo!

Enfim, foi um dia como seria qualquer outro. Umas 19h cheguei em casa. E o Diego não tinha conseguido levar a cachorrinha, ela teria que passar mais uma noite conosco!

Chegando em casa, fui, claro, direto ao banheiro. Já fazia uns dias eu todas as vezes quando eu me secava, saia algo tipo uma clara de ovo, bem discreta, no papel. Mas eu pensava que era mais um corrimento. Hoje vejo que provavelmente estava perdendo o tampão sem saber! Então, depois que fiz xixi normal, me sequei e coloquei a calcinha. Quando ia sair do banheiro, senti mais um pouquinho de “xixi” vazando. Opa! Sentei novamente, me sequei, sequei a calcinha com papel higiênico, e fui pra sala comentando com o marido. Ele já levantou as duas orelhas!

Então deitei no sofá de barriga pra cima, como sempre, já que era a melhor posição para ficar na sala socializando hehehe. Deu uns minutos e opa! Outro escape de xixi, dessa vez um pouco maior. Fui ao banheiro, fiz dois pingos de xixi e na hora de me secar saiu algo mais: uma coisa consistente cor de sangue. Aí falei para o Diego: “acho que agora a coisa ficou séria”. Troquei a calcinha e coloquei um absorvente.

Resolvi ficar checando de tempos em tempos, e percebi que o absorvente sempre estava meio rosinha. Não ficava encharcado, e nem dava para sentir o cheiro, pois era daqueles perfumados. Umas 22h, resolvemos mandar uma mensagem para nosso GO, perguntando se deveríamos nos preocupar, pois tinha sangue. Como ele demorou pa responder, também coloquei a pergunta no grupo Parto Natural no Facebook.

O GO respondeu para observarmos, e que se aumentasse deveríamos dar uma olhada mesmo. No grupo, responderam que escape de xixi é normal, mas não com sangue. Bom, como não iríamos chamar nosso GO para o parto, decidimos ir para o Hospital, pelo menos ver se tava tudo bem com o Ben.

Por mim, nós iríamos só confirmar que tudo Ok, e voltar para casa. Mas o Diego achou melhor irmos preparados, tomamos um banho, pegamos as malas da maternidade, deixamos comida extra pra gata e pra cachorrinha, e fomos. Demos entrada no Hospital às 12h e pouquinho. E assim começou o dia 2.

.Dia 2.

Chegamos à entrada de emergência do HU, e de lá já fomos encaminhados ao Centro Obstétrico. Tinha três mulheres na nossa frente, mas só uma era gestante, que foi mandada pra casa. Fiquei imaginando que teríamos o mesmo fim. Além do quê, os servidores de saúde do Estado estavam em greve há dois meses, e como o HU é federal, estava lotado pois as outras maternidades não estavam aceitando gestantes!

Bom, não demorou muito e fomos chamados e atendidos pelo Dr. Fernando (coincidentemente, o mesmo nome de nosso GO). Expliquei para ele a situação, ele pediu para me examinar e pediu que eu mostrasse o absorvente. No exame, ele disse que eu estava com o colo grosso, e que aparentemente não tinha estourado a bolsa. Cheirou o absorvente, e disse que não tinha cheiro de líquido (pesar do perfume do absorvente). Então ele inseriu um espéculo, que é aquele instrumento desgraçado usado para fazer o papa nicolau. Segundo ele, na maioria dos casos de bolsa rota, o espéculo se enche de água imediatamente ao ser inserido, e não foi meu caso, então ele disse que provavelmente não tinha rompido a bolsa. Mas aí, na hora de retirar o espéculo ele disse “Opa, agora eu fiquei em dúvida”. Tinha aparecido um liquidinho ao retirar o espéculo. Aí ele ficou em dúvida, e lembrou que o hospital tinha um teste caríssimo que podia ser feito para ter certeza. Saiu, procurou o teste, voltou e falou “vamos fazer esse teste, mas você não conta para ninguém, pois ele é caríssimo e é muito raro usarmos”. Ahahha, na hora eu pensei “mal sabes tu que eu tenho um blog!”.

De tão raro que é fazer esse teste, o Dr. teve que ler o passo a passo na embalagem. E é engraçado que é uma tirinha igual à de teste de farmácia de gravidez, com um desempenho parecido: se aparecer duas tirinhas, é positivo – quer dizer que a bolsa rompeu mesmo! E de tão raro que é ser feito, a estagiária que estava acompanhando o Dr. chegou a tirar uma foto do passo a passo e do resultado ao final!

Bom, no passo a passo dizia que devia-se esperar 10 minutos pelo resultado. Mas em menos de, sei lá, 3 minutos, apareceram duas listrinhas! Então o Dr. falou: “Bingo! Vou ter que internar vocês.”

Inicialmente não teria lugar para mim no Centro Obstétrico, e teríamos que ficar na cadeira de triagem. Mas 5 minutos depois a médica chefe voltou para dizer que tinha vagado o leito 1. Sorte!

Imediatamente foi administrado antibiótico (penicilina) pois o exame de streptococos tinha dado positivo. E depois fomos fazer o cardiotoco, que é um exame que registra os batimentos cardíacos do bebê em paralelo às contrações. Aparentemente eu tinha algumas contrações de treinamento, e tudo certo com o coraçãozinho do Ben. Fomos então para o tal leito 1, onde tinha uma maca para mim e uma cadeira reclinável para o Diego. Lá, conseguimos dormir um pouco. Mas de tempos em tempos vinha uma médica estagiária ouvir o coraçãozinho do Ben e avaliar se eu estava com contrações. E não tinha nenhuma 😦

Umas 8h da manhã, os médicos trocaram de turno e a Dra. Maria Luisa explicou que iria introduzir um comprimido de misoprostol  para amadurecer o colo e favorecer o início do trabalho de parto. Estávamos com 13 horas de bolsa rota, e não tínhamos nenhum indício de trabalho de parto. Seriam introduzidos até 4 comprimidos, com intervalo de 5 horas entre eles.

Assim passamos o domingo. Ao longo do dia, tudo o que eu podia fazer para dar início ao trabalho de parto eu fiz: caminhar. Caminhei por aquele Centro Obstétrico até praticamente fazer um rastro no chão. O espaço era pequeno, então para fazer render as caminhadas eu andava em zigue-zague e entrava em todas as portas. Tudo isso com o Diego atrás de mim carregando o soro. Além de mim tinha mais duas mulheres (meninas, quase) em trabalho de parto. Elas estavam sofrendo com as contrações, e tudo o que eu queria era estar sofrendo como elas! Passei o dia inteiro nessa, e 1 cm de dilatação.

Depois da terceira aplicação de misoprostol, entrou um novo plantão. A Dra. Karine (coincidência, ela foi minha colega de sala no colégio) chegou aplicando oxitocina em todas as mulheres que estavam em trabalho de parto, e eu inclusive. Isso era por volta das 21h. Umas duas horas depois, nasceu o primeiro bebê. “Daqui a pouco somos nós”, eu pensei.

. Dia 3.

Quando a oxitocina começou a fazer efeito, vish! Aquilo sim é um produtinho feito no inferno. As contrações já começam no nivel 6 numa escala que vai até 10. Continuamos com a caminhada pelo Centro Obstétrico, e a cada contração eu vocalizava, fazendo “Aaaaaaaaaa”, às vezes abraçava o Diego, às vezes me apoiava na parede. Fiquei muito na bola também, e  durante as contrações me jogava para trás e era amparada pelo Diego. Essa foi a melhor posição de todas. Assim foram passando as horas. As contrações  cada vez mais fortes, assim como meu aaaAAAAAAAaaaaa ia ficando cada vez mais alto. Não era um Aaaaa sofrido, minha opção foi não encarar essas contrações como um sofrimento. As meninas que estavam em trabalho de parto junto comigo choravam nas contrações, e a impressão que eu tinha era de que isso só deixava as coisas mais difíceis de aguentar. Então eu só vocalizava. Cada contração era uma a menos em busca do meu parto. E o Diego ia cronometrando as contrações. Ele não me falava a quantas estavam, eu só sabia quando a médica perguntava pra ele. Eram 4 a 5 contrações a cada 10 minutos, com duração entra 45 e 65 segundos cada.

Até que às 4h da manhã a Dra. Karine veio me examinar. Esses exames eram a pior parte, pois para isso eu tinha que estar deitada, e passar pelas contrações deitada é a pior coisa. Os toques também eram super doloridos. Ainda bem que foram poucos. A Dra. Karine chegou comentando: “A colega aqui ao lado está com 7cm de dilatação, vamos ver como vc está!”. E eu toda otimista, as contrações estavam já num nível 9.

Foi quando recebi o balde de água fria: “Três centímetros”, a médica falou. Nessa hora eu entrei em desespero. Comecei a chorar desconsolada e confessei: “Eu não aguento mais!!!”. Então ela disse: “Denise, vamos ter que te operar”. E nessa hora eu chorei mais ainda, não sei o que era pior. Saber que ainda faltava muito e que as contrações ficariam dali para pior, ou saber que eu teria que fazer uma cesárea. As duas opções doíam muito!

Então a Dra. Karine explicou que trocaria de turno com outro médico, Dr. Paulo, e que ele faria o procedimento. E desligou a máquina da oxitocina. Eu só fazia chorar. Não acreditava que tinha chegado até ali para cair numa cesárea. Um filme passava na minha cabeça, tanta coisa que passei, tanto esperei por esse momento. Como me doía!

O Dr. Paulo foi o médico menos “simpático” de todos os que nos atenderam. Chegou, não falou nada, não explicou nada, e ficamos esperando quando ele chamaria para a cesárea. Até que o Diego resolveu ir perguntar. Ele veio conversar conosco, e avaliar o coração do Ben. Perguntou quando eu tinha comido pela última vez. Como fazia menos de 8 horas, ele disse “Bom, como não é uma  cesárea de urgência, não tem por que eu te operar agora. Vamos esperar dar 8 horas?”. Eu olhei para o Diego e ele foi fantástico: “Bom, eu fui escalado para ser aquela pessoa que ia te convencer a continuar até o fim. Mas se tu quiseres fazer a cesárea agora, eu te apoio também.”. Então decidimos esperar.

Sem a oxitocina na veia, conseguimos dormir umas duas horas. As contrações sem indução eram totalmente toleráveis, e eu as sentia dormindo. Doíam, mas eu quase nem acordava quando vinham.

Pela manhã, o Dr. Paulo veio examinar. Para nossa surpresa, tínhamos evoluído sem a indução: estava com 4 centímetros! Inicialmente a cesárea estava marcada para às 8h da manhã. Mas como evoluímos, o Dr. Paulo resolveu tentar novamente a indução. Foi nossa segunda chance!

A indução começou leve, e a cada tanto tempo a dose era aumentada, assim como as dores das contrações. E o Ben era avaliado a cada meia hora. Fiquei um pouco na bola, mas logo pedi para ir para o chuveiro. E que bênção! No chuveiro, sentada na bola, eu recebia a água nas costas, e quando a contração vinha eu me jogava para trás e recebia água na barriga. Desse jeito as contrações eram quase imperceptíveis. Eu sentia ela vindo, me jogava para trás, e só sentia novamente quando estavam indo embora. Muito bom! Tão bom, que fiquei lá por 1h30.

Então chegou a hora de ser avaliada novamente. Saí do banho, deitei na cama. A Dra. Maria Luisa já tinha voltado ao plantão! Aliás, as pessoas voltavam, nos viam lá e perguntavam: “ainda por aqui?” Hehehe… Então a Dra. Maria Luisa fez o toque, me olhou não muito animada e disse: 4 para 5 cm. Eu, otimista que sou, fiquei feliz pelo progresso!

Voltei a sentar na bola, e me jogar para trás no colo do Diego quando as contrações vinham. Mas eu estava atenta. Chegou a hora do almoço, e eu ouvi uma médica falando que “a do leito 1 não iria almoçar”. Comecei a desconfiar. Todos os médicos estavam reunidos no lado de fora da sala de pré-parto. Até que outra médica (que não tinha me atendido até então) veio me dar a pior notícia: “Mocinha, nós já fizemos de tudo, a dilatação não evolui. Vamos ter que fazer uma cesárea, tá?”. A Dra. Maria Luisa não teve nem coragem de vir me falar! E eu, obviamente caí em prantos! Desabei, mesmo. Porque eu já não aguentava mais. Mas eu não queria terminar assim. Queria o meu parto! Queria parir! (choro ao escrever isso). Mas, já estávamos há 42 horas com a bolsa rota.

Desligaram a oxitocina. E eu chorava porque as contrações continuavam! Eu parecia uma criança pequena chorando. E o Diego foi ótimo. Ele só dizia que eu tinha sido maravilhosa, e que agora eu tinha que ficar feliz porque tinha chegado a hora de conhecer nosso filho. Ele foi sensacional em todos os momentos, foi essencial tê-lo ao meu lado durante esse processo, me apoiando, me animando, me abraçando. Como eu o amo!

. A Cesárea.

Fui caminhando para o centro cirúrgico inconformada. O Ben mexia muito dentro de mim (lembro que pensei “pelo menos ele não vai estar dormindo quando for nascido”). Deitei na maca, a médica teve que me pedir duas vezes para relaxar enquanto tentava me dar a anestesia. Detestei cada um dos procedimentos. Aquele tapume na minha frente, as mãos amarradas (ainda perguntei se não podia ficar com as mãos soltas, me disseram que não), todas aquelas pessoas conversando. Alguém perguntou qual havia sido a indicação daquela cesárea, e alguém respondeu: “falha na progressão”. Começaram a operação e o Diego não estava lá ainda. Eu só chorava, e perguntei onde ele estava, entre um soluço e outro. Me disseram que ele já vinha. Lembro que pensei em voz alta: “não entendo como alguém escolhe passar por isso por opção!”.

De repente o Diego entrou. Sentou ao meu lado, segurou a minha mão e ficou olhando nos meus olhos. Me passando segurança, e eu acalmei um pouco. E então tiraram meu bebê de dentro de mim! Ele já nasceu chorando muito (e fazendo xixi e cocô). A anestesista falou para eu olhar para ele, mas nessa hora senti uma dor absurda no pescoço, não conseguia olhar para o lado, e isso me deixou ainda mais desesperada! Eu só chorava. Até que enrolaram ele e colocaram seu rostinho colado ao meu. Grandes coisa! Quem consegue ver alguma coisa tão de perto?

Levaram ele para a sala ao lado, o Diego foi junto. E eu fiquei para ser fechada. Esse momento parece que não acaba nunca! Uma enfermeira veio de lá para informar: 4 quilos e 15! Todo mundo ficou impressionado. O Dr. comentou “que não parava de sair bebê” hehehe… Eu perguntei quantos centímetros, e ela voltou lá para conferir. Depois voltou: 52 centímetros! Meu bebezão!

(Depois de uns dias o Diego me contou que a pediatra falou para ele: “esse bebê não ia encaixar nunca, olha o tamanho dele!”. E isso que tem me consolado desde então…).

Bom, já na recuperação trouxeram o Ben para ficar comigo, e já colocaram ele no peito! Ele sugava muito, com muita força! O problema é que colocaram ele errado, e fez uma bolha de sangue no meu seio (mas isso é assunto para outro post!).

Fiquei namorando meu Benzinho enquanto esperava passar o efeito da anestesia. Que bebê lindo, minha gente, como eu esperei por esse momento! Não foi do jeito que eu sonhava, mas foi da melhor forma possível dentro das circunstâncias…

.Extra 1.

No domingo de manhã, o Diego foi em casa não lembro fazer o quê. Chegando aqui, o caos: a cachorrinha tinha feito o maior escarcéu na cozinha, subido na mesa, quebrado copos, comido de tudo, cagado, mijado, pisando e espalhando caca por tudo! Agora imaginem o pobre, depois de uma noite insone, chega em casa e tem que fazer uma faxina! Uma das poucas vezes que o vi puto na minha vida! Depois disso, liguei pra minha mãe e encarreguei ela de resolver o assunto cachorrinha!

.Extra 2. 

Nessa história de greve nos hospitais, tivemos mais um momento de sorte: quando eu estava entrando no centro cirúrgico, a equipe recebeu um telefonema informando que tinham conseguido encaminhar 5 mulheres com seus filhos para outro hospital, assim abrindo 5 novas vagas na enfermaria. Não fosse por isso, teríamos que passar um bom tempo na sala de recuperação esperando vagar. Esse Ben é um carinha de muita sorte.

.Extra 3. 

Digo a quem quiser ouvir e repito: eu passaria por outro trabalho de parto com indução, mas não passaria por outra cesárea! Aliás, já saí da cesárea pensando em vbac 😛

Estamos Ben!

Hoje o Ben faz 10 dias. Já é um mocinho que nao chora tanto no banho e nem pra trocar fralda.

O umbiguinho ainda não caiu, creio que esse seja o primeiro marco na vida de um recem-nascido, né?

Estamos nos adaptando às mamadas. E como tenho aprendido! Prometo um post especial sobre o tema. Mas por enquanto posso adiantar: informação é a melhor forma de uma mulher se preparar para a amamentação.

Desculpem o post rápido, mas é o que conseguimos escrever com uma cria numa mão e o celular na outra!