Licença maternidade ao pai

Algumas semanas atrás, os jornais e tvs anunciaram a decisão judicial que concedeu licença materniade a um pai, que se tornou viúvo após o nascimento do bebê. Uma decisão justa, uma vez que cabe ao cuidador dessa criança estar com ela até que complete seis meses, da mesma forma que sua mãe estaria.

Pois hoje fiquei sabendo de uma história triste com final feliz que aconteceu com um conhecido aqui na minha cidade:

A ex-namorada, com quem já havia terminado há mais de um ano, o procurou com um bebê nos braços e declarou: “Eu tentei abortar três vezes e não consegui. Agora que o bebê nasceu, vou dar para adoção caso você não queira”. Foi uma surpresa e um choque, mas a família inteira dele se uniu para ficar com a criança.

A mãe, pasmem, virou as costas a foi embora.

Por conta das tentativas de aborto, o bebê nasceu com alguns problemas respiratórios e requer cuidados o tempo todo. Além disso, é recém-nascido, o que por si só já exige muita dedicação.

Fiquei muito feliz quando soube que este rapaz, que de uma hora pra otura virou pai, acabou de obter licença maternidade, e vai ficar quatro meses cuidando do filho!

Que bonito isso, né?

(foto daqui)

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Licença Maternidade de Seis Meses

Se as entidades e organizações internacionais de saúde recomendam amamentação exclusiva até os seis meses, nada mais lógico que permitir que as mães fiquem em casa pelo menos neste período. A nova Secretária de Políticas para as Mulheres reacende a discussão e a esperança de que a licença maternidade de seis meses vire regra, e não apenas uma opção às empresas.

Ministra quer ampliar licença-maternidade para seis meses obrigatórios

Pela lei, cada mulher tem direito a quatro meses de licença

A nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, quer ampliar a licença-maternidade para seis meses obrigatórios e abrir o debate sobre a ampliação da licença-paternidade no Brasil.A ministra, que assumiu o cargo há alguns dias, está em Genebra para responder a uma sabatina da ONU sobre a situação das mulheres no Brasil. Na quinta-feira, declarou que a ampliação desses direitos será uma de suas bandeiras no governo.

Pela lei, cada mulher tem direito a quatro meses de licença-maternidade, com a possibilidade de mais dois — o que cada empresa pode ou não adotar. Segundo a ministra, apenas uma em cada três empresas cumpre essa política.

— Será um dos pontos que vou defender em meu ministério — disse ela a jornalistas.

Atualmente, 148 municípios de 22 Estados aplicam a licença-maternidade de seis meses. As estimativas são de que cerca de 10 mil empresas no país também aderiram aos seis meses de licença facultativa.

Em 2010, o Senado aprovou a obrigatoriedade da licença-maternidade de seis meses para todos os setores. Mas o projeto está parado desde então na Câmara dos Deputados, que calculou o quanto essa ampliação custaria aos cofres públicos.

Em 2010, por exemplo, a estimativa era de que R$ 1,6 bilhão extras teriam de ser gastos pela Previdência Social para arcar com esses dois meses a mais. Mas o valor não chega a 1% dos gastos da Previdência.

Para os defensores da ideia, a licença ajudará principalmente as mães mais pobres, que não têm como pagar creche.

AGÊNCIA ESTADO