Semeando sorrisos (Ato 3)

Saí do trabalho e estava uma chuvinha chata daquelas que parece que não molham, mas encharcam a roupa e os cabelos, sabe como? Apertei o passo para tentar pegar o primeiro ônibus pra casa.

Daí estava a uns 300 metros do terminal quando vi uma moça com o filho de uns 2 anos no colo, e sem guarda-chuva. O menino estava com uma jaqueta, e com um capuz que era de lã ou algodão, algo que molharia rápido. Não pensei duas vezes, acompanhei o passo da moça e ofereci carona no meu guarda-chuva. Fomos os três a passos rápidos até o terminal, e nessa hora até saí um pouco da cobertura e protegi bem o menino.

A moça, claro, ficou muito agradecida. Acho que ela nem sabia como me agradecer.

E eu saí feliz, sabendo que tinha perdido meu ônibus, mas era por uma boa causa!

Resultado: quando estava na metade no caminho meu pai me ligou dizendo que estava saindo do centro e me ofereceu carona pra casa. Imediatamente depois dessa ligação, minha mãe ligou oferecendo o mesmo! Saltei do ônibus e fui com meu pai pra casa de carro 🙂

Viu só como fazer o bem faz bem?

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Semeando sorrisos (Ato 2)

Quarta-feira, dia do show do Paul McCartney.

No horário do almoço, já conformada com a previsão de chuva para aquela noite, fui à loja de 1,99 comprar capas de chuva. Éramos 3 pessoas indo juntas, mas como cada capa custava R$1,99, acabei comprando 5. Vai que encontrávamos um amigo por lá?

Chegando lá, no meio do show realmente começou a chover. E as pessoas foram aos poucos vestindo sua capa.

Olhei pra frente e vi que tinha uma menina sem capa. Minutos antes, ela tinha saído de perto da gente, incomodada com a bagunça (queridíssimo e amigo estavam pilhados!) e com a fumaça do cigarro de nosso amigo.

Então falei bem alto:

– Alguém aí está sem capa?

A menina olhou pra mim, meio sem acreditar. Eu tirei uma das capas do bolso e entreguei pra ela.

– Nossa, muito obrigada, obrigada mesmo!

Eu brinquei:

– Obrigada nada, na minha mão é 20 reais!

Todos rimos. E fiquei com o coração feliz no resto do show!

Ps: a outra capa que restou usei para proteger minha cabeça, pois a toca era muito fajuta! Mas só fiz isso depois de muito tempo e ver que ao redor todos já estavam protegidos!

Semeando sorrisos (ato 1)

Ontem estávamos voltando de viagem, e ao separar as moedas para pagar o pedágio (R$1,20), encontrei algumas moedinhas de chocolate. Então tivemos uma ideia!

Queridíssimo entregou todas as moedas referentes ao valor do pedágio e, no meio delas tinha uma moedinha de 50 centavos de chocolate.

A moça de olhar cizudo e boca séria apanhou o punhado de moedas e virou-se para o caixa para contá-las.

Ficamos observando.

Quando se deu conta de que tinha uma moedinha de chocolate no meio, abriu um sorrisão.

“Pode ficar com o troco.” – ele disse.

Ela virou-se totalmente para nós, entregou o recibo com um sorriso aberto e desejou boa viagem.

Foi tão legal!