Achados de outubro

Peaceful parenting: por quê bebês africanos não choram?  Uma boa reflexão sobre a forma ocidental de criação de bebês, onde o padrão é o bebê chorar. Para os africanos, o padrão o bebê é não chorar. E como fazem isso? Os bebês ficam 100% do tempo junto com a mãe.
Cuca de Gente Miúda: blog com dicas de leitura para crianças, desde 0 até 9 anos. Além de sugerir, a autora, que é veterinária por formação, faz um resumo do livro e insere imagens de algumas páginas. Legal para ter uma ideia de como são os livros por dentro.

Parto Ativo  (o livro). No final da década de 70, as mulheres começaram a questionar a forma como se dava a assistência ao parto. Questionavam o por quê de as mulheres terem que passar o trabalho de parto deitadas, e inclusive parir na famosa posição de decúbito dorsal. Passaram a defender, com base em evidências científicas, que a mulher deve estar ativa durante o trabalho de parto e escolher a melhor posição para parir. Estou lendo esse livro, e adorando.

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Achados de outubro

Peaceful parenting: por quê bebês africanos não choram? Uma boa reflexão sobre a forma ocidental de criação de bebês, onde o padrão é o bebê chorar. Para os africanos, o padrão o bebê é não chorar. E como fazem isso? Os bebês ficam 100% do tempo junto com a mãe.
Cuca de Gente Miúda: blog com dicas de leitura para crianças, desde 0 até 9 anos. Além de sugerir, a autora, que é veterinária por formação, faz um resumo do livro e insere imagens de algumas páginas. Legal para ter uma ideia de como são os livros por dentro.

Parto Ativo (o livro). No final da década de 70, as mulheres começaram a questionar a forma como se dava a assistência ao parto. Questionavam o por quê de as mulheres terem que passar o trabalho de parto deitadas, e inclusive parir na famosa posição de decúbito dorsal. Passaram a defender, com base em evidências científicas, que a mulher deve estar ativa durante o trabalho de parto e escolher a melhor posição para parir. Estou lendo esse livro, e adorando.

Sobre a formação de leitores

Ler para as crianças e incentivá-las a gostar dos livros traz inúmeros benefícios, a gente sabe né?. Reforça  os laços entre a criança e seus pais, amplia o vocabulário dos pequenos, recheia sua bagagem cultural, estimula a criatividade… poderia escrever mil toques sobre. E leitura, assim como bons hábitos alimentares, se aprende com exemplos. Não adianta dizer que a criança tem que comer alface, se no seu prato só se vêem coisas amarelas. Não adianta dizer que o filho tem que ler, se ele nunca te viu lendo em casa.

Eu sempre fui estimulada a ler. Quer dizer, meu pai sempre nos deu muitos livros, de alguns eu gostava, outros nem tanto. Mas raramente tínhamos momentos de leitura em casa. Os livros estavam lá, eu sempre soube que me faria bem ler, mas não era uma coisa entremeada aos meus hábitos.  Sempre que nos encontrávamos (maus pais são separados), ele perguntava se eu tinha lido. Por outro lado, tinha uma biblioteca universitária em frente à minha casa, e eu era a única dos meus irmãos e amigos que ia lá sozinha pegar livros (pausa para auto-corujisse: imagina uma menina de 9 anos entrando sozinha em uma biblioteca por iniciativa própria para pegar um livro? eu era assim. Deveria ser uma fofura né?).  Mas é claro que brincar era sempre mais legal.

Daí, na adolescência pré-internet (#velha), em momentos estremos de tédio eu fuçava a biblioteca do meu pai (nessa época morávamos com ele), e me apaixonei por poemas do Mário Quintana  e Paulo Leminski por conta própria. Lembro de diversas vezes subir numa banqueta e ficar bisbilhotando os livros, folheando, lendo algumas partes. Preferia coisas curtas como poemas e haikais, ou contos de Luiz Fernando Veríssimo. Mas é claro que ver tv era sempre mais legal.

Foi só depois da faculdade, quando me vi sem trabalhos e obrigações e resenhas e resumos para fazer, é que comecei realmente a me apaixonar pelos livros. O primeiro nessa época foi Cem Anos de Solidão, que eu lia todos os dias no ônibus na ida e na volta do meu primeiro emprego. Desde então, os livros não me abandonaram mais. Sou apaixonada, e acredito muito que o estímulo (tímido, de certa forma) do meu pai tenha contribuído para isso. Hoje trocamos sugestões e opiniões sobre livros, e temos esse laço que não existe entre ele e meus irmãos (cada um criou laços de acordo com seus interesses, claro). Hoje, ler um livro é sempre mais legal!

Por isso acredito que não podemos desistir. Estimulada desde cedo, a criança aprende que o livro só tem coisas boas a trazer. Um dia, cedo ou tarde, ela vai despertar para a leitura. Não existe fórmula secreta para formar leitores . Mas algumas dicas podem ajudar pais e filhos a inserir este hábito no repertório de atividades. Como estas, publicadas no G1:

VEJA DICAS PARA INCENTIVAR SEU FILHO A LER
Fases Dicas de incentivo à leitura
Durante a gestação Além de tocar música para o bebê, ler histórias e poemas é uma forma de familiarizá-lo à voz dos pais e às nuances de sonoridade
Idade pré-escolar Cercar o bebê de livros adequados à idade e incentivar a leitura como uma brincadeira
Alfabetização e primeiros anos na escola Ensinar por meio do exemplo: a criança que vê os pais lendo tem mais interesse em reproduzir o hábito; mostrar que a leitura é valorizada na família, mas sem pressão
Pré-adolescência Quando as leituras obrigatórias da escola vão se tornando mais canônicas e menos interessantes, oferecer exemplos divertidos de livros dentro de casa
Adolescência Incentivar que os adolescentes usem a internet de forma a buscar conteúdo educativo e compartilhar hábitos de leitura com os amigos nas redes sociais
Fonte: Christine Castilho Fontelles, diretora de Educação e Cultura do Instituto Ecofuturo