Aceite o mistério…

Esses dias estávamos na casa de um casal de amigos e a anfitriã resolveu fazer um tal de teste da agulha para descobrirmos quantos filhos vamos ter, quais os sexos, e a ordem em que nasceriam. Eu não conhecia, então ela fez nela para mostrar que funciona:

Com uma agulha presa a uma linha (uns 10 centímetros mais ou menos), ela segurou a ponta da linha deixando a agulha pendente, posicionou sobre o seu pulso e mostrou: “ó, começou a balançar em forma de círculo porque primeiro eu tive a minha filha…agora a agulha vai parar de balançar e vai começar de novo, sozinha a ir de um lado para o outro, indicando o nosso filho…”

Dito e feito, a agulha parou de balançar sozinha e, também sozinha, passou a ir de um lado para outro, tipo um pêndulo, em linha reta. A seguir, a agulha parou de balançar e não se mexeu mais: “isso por quê eu fiz laqueadura”, ela explicou.

Então, para comprovar a eficácia do teste, ela mostrou o comportamento da agulha sobre o pulso de seu marido, que é pai somente do segundo filho. A agulha balançou em linha reta por alguns segundos, parou, e não voltou mais a se mexer!

Ficamos incrédulos, mas ela garante que acontece sempre a mesma coisa quando eles fazem esse teste: uma menina e um menino para ela; somente um menino para ele.

Então, todos ficamos curiosos pra saber o que a tal da agulha ia falar de nossos filhos! Claro!

Junto estava também um outro casal (juntos há 5 anos) e um grande amigo nosso que é solteiríssimo de marca maior.

Então o teste foi feito no próximo casal. Sobre o pulso dela, a agulha passou a desenhar um círculo no ar e, sozinha, parou. Não voltou a se mexer mais. Sobre o pulso de seu marido, a agulha teve exatamente o mesmo comportamento, indicando que ambos teriam uma menininha.

Daí foi a nossa vez de fazer! Ela posicionou a agulha sobre o meu pulso, e então a agulha começou a balançar para a frente e para traz: um menino! Depois, a agulha parou por poucos segundos e voltou a balançar sozinha no mesmo movimento: ih, danou-se outro menino! Quando eu achava que seriam apenas dois meninos, a agulha voltou a balançar mais uma vez, só que dessa vez em círculos! Dois filhos e uma filha, será?!

Depois, nossa amiga foi fazer o teste com o digníssimo. E não é que a agulha começou logo de cara a girar? O teste marcou primeiro uma menina para ele, depois um menino, só que depois alguma coisa aconteceu que não conseguimos fazer até o final.

A primeira coisa que eu pensei foi: “tá vendo, primeira prova de que esse teste é a maior furada!” Mas imediatamente uma pulguinha veio voando, pousou na minha orelha e fiquei pensando: “Como assim Brasil, o resultado tinha que ser o mesmo! Será que não vamos ter os mesmos filhos? Será que vamos nos separar? Mas essa briguinha de ontem foi a maior besteira, não é possível que nos leve ao divórcio!” Aloca… como se dessa agulha dependesse o nosso futuro!

Bom, alugns minutos depois, o teste voltou a ser feito, só que dessa vez com o nosso amigo solteirão. E não é que a agulha sim-ples-men-te não se mexeu?? Ficou ali, congelada, parada, estagnada!

“Você é um zuado!” Foi o veredicto da turma! Ahahah!

Mas a pulguinha ficou ali no canto da orelha e não sosseguei enquanto não fizemos de novo o tal do teste! Fui lá na despensa, peguei outra agulha e fui me auto aplicar o teste em mim mesma!

E então a prova real foi: primeiro, um círculo! Segundo, linha reta! E terceiro: outra linha reta!

Aplicamos o teste no digníssimo e o resultado foi o mesmo! Uma filha e dois filhos.

Pra garantir, fizemos duas vezes e novamente a agulha teve o mesmo comportamento. Sozinha, começa a girar, para, imediatamente começa a balançar em linha reta, para, e volta a balançar. Tudo sozinha. Depois o terceiro movimento, não se move mais.

Pra tornar tudo ainda mais curioso, nossa querida amiga contou que fez o teste em um outro casal de amigos, pais de um casal de gêmeos. O resultado para o pai é primeiro menino e depois menina; e para a mãe é ao contrário primeiro menina e depois menino. Será que teremos gêmeos, e por isso o teste deu diferente na primeira tentativa? Ou pior: trigêmeos??

Medo.

Enfim, se é verdade ou não, só o tempo dirá!

Por enquanto, o que posso dizer é o que sugere o título deste post: aceite o mistério…

Igual, mas diferente

Eu tenho uma irmã gêmea. Mas como somos bivitelinas, foram raras as vezes em que minha mãe quis nos vestir iguais. Na verdade, lembro de algumas vezes em que aproveitávamos algumas peças idênticas para sair iguais na rua. Mas foi por vontade própria!

Depois de grandes, várias foram as vezes em que nos arrumávamos para ir a algum lugar e saíamos dos nossos quartos com as mesmas roupas, ou mesma cor, ou mesmo tipo (as duas de vestido, ou as duas de bermuda). Gêmeos já têm o estigma de serem tratados em pacote, então a roupa é uma bela forma de se diferenciar!

A portuguesa Liliana Conde aproveitou essa peculiaridade da vida em dobro e criou a marca My Twins, a primeira loja virtual dedicada especialmente a gêmeos. A partir da própria experiência, a empresária resolveu criar produtos únicos para estes sereszinhos que já têm o irmão igual a eles, então que pelo menos usem roupas e produtos exclusivos!

E olha que coisas fofas! Essas, com certeza iríamos querer usar!

Nascimento de gêmeos aumenta 17% no País em menos de uma década [Estadão]

Porque antigamente era muito mais legal e diferente ser gêmea! Espero que o nascimento de canhotos não se popularize também… porque o legal é ser diferente 🙂

Clarissa Thomé e Sara Duarte, especial para O Estado

RIO – Na contramão do encolhimento da população em geral, o número de gestações de gêmeos, trigêmeos e até quadrigêmeos aumentou no País, impulsionado pela popularização do uso de métodos de reprodução assistida. Em sete anos, houve um aumento de 17% nesses nascimentos.

Os dados são da Pesquisa do Registro Civil 2010, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Eles mostram que a proporção de brasileiros nascidos de partos múltiplos passou de 1,59% em 2003 para 1,86% do total de partos em 2010. Ou seja, a cada ano, nascem mais de 51 mil múltiplos.

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