Filhos, política, religião, futebol, amamentação, educação…

Nossa, como tenho aprendido nessa minha jornada na maternidade. Acho que uma das primeiras lições é: cada um tem o seu jeito de criar seu filho, e não adianta tentar mudar.
Algumas semanas atrás, na época em que foi lançada aquela campanha “Culpa não” que incentivava as mulheres a darem papinha bem na Semana Mundial do Aleitamento Materno, eu resolvi comentar na copa: “Vocês viram que aquela revista fez uma campanha assim assim assado? Achei tão incoerente”. Todas as mulheres na copa tinham filhos e todas, sem exceção, me falaram maravilhas da papinha industrializada! Eu tirei meu corpo fora e só falei que achei errado lançarem essa campanha bem na semana de incentivo à amamentação. O papo continuou quente na copa, e eu saí fora. Foi aí que aprendi que nem todo mundo pensa como eu, e que alimentação/criação/parto são tipo religião e futebol. Melhor não levantar a discussão.
Hoje, na hora do almoço, estava conversando com três colegas de trabalho: uma com filhos de 15, e 3 anos; a outra com filhos de 26 e de 4 anos; e a outra sem filhos. A que tem o filho de 4 anos comentava que o filho dela não quer mais sair da cama dela. Que a caminha dele é no quarto de casal, principalmente porque ele mamou até 3 anos e meio. Eu falei: “nossa, que máximo, três anos e meio!”. E ela: “que nada guria, a mulher fica acabada com isso.” Eu completei: “eu acho que as crianças crescem tão rápido, que deve ser gostoso ele com três anos ainda querer mamar. Eu ia curtir cada momento”. No que a outra, que tem filhos de 3 e de 15 me olhou de canto de olho com cara de: “Tá louca??”. E continuou: “Com meu primeiro filho, eu deixava tudo. Resultado, com 7 anos ficava pedindo pra vir pra minha cama. Agora não, com a segunda a gente ficou mais espertos. Porque se eles manipulam, e quanto mais a gente dá, mais eles pedem da gente. Ontem a fulaninha começou a choramingar no quarto eu fui lá, dei um pito nela, e ela ficou quietinha. Dormiu até de manhã”.
Quando as duas com filhos tinham saído, eu comentei com a moça sem filhos: “Não adianta, cada um tem seu jeito”. Ela concordou, e falou “Mas eu acho que eu vou ser como a fulana, vou deixar meu filho chorar pra aprender. Minha mãe fez assim comigo, eu acho certo.”
Eu achei tão estranho esse modo de pensar, como se filhos fossem inimigos a serem combatidos!  Eu mesma já incentivei minha irmã a deixar a filha chorar para aprender a dormir sozinha. Mas ela não conseguiu, disse que chorava junto. Hoje, depois de tantas leituras, tanto aprendizado, eu a entendo. E percebo que esse não é o caminho certo e pretendo fazer diferente da maioria com o Ben.
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Contar, ou não contar? Eis a questã.

In secret by misha maslennikov on Flickr

Faz uma semana que tivemos a confirmação de que vem aí um novo polanskinha no mundo (papai tem sobrenome polonês), e ainda poucas pessoas já receberam a notícia.

Quer dizer… na medida do possível!

A primeira a saber foi minha irmã gêmea, que se ofereceu para ir junto no ultrasson, e foi lindo que ela estivesse junto! Depois, contei pra três amigas que estavam na expectativa comigo. Não adianta, sou jornalista e não posso ficar muito tempo com um furo desses na mão!

Contei também no trabalho. Achei mais fácil mostrar o laudo do ultrasson pra minha chefe do que pronunciar as palavras mágicas “eu estou grávida”. Ô frasesinha esquisita de se falar, gente! Na sexta-feira passada mesmo contei para meus colegas de trabalho.

Sábado meu pai veio nos visitar e foi muito difícil não falar nada. Foi só colocarmos o pé na loja, quando estávamos eu e o queridíssimo e logo abri o exame e entreguei pra ele. Nossa, ele ficou muito feliz!

Mas a melhor parte foi a minha mãe. Demos de presente de Dia das Mães para ela uma plaquinha “Cantinho da Vovó”. Mas como ela já é avó de 4, nem se deu conta. Então, em seguida saquei de novo o exame e mostrei para ela. Nossa, como ela ficou feliz e emocionada! Me abraçava, quase chorou! Ela disse que tinha desconfiado uns dias atras… mãe é mãe, né?

Na mesma hora liguei para minhas outras duas irmãs, uma em Brasília e a outra em Curitiba. Ou seja, dizer que “só” a minha familia sabe, não quer dizer que pouca gente sabe! Tem mãe, pai, madrasta, irmão, mãe do irmão (sim!),  vó do irmão, irmã, cunhado, sobrinhos, irmã, cunhado, sobrinhas, irma gêmea, cunhado… ufa!

E então no domingo começou a minha tortura. O Queridíssimo preferiu contar pessoalmente para os pais, que moram em outra cidade. E só hoje vamos para lá. Isso significa que estou me mordendo para contar para o mundo, e estou há eternos cinco dias sem poder abrir a boca!!!

Quer dizer, sempre tem uma pessoa aqui e outra ali pra quem eu conto, mas sempre digo: nada de postar no Facebook, porque meus sogros ainda não sabem!

Também rola aquela oscilação de medo. Sempre ele. Mas meu mantra é o seguinte: se aconteceu uma vez, não vai acontecer duas.