Recém-nascidos engatinham para mamar

Tu estás prestes a ver o que, na minha opinião, é um dos mais belos vídeos sobre recém-nascidos já produzidos. Mostra o quão perfeita é a natureza, e também serve de reflexão: será que nossos instintos não estão sendo subestimados? será que temos espaço no mundo atual para dar tempo ao tempo, para deixar a natureza agir? estamos dando a real importância aos primeiros minutos de vida de nossos bebês? não estaríamos banalizando os efeitos das medicações utilizadas no trabalho de parto? o quanto estamos perdendo no mundo quando banalizamos as cesarianas e a separação bebê-mãe nos primeiros minutos após o nascimento?

Um estudo separou bebês em grupos: bebês com contato ininterrupto com suas mães (parte teve trabalhos de parto com medicação, e parte teve trabalho de parto sem medicação), bebês separados de suas mães 20 minutos após o parto (parte com medicação, e parte sem medicação). O resultado analisado é impressionante. Quando a mãe não recebe nenhuma medicação durante o parto, e o bebê não é separado após o nascimento, ele consegue perfeitamente dirigir-se sozinho ao seio para mamar. Já bebês que sofreram medicação ao longo do parto, e foram separados de suas mães, não demonstram nenhum reflexo para a amamentação.

Veja com seus próprios olhos:

Em tradução livre:

1. Observe agora como um bebê em contato ininterrupto com a mãe, após o trabalho de parto sem medicações;  ele engatinha até o peito, encontra o bico e começa a sugar bem!

2. Bebês neste grupo de contato ininterrupto, após um trabalho de parto com medicações, não engatinharam até o peito; alguns daqueles que engatinhara, sugaram mal.

3. Agora vemos um bebê que não só foi removido para limpeza e medidas após 20 minutos, como também é fruto de um trabalho de parto com medicação.

4. Este bebê não tem senso de direção para a mama, mesmo quando a mãe tenta ajuda-lo; este bebê nunca “apegou-se”.

5. Bebês neste segundo grupo, que foram separados de suas mães mas não-medicados, tiveram uma má sucção em metade dos casos; se os bebês foram ambos separados e medicados, nenhum deles conseguiu suger direito.

6. O reflexo de andar/engatinhar permite ao bebê engatinhas até o peito; um bebê pode engatinhas até o peito por semanas, ou enquanto o reflexo se mantiver intacto.

7. O último bebê é deitado na mãe 10 horas após o nascimento; ela parece saber aonde está indo, e faz muito bem!

(esse vídeo foi divulgado na sexta-feira 19/10 no grupo Parto Natural no Facebook)

 

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Filhos, política, religião, futebol, amamentação, educação…

Nossa, como tenho aprendido nessa minha jornada na maternidade. Acho que uma das primeiras lições é: cada um tem o seu jeito de criar seu filho, e não adianta tentar mudar.
Algumas semanas atrás, na época em que foi lançada aquela campanha “Culpa não” que incentivava as mulheres a darem papinha bem na Semana Mundial do Aleitamento Materno, eu resolvi comentar na copa: “Vocês viram que aquela revista fez uma campanha assim assim assado? Achei tão incoerente”. Todas as mulheres na copa tinham filhos e todas, sem exceção, me falaram maravilhas da papinha industrializada! Eu tirei meu corpo fora e só falei que achei errado lançarem essa campanha bem na semana de incentivo à amamentação. O papo continuou quente na copa, e eu saí fora. Foi aí que aprendi que nem todo mundo pensa como eu, e que alimentação/criação/parto são tipo religião e futebol. Melhor não levantar a discussão.
Hoje, na hora do almoço, estava conversando com três colegas de trabalho: uma com filhos de 15, e 3 anos; a outra com filhos de 26 e de 4 anos; e a outra sem filhos. A que tem o filho de 4 anos comentava que o filho dela não quer mais sair da cama dela. Que a caminha dele é no quarto de casal, principalmente porque ele mamou até 3 anos e meio. Eu falei: “nossa, que máximo, três anos e meio!”. E ela: “que nada guria, a mulher fica acabada com isso.” Eu completei: “eu acho que as crianças crescem tão rápido, que deve ser gostoso ele com três anos ainda querer mamar. Eu ia curtir cada momento”. No que a outra, que tem filhos de 3 e de 15 me olhou de canto de olho com cara de: “Tá louca??”. E continuou: “Com meu primeiro filho, eu deixava tudo. Resultado, com 7 anos ficava pedindo pra vir pra minha cama. Agora não, com a segunda a gente ficou mais espertos. Porque se eles manipulam, e quanto mais a gente dá, mais eles pedem da gente. Ontem a fulaninha começou a choramingar no quarto eu fui lá, dei um pito nela, e ela ficou quietinha. Dormiu até de manhã”.
Quando as duas com filhos tinham saído, eu comentei com a moça sem filhos: “Não adianta, cada um tem seu jeito”. Ela concordou, e falou “Mas eu acho que eu vou ser como a fulana, vou deixar meu filho chorar pra aprender. Minha mãe fez assim comigo, eu acho certo.”
Eu achei tão estranho esse modo de pensar, como se filhos fossem inimigos a serem combatidos!  Eu mesma já incentivei minha irmã a deixar a filha chorar para aprender a dormir sozinha. Mas ela não conseguiu, disse que chorava junto. Hoje, depois de tantas leituras, tanto aprendizado, eu a entendo. E percebo que esse não é o caminho certo e pretendo fazer diferente da maioria com o Ben.