Vamos resgatar a infância!

Olha só o que diz esse relatório, baseado em uma pesquisa realizada em 20 países: o espírito da infância está entrando em extinção!


E essa música fofíssima?

Relatório global revela que o espírito da infância está em risco

Crianças e pais precisam de mais tempo para “serem crianças”

EAST HANOVER, Nova Jersey–(BUSINESS WIRE)–Os resultados de um novo relatório global divulgado hoje pela marca OREO e a Ipsos Public Affairs indicam que da China à Polônia e de Portugal à Venezuela, o espírito da infância, ou seja, a oportunidade para crianças e adultos usufruírem de momentos simples e alegres, pode estar destinado a entrar para a lista de espécies ameaçadas de extinção. O relatório revela que a grande maioria dos pais pesquisados acreditam que as crianças de hoje estão crescendo mais depressa do que as crianças das gerações anteriores. Na verdade, sete entre dez pais de todo o mundo dizem que seus filhos deviam ter mais tempo para ‘simplesmente serem crianças’.

“Conversando regularmente com consumidores, ouvimos falar consistentemente sobre a importância de usufruir das alegrias da infância, em qualquer idade”

A ideia de que o espírito da infância está em declínio é verdadeira não só para as crianças, mas também para os adultos. Em todo o mundo os pais sentem saudade do tipo de lazer despreocupado da sua própria infância. Na verdade, a maioria dos pais de todo o mundo (59%) dizem que não se divertem diariamente e 54% dizem que raramente experimentam as sensações de alegria que tinham quando eram crianças.

“Relatório global sobre o espírito da infância”, elaborado pela Ipsos Public Affairs em nome da OREO, mediu o espírito de infância em todo o mundo numa iniciativa para entender se as pessoas, jovens e velhas, reservam algum tempo para usufruir do simples prazer de serem crianças.

“Conversando regularmente com consumidores, ouvimos falar consistentemente sobre a importância de usufruir das alegrias da infância, em qualquer idade”, disse Sheeba Philip, diretora global da marca OREO. “Acreditamos que este sentimento é hoje mais importante que nunca, por isso conduzimos esta pesquisa para aprender mais sobre o espírito da infância em todo o mundo”.

Diversão familiar: Vale seu peso em ouro

Enquanto o relatório sugere que o espírito da infância pode estar em risco de extinção, o desejo dos pais de divertir-se com seus filhos não está enfraquecendo. Três entre cinco pais (63%) dizem que dedicar algum tempo para se divertir com as crianças é mais importante para eles do que foi para seus próprios pais quando estavam crescendo.

O lazer despreocupado tornou-se um prazer tão raro para pais e filhos que agora vale seu peso em ouro – literalmente. Mais da metade dos pais pesquisados em países como México (54%), Peru (58%) e Índia (77%) dizem que trocariam parte do seu salário por mais tempo com seus filhos. E quatro entre cinco pais pesquisados em todos os vinte países dizem até que se divertir junto com a família é “mais importante do que qualquer outra coisa”. Apesar deste enorme desejo, 59% dos adultos não estão, no dia a dia, usufruindo desses momentos de lazer.

Tecnologia: uma faca de dois gumes

Num mundo 4G de rápido movimento, a tecnologia e a mídia social têm um impacto cada vez mais dramático sobre a dinâmica da vida familiar. Apesar de 67% dos pais de todo o mundo concordarem que a tecnologia ajuda a família a estar conectada, isto tem um custo. Quando ficam com a família, quase metade dos pais (48%) dizem que suas famílias buscam distração na tecnologia. Nenhum grupo pode usufruir mais disso do que os pais que trabalham. Mais da metade (55%) dos quais dizem que os dispositivos móveis e a tecnologia de computação mostram que é fácil demais ficar conectado com o trabalho quando estão se distraindo com a família em casa.

Para as crianças de hoje, que cresceram com a tecnologia, sua presença influencia a forma como dedicam tempo aos seus pais e às suas famílias. Menos de um quarto dos pais de todo o mundo (23%) dizem que se comunicam mais com seus filhos através da tecnologia do que pessoalmente. Em economias de rápido crescimento, como a China e a Índia, onde a pesquisa mostra que a tecnologia tem um papel significativo na vida cotidiana, o número de pontos percentuais de pais pesquisados aumentou para 52% e 42%, respectivamente.

Há esperança

Apesar de as pressões e distrações que hoje afetam o tempo que as pessoas da família passam juntas e o espírito de infância, ainda há esperança. Na verdade, 88% dos pais dizem que estão comprometidos em garantir que seus filhos não percam sua infância, e uma maioria (77%) diz que eles mesmos querem ser mais alegres, como quando eram crianças.

“Em todos os continentes e culturas, uma coisa em comum é o desejo de comemorar a criança que existe em todos nós. 2012 marca o 100º aniversário da OREO. Como reconhecimento, estamos encontrando novas formas de comemorar o espírito da infância e fazer com que momentos simples, especiais aconteçam para as famílias e os fãs daOREO em todo o mundo”, disse Philip.

Sobre a pesquisa

A pesquisa foi conduzida durante um período de seis semanas, entre novembro e dezembro de 2011. Mais de sete mil pais com filhos com idades abaixo de dezoito anos participaram deste estudo. Pesquisas locais foram conduzidas online ou através de entrevistas presenciais em vinte países: Canadá, China, Colômbia, Costa Rica, Equador, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Malásia, México, Peru, Polônia, Portugal, Porto Rico, Romênia, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos e Venezuela.

(daqui)

Anúncios

Sobre a educação com liberdade

Recebi este conto por e-mail e repasso. Achei muito interessante, mesmo correndo o risco de ser um causo inventado. Como já comentei em outro post, me incomoda muito a atitude de alguns adultos que vêem seus filhos azucrinar todos ao seu redor e insistem em pensar que não têm nada a ver com o problema.

Acredito que uma coisa é educar com liberdade, e outra é não ensinar limites e respeito ao próximo. Outra coisa: saber portar-se adequadamente de acordo com o ambiente. Não estou falando de criar um monte de criança certinha, limpinha e comportadinha 24 horas por dia. Mas sim, mostrar para eles que existe um tipo de comportamento para cada tipo de lugar aonde formos.

Chega de blablablá. Aí vai o Conto de Natal, de Ivar Hartmann:

***
Update: Fui a uma consulta no plantão de uma maternidade – o único jeito que encontrei de descobrir o que se passa – e, depois de cinco horas de chá de cadeira saí com uma porção de exames pra fazer. E uma receita de um remédio para fazer descer a menstruação. Vamos acompanhar…

Sobre brinquedos para menininhas

Não é de hoje que me incomoda o fato de que praticamente todos os brinquedos infantis são feitos só para meninos ou só para meninas – estes últimos, invariavelmente rosa-choque. Tenho quatro sobrinhos, sendo que o mais velho nasceu há 16 anos e a mais nova, há dois. E percebi, ao longo destes anos, uma gritante evolução do sexismo entre os brinquedos.

FIca mais claro quando olhamos para os brinquedos para meninas. Aqueles jogos, quebra-cabeças, bonecos e aparatos tão legais quando presenteávamos os meninos, agora só encontramos na versão heróis ou princesas. Nada de brinquedos em cores primárias ou neutras. Eles são diretamente relacionados a marcas ou personagens.

Nos Estados Unidos, um grupo se uniu e criou a petição LEGO Friends Petition: Parents, Women And Girls Ask Toy Companies To Stop Gender-Based Marketing (Petição LEGO Friends: Pais, Mulheres e Meninas pedem às empresas que parem com o marketing baseado em gêneros). O movimento surgiu após a LEGO lançar, em dezembro, uma linha de brinquedos direcionada para meninas, com o nome LEGO Friends. Nela, as peças são predominantemente rosa e tons pastéis, e relacionadas a casa, maquiagem e festas. O grupo argumenta que não há necessidade desse tipo de produtos enquanto os brinquedos da LEGO são atraentes para meninas por si só. Acontece que havia anos a companhia vinha direcionando seu marketing aos meninos, com navios pirata, naves espaciais e monstros em geral e sentiu a perda do interesse das meninas ao longo dos anos. A solução foi criar kits mais “femininos” chamados LEGO Friends.

Recentemente a pequena Rylei Maida, com apenas 4 anos, expressou a indignação com esta separação clara entre produtos femininos e masculino nas lojas de brinquedo: “Por quê as meninas têm que ter coisas rosas, e os meninos podem ter brinquedos de todas as outras cores?”. A revolta da pequena traduz a mobilização gerada entre os pais um pouco mais conscientes:

O que os pais querem é que as marcas voltem a produzir brinquedos mais unissex, sem limitar meninos e meninas a um pequeno quadrado de possibilidades. O site The Huffingtonpost produziu um video rebatendo a campanha da LEGO que mostra que as meninas podem, sim, se divertir com as pecinhas da LEGO sem que necessariamente sejam rosas e tons pastéis. Desta forma, conseguem criar o que quiserem, desenvolvendo capacidades motoras, criativas, espaciais e matemáticas.

Por fim, o site lista ainda imagens que mostram como os brinquedos clássicos de nossa infância sofreram alterações rumo a detalhes mais femininos e menos infantis:

Este slideshow necessita de JavaScript.

Fonte: HuffingtonPost

Criança, a alma do negócio

Sinopse: “Por que meu filho sempre me pede um brinquedo novo? Por que minha filha quer mais uma boneca se ela já tem uma caixa cheia de bonecas? Por que meu filho acha que precisa de mais um tênis? Por que eu comprei maquiagem para minha filha se ela só tem cinco anos? Por que meu filho sofre tanto se ele não tem o último modelo de um celular? Por que eu não consigo dizer não? Ele pede, eu compro e mesmo assim meu filho sempre quer mais. De onde vem este desejo constante de consumo?” Este documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam diretamente com elas. O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumes. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real, este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.

Instituto Alana: http://www.alana.org.br/

Aqui, a versão completa.

The Bemquesequis’ List

Source: facebook.com via Pamela on Pinterest

Primeiro dia de 2012, hora de fazer aquelas listas de ano novo. Não lembro de ter feito muitas listas de resoluções em anos anteriores. Pelo menos não lembro de tê-las posto no papel. Acho que muito por medo de não conseguir cumpri-las, ou de viver sob a assombração de TER QUE cumpri-as. Já listas mentais, foram muitas… todas devidamente adaptadas, ampliadas e cortadas ao longo do ano, claro!

Como esse blog é um espaço para falarmos de nosso tão sonhado bebê, vou fazer uma lista de coisas que pensamos em fazer quando ele estiver por aí:

  • Decorar um quarto sem muitas frescuras, mas muitas cores
  • Ter o acompanhamento de uma doula
  • Descobrir o sexo do bebê somente no dia do nascimento
  • Fazer um churrasco-fraldas em vez de um chá de bebê para poder reunir amigos e amigas
  • Engrossar o pé de meia
  • Levá-lo para a chácara dos avós assim que ele tiver condições de viajar
  • Caminhar com ele no meio das araucárias e, se for época, catar pinhão
  • Ouvir muita música
  • Ler muito juntos
  • Tirar muitas fotos
  • Fazer um cartão de Natal (ou talvez em outra época do ano, quem sabe?) e enviar por correio a todos os queridos
  • Registrar aqui no blog nossas primeiras conquistas juntos
  • Trocar de carro
  • Ter uma biblioteca na sua altura, com as capas dos livros voltadas pra frente
  • Reservar um pedaço de parede para extravasar na pintura
  • Convidar cada um de seus (quatro) primos para fazer um desenho para decorar o seu quartinho
  • Fazer muitos programas a três (ou a quatro, quando for possível incluir gatos)
  • Mamadas em livre demanda (sempre que possível), até que ele não queira mais
  • Fazer programas exclusivos de pai e filho (e o mesmo de mãe e filho)
  • Levar ao Cinematerna
  • Passear por aí de sling

Tudo isso e mais um pouco, não necessariamente nessa mesma ordem.

Feliz 2012!

Discutindo a Primeira Infância

Começa hoje às 9h (e vai até amanhã) o Seminário sobre a Primeira Infância, promovido pela Secretaria de Assuntos Estratégicos em Brasília. Vai ter transmissão ao vivo pelo YouTube neste link: http://www.youtube.com/saepr

Seminário vai debater alternativas para potencializar o desenvolvimento da primeira infância

Fonte: Assessoria de Imprensa SAE
Os diversos aspectos que influenciam o pleno desenvolvimento da criança durante os primeiros anos de vida, de 0 a 3 anos, serão discutidos no Seminário Cidadão do Futuro: Políticas para o desenvolvimento na primeira infância, promovido pela Secretaria de Assuntos Estratégicos, juntamente com a Secretaria dos Direitos Humanos, nos dias 26 e 27 de outubro, em Brasília.

O seminário vai discutir, entre outros temas, a proposta de uma política de promoção do desenvolvimento integral na primeira infância, a avaliação do desenvolvimento infantil, como assegurar condições mínimas às famílias para uma atenção adequada à primeira infância, o impacto do atendimento em creches sobre o desenvolvimento das crianças, a adoção de medidas de qualidade para os serviços de educação infantil e o estado nutricional na primeira infância.

O objetivo do evento é reunir importantes especialistas e pensadores do Brasil e do exterior que estão envolvidos com esse tema, tanto na esfera pública, como privada e no terceiro setor para debater alternativas para potencializar o desenvolvimento da primeira infância em todo país de forma unificada.

O que se pretende é garantir a igualdade de oportunidades e facilitar o acesso ao conhecimento e às informações, serviços públicos e condições adequadas de educação, saúde, habitação e saneamento.

A primeira infância é um dos principais eixos estratégicos trabalhados pela SAE, que é responsável por debater e elaborar políticas públicas de Estado em articulação com governo e a sociedade civil.

A promoção de ações voltadas para a primeira infância, fase de formação do indivíduo, potencializa os investimentos futuros, além de aumentar o impacto e a eficácias de políticas públicas posteriores, reduzindo as desigualdades e contribuindo para que a criança tenha uma vida adulta bem sucedida.

As experiências de sucesso em termos de inovação na atenção à primeira infância que vêm sendo introduzidas nos estados e municípios do país, e também em nível mundial, serão apresentadas durante o seminário com o intuito de colaborar com a discussão.

Maiores informações no site: http://www.sae.gov.br/primeirainfancia/

Serviço:

O quê: Seminário Cidadão do Futuro: Políticas para o Desenvolvimento na Primeira Infância

Quando: Dias 26 e 27 de outubro de 2011, às 9 horas

Onde: Royal Tulip Brasília Alvorada – Ballroom 03 – SHTN, Trecho 1, Conj. 1B, Bloco C – Brasília – DF