P.s.

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Dificuldades com a amamentação nos primeiros dias

Calma, não é comigo! Apesar de que esses dias de crise dos 3 meses (ou sei lá se é pico ou salto) têm sido bem tensos.

Uma grande amiga minha pariu esses dias, e durante a gravidez fomos muito aliadas uma da outra, pois nossos maridos são grandes amigos (além de trabalharem juntos). Foi pra ela que eu falei aquele “Acredite: não é o teu leite“, lembram?

Pois agora o bebê dela está com 13 dias, e desde domingo eles estão com dificuldades na amamentação. Ele mamava tranquilamente, até que num dia parou de aceitar um seio, e no dia seguinte parou de aceitar o outro. Não consegue pegar, e acaba irritado e chorando.

Eu acredito que isso tenha acontecido porque o leite desceu, pois tivemos um problema parecido quando o Ben era recém-nascido.

Estou tentando ajudá-la dentro das minhas possibilidades (aceito dicas, sugestões). Até postei um pedido de ajuda no Grupo Virtual de Amamentação no Facebook.

Tenho a impressão de que esse é um problema recorrente para mães com bebês recém-nascidos, e muitas vezes, por falta de informação, orientação adequada e até falta de apoio no seu círculo de confiança, a mulher deixa de acreditar na sua capacidade de amamentar.

Nessas horas, paciência e persistência são as palavras de ordem.

Nessa minha busca por ajudar minha amiga, encontrei informações valiosíssimas, que vou publicar aqui na expectativa de ajudar outras mães, pais e familiares que estiverem passando pelo mesmo problema.

A primeira dica que dei pra ela foi nunca deixar para oferecer o peito para o bebê quando ele já está chorando. Pois o choro é o último sinal que o bebê dá que está com fome. E então ele já está estressado demais para se concentrar para mamar. Essa imagem é ótima para ilustrar os primeiros sinais de fome:

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Depois sugeri que ela visse esse vídeo que mostra como acalmar bebês, quando eles estão nesse estágio “Me acalme, depois me alimente”:

Em alguns momentos, eles pensaram que fosse cólica. Apesar de que bebezinhos desse tamanho ainda não sentem cólicas, até onde eu sei. Então mandei esse texto pra ela entender um pouco sobre  o conceito de cólicas: A Cólica – por Dr. Carlos González.

Outra leitura excelente é este trecho do livro “A maternidade e o encontro com a própria sombra”, de Laura Gutman: Amamentar: Um ato de amor, por Laura Gutman (o livro inteiro é maravilhoso, estou lendo e recomendo!).

Por fim, depois do meu pedido de ajuda lá no GVA, recebi a indicação dessa excelente cartilha da Fiocruz: “Promovendo o Aleitamento Materno”, que esclarece muito bem a importância do aleitamento, além de alertar para os problemas das mamadeiras. Tem dicas para auxiliar as mães a amamentarem, como sugestões de posição.

Reproduzo aqui algumas mensagens:

Promovendo o Aleitamento Materno - Fiocruz

Clique para ir para a cartilha em pdf

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Espero poder ajudar alguém com essas informações. Se uma mãe conseguir contornar as dificuldades já vou ficar super feliz!

Pensando na volta ao trabalho…

Mas já?

Sim, eu penso na volta ao trabalho desde o dia em que o Ben nasceu (tá tá, uns dias depois, vai..).

Acontece que essa semana fui no meu trabalho assinar minhas férias. Eu tirei 120 dias de licença, mais 30 de férias. Então, a partir do dia 16 de abril começam a contar oficialmente os meus últimos 30 dias de licença com o Ben (todas chora!!!). Extra-oficialmente, eu estou contando que  terei mais 45 dias, pois nossa pediatra já sinalizou que vai nos dar um atestado de amamentação exclusiva de 15 dias.

Com isso, voltarei ao trabalho quando o Ben estiver com 5 meses e meio. E já estou pensando como faremos para conseguir alcançar os 6 meses de amamentação exclusiva.

E a pergunta que todos me fazem quando me encontram: e quando tu voltares, onde ele vai ficar?

Já temos decidido que ele vai ficar numa escolinha. E temos atualmente três opções: escolinha perto de casa, escolinha perto do meu trabalho e escolinha pública.

Na pública, são 15 bebês por turma, sendo que quando fui inscrever o Ben a turma ja estava fechada, e na classificação por renda ele ficou em 14º lugar. Ou seja, temos que esperar praticamente uma turma inteira desistir. Fácil, não?

A escolinha perto do meu trabalho seria a melhor opção não fosse uma questão simples: ela custa os olhos da cara MAIS alimentação. A vantagem é que são só 8 bebê spor turma, e eu posso ir caminhando a qualquer hora do dia para ver o meu pimpolho (ai que sonho… quem sabe se eu vender o carro?).

A escolinha perto de casa fica relativamente perto do trabalho do Queridíssimo, então estamos tranquilos. É uma casa grande, com quintal e numa região que parece uma fazendinha. Achei acolhedora e custa metade do preço da escolinha do Centro, incluindo alimentação.

Pensando racionalmente, a escola perto de casa é a melhor opção, pois podemos deixá-lo lá e eu posso tranquilamente ir de ônibus para o trabalho (é uma boa opção, pois o trânsito na volta pra casa é meio chatinho e aí posso ir dormindo). Pensando emocionalmente, prefiro deixá-lo na escolinha perto do trabalho, mas além de ser muito cara, eu teria ainda que pagar um estacionamento, fora a gasolina para ir ao Centro todos os dias, etc, etc…

Bom, o martelo ainda não foi batido. Vamos observar como vão ficando as coisas, pois ainda por cima temos a possibilidade de a vovó do Ben vir ficar conosco uns dias, para pelo menos completarmos os seis meses de amamentação exclusiva (oremos!).

E se ela não vier?

Bom, é claro que eu já estou pensando em todas as possibilidades. Uma delas inclusive é introduzir alimentação aos 5 meses, para que eu e o Queridíssimo possamos fazer juntos e participar dessa fase importante da vidinha do Ben. Mas sei dos benefícios da amamentação exclusiva até os seis meses então ainda vou pesar os prós e contras (prometo um post só sobre isso).

Então, uma querida amiga vai me emprestar uma bomba elétrica agora esse mês, e já vou testando até pra ver como e quando vou conseguir tirar o suficiente para que ele mame na minha ausência. Já sei que devo calcular 25ml por quilo do bebê (que hoje está com 8kg, como será que vai estar com 5 meses???), e vou providenciar potes de vidro com tampa de plástico para o armzenamento (prometo outro post só sobre isso também).

Ambas escolinhas particulares aceitam manipular o leite materno, o que me deixou mais tranquila. A pública não o faz, então caso numa obra do destino todas crianças resolverem abandonar a escola e o Ben ser chamado, aí vou entender como um sinal divino e preferir introduzir alimentação a dar leite artificial para ele.

Normalmente eu gosto de fazer os posts quando os assuntos já estão resolvidos, pois assim consigo elaborar melhor a questão e mostrar as soluções encontradas. Mas esse assunto creio que vai demorar um pouco para se resolver, então vou deixar algumas sugestões para quem está passando por essa fase (ou até mesmo para grávidas!).

1. Uma dica que não segui de uma grande amiga, mas passo adiante pois devia ter ouvido: comece a procurar escolinhas antes de o bebê nascer. Depois, com ele bebezico, é uma função muito grande ficar de um lado pra outro com o pequeno no carro, entrando e saindo de lugares.

2. O leite materno pode ficar 15 dias no freezer, ou 12 horas no congelador (normas brasileiras). Mas sugiro um mês antes começar a experimentar a ordenha (seja manual, com bomba ou elétrica) e ir avaliando as melhores formas de fazer o armazenamento. Eu vou começar a fazer isso nesse mês.

3. O melhor recipiente para armazenamento de leite materno é um pote de vidro com tampa de plástico. Os potes de nescafé desempenham muito bem essa função, mas eu acho muito grandes. Explico: Como o LM é altamente perecível, uma vez descongelado/aquecido, não pode ser refrigerado novamente, então o melhor é armazenar em pequenas porções e ir utilizando somente o necessário. Encontrei esse site que vende potes de vidro, mas vou pesquisar aqui em Florianópolis se alguma loja vende.

Tenho pra mim que a volta ao trabalho está para a mãe assim como o parto está para a gestante. Assim como passei praticamente a gravidez inteira falando/lendo/pensando sobre o parto, agora passo minha licença às voltas do meu retorno ao trabalho. A diferença é que esse assunto tem uma plateia um tanto menor…

À medida que eu for fazendo novas descobertas nesse campo, volto aqui para contar.

Achados de março

Rádio Radinho: essa dica, peguei lá no Facebook do Mamatraca. Uma rádio feita para adultos e crianças ouvirem juntos. Só músicas de qualidade, daquelas que estimulam, animam, acalmam o ambiente. Que tal desligar a TV e brincar com as crias ao som de música boa?

Por que não mamãe?: nesse blog, a Lesly mostra as atividades que ela cria para entreter e estimular o pequeno Tales. São dicas simples, mas muito interessantes que despertam a criatividade e ajudam no desenvolvimento motor. Eu não vejo a hora de fazer uma dessas brincadeiras para o Ben!

Bebê recém-nascido logo após o parto - Foto: Reynardt/ShutterStock

As crises do primeiro ano de vida – parte 1: esse texto é o primeiro de uma série que o Dr. Moisés Chencinski vai publicar em sua coluna sobre as crises enfrentadas pelo bebê até completar 1 aninho. Nesse primeiro texto, ele fala sobre a primeira crise, a do nascimento. Acho que é uma leitura indispensável para quem vai ter seu bebezinho por agora (mandei pros meus amigos que estão em vias de parir). Isso porque, muita gente acha que o bebê chora por manha, ou cólica, quando na verdade ele só não está sabendo lidar direito com essa grande transformação na vida que é sair do útero para o mundo aqui fora.

As crianças proibidas de ver: Excelente texto publicado pelo biólogo Fernando Reinach no Estadão dia 21/03. Ele coloca em cheque a cultura de que “o novo é sempre melhor que o velho”. E comenta, citando o livro, The World Until Yesterday (O Mundo Até Ontem, em tradução livre, de Jared Diamond) que nas culturas tradicionais as crianças sempre são carregadas no colo, ou usando alguma amarração, e assim compartilham o mesmo ponto de vista da mãe. Ao adotar o carrinho de bebê, a sociedade atual acaba limitando o campo de visão dos bebês, que são obrigados a olhar pra cima ou pra trás e são privados inclusive do correto desenvolvimento do seu córtex visual. Um trecho:

“Como o céu é claro e incomoda a vista, muitos desses carrinhos possuem uma coberturas de pano, o que restringe ainda mais o campo de visão e empobrece a experiência visual da criança. Não é de espantar que um bebê, cujos ancestrais foram selecionados para aprender a observar o meio ambiente desde o início de sua vida, fique entediado. Mas para isso temos uma solução moderna: uma chupeta que simula o bico do seio da mãe. Hoje, carregar uma criança é considerado um estorvo, mas nossa nova solução distancia fisicamente a criança da mãe e não permite que elas compartilhem experiências sensoriais. Transportar uma criança deixou de fazer parte do processo educacional.”

A roda da sustentabilidade baby

Já comentei aqui que o Ben ganhou todas as roupas do nosso afilhadinho, o Martin, desde RN até 18 meses, né? Pois todas as roupas RN e P já foram passadas adiante, para o Jooji, filho de um casal de amigos nossos que está para nascer neste mês (e sim, o Ben aos dois meses já estava grande para a maioria das roupas P!)

Mas muitas das roupas do Martin o Ben não chega a usar, porque eles moram numa região muito fria e aqui faz mais calor.

E então semana passada chegou uma caixa com roupas M fresquinhas diretamente de Palmas, de uma grande amiga cujo filho, Henrique, é 8 meses mais velho que o Ben. São roupas lindas! E assim que ele terminar de usar, vou mandá-las para Porto Alegre, pois essa amiga tem outra amiga que recém teve bebê, e ele ganhou as roupas P do Henrique.

Quando o Jooji deixar de usar as roupas RN e P, vai estar usando as M do Martin e vai passar as pequenas para o filhinho de outro casal de amigos nossos, que nasce em agosto.

Ainda por cima, acreditam que o Ben é o sexto bebê a usar o mesmo bebê conforto? Tudo começou em 2007 quando nasceu minha afilhada Marina. Além disso o carrinho, o trocador de fraldas e agora uma linda poltrona de amamentação – tudo já pertenceu a outro bebê antes de ser do Ben.

E assim, brincando, contribuímos para diminuir o consumo e a geração de resíduos. Tão logo deixarmos de usar tudo isso, vamos manter a roda da sustentabilidade girando e passar para mais um bebê sortudo desses!

“Acredite: não é o teu leite”

Foi o que eu disse para uma querida amiga que está prestes a ter seu bebê. Depois de muito conversarmos sobre parto, nosso/meu mais novo assunto favorito é esse: amamentação.

E é isso que vou dizer, se tiver oportunidade, a todas as cinco (!!!) outras amigas que terão filho entre junho e agosto. Tá, não são cinco, são quatro. É que uma delas é minha chefe, mas se oportunidade tiver, essa dica darei.

Acredite, não é o teu leite.

Eu nunca duvidei do meu leite. Mesmo o Ben chorando todos os dias, nos primeiros sete dias de vida, das 19h às 24h, sem motivo aparente. Ele chorava com o bico do seio dentro da boca. Ele chorava no meu colo, no colo do pai, deitado, em pé, de bruços, pelado, com roupa, dentro do banho de balde (nos primeiros minutos, depois chegava a dormir), com fralda A, fralda B, fralda C. Ele chorava. Até uma hora em que ou cansava, ou o incômodo passava, ou conseguia mamar, ou, ou, ou, e simplesmente dormia.

Eu nunca duvidei do meu leite. Mesmo o Ben tendo emagrecido nos primeiros 10 dias, quando ele supostamente deveria ter engordado 20 gramas por dia. O que eu fiz? Intensifiquei as mamadas, prestei atenção à pega, me entreguei. E ele engordou 500 gramas na semana seguinte. E segue engordando e crescendo sem parar até hoje.

Eu nunca duvidei do meu leite. Mesmo tendo um bebezinho que faz o plantão da Telesena: de hora em hora acorda/pede para mamar. Já vi/li gente que entrou com complemento porque o bebê mamava de hora em hora e “não dava tempo do peito encher”. Peito, como bem dizem as entendidas no assunto (lá no GVA e no AMS*), não é estoque, é fabrica. A maior parte do leite é produzida enquanto o neném mama. Então, mamar de hora em hora não acaba o leite, pelo contrário, estimula a produção. Agora se tu me disseres que estás cansada, aí já são outros quinhentos…

Eu nunca pensei que o Ben estivesse chorando de fome. E o que eu disse para minha amiga e direi para as próximas é: antes de pensar que o bebê está com fome, experimente explorar outros motivos. Bebês não choram só de fome. Choram de frio, de calor, de sono, porque querem carinho, de tédio e até de felicidade, dizem. Dar o peito é instintivo para fazê-lo parar de chorar, sim, e por isso temos a impressão de que era fome. Mas não é só a fome que o peito sacia. Explorar outros motivos para o choro do bebê nos permite ainda por cima conhecê-lo melhor.

Amamentação é entrega. É dar-se para o bebê 24 horas por dia. Não é fácil. Mas é uma delícia. Além de ser o melhor alimento para os bebês (humanos, o leite de vaca é o melhor alimento para o bezerro), a amamentação fortalece o vínculo, é um momento de aconchego, de intimidade, de troca que mamadeira nenhuma oferece.

E isso é o te tenho aprendido nesses 2 meses e 1 semana de amamentação em livre demanda.

Hoje me empolguei para falar do meu mais novo assunto predileto depois de ler textos como esse e esse, e acompanhar a Semana Amamentação no Mamatraca.

*GVA (Grupo Virtual de Amamentação) e AMS (Aleitamento Materno Solidário) são grupos de apoio no Facebook imprescindíveis para quem quer realmente amamentar. Lá eles não apóiam o uso de mamadeiras ou bicos, nem de leite artificial, e nem o desmame precoce ou abrupto. Quem quiser entrar, busca no Facebook e solicita a participação. Se demorar para aceitarem, me avisa aqui que eu peço para aceitarem lá.