Agora é ponto com!

Gente! Estamos de mudança para o endereço www.bemquesequis.com.

Espero vocês por lá!

Anúncios

Acampados em casa

Começou com o planejamento do quarto do Ben. A ideia era só pintar as paredes. Só isso…

Para isso teríamos que nos desfazer dos móveis do quarto, que eram embutidos. Mas era só isso…

Mas daí uma coisa puxou a outra, e é impossível ter um bebê em casa com esse carpê de décadas atrás que o aspirador de pó não dá conta de higienizar direito. O pai é ‘renitento’ e [deusolivre, mas…] grandes chances de termos um pimpolho espirrador dentro de casa no futuro. Além disso tinha também o piso de madeira da sala que estava soltando (desde quando a máquina de lavar fez o favor de inundar nosso apê no ano passado), e não dá pra ter um bebê engatinhando por pedaços soltos potencialmente perigosos de madeira, não é mesmo? Decidimos colocar piso cerâmico na casa.

E então, um simples pintar de quarto virou uma mini-reforma. E nesse fim de semana, todos os móveis da casa foram parar no quarto do Ben (o único que já tinha piso cerâmico, vejam só), a sala e o corredor estão só no contra-piso, e daqui a pouco o nosso quarto terá o mesmo destino.

E assim sobrevivemos, acampados em nossa própria casa.

oooooo

 

Sobre as opções, as escolhas e o parto que eu quero…

A única certeza em relação a filhos que eu sempre tive na vida era de que teria eles de parto normal. Foi com muita surpresa que descobri, ao longo dos anos, que a cesárea é cada vez mais comum, e mais preferida entre as mulheres e pior, descobri recentemente que existem poucos médicos realmente a favor do parto normal no Brasil.

Desde que engravidei, comecei quase que obsessivamente pesquisar sobre minhas opções para o parto. A primeira decisão foi feita antes de engravidar: a escolha de um médico reconhecidamente humanizado e “partonormalista”. Mas aí vêm as questões mundanas, que envolvem estrutura de serviços de saúde na minha cidade, as opções cobertas pelo meu plano, os serviços extras e grupos de apoios existentes aqui. Tenho lido muito, perguntado pra muita gente, assistido a muitos vídeos de parto…

Aqui temos três  maternidades particulares (sendo duas mais famosas e uma mais tradicional), uma maternidade pública e um hospital universitário. Essas são minhas opções:

1. Maternidade Ilha

Prós: é a única na cidade que tem área para parto humanizado, com banheira. É onde meu médico dá plantão e também a mais perto da minha casa.

Contras: não é 100% coberta pelo meu plano. A diferença de valores chega próxima à de uma diária em um hotel 5 estrelas na beira do mar.

2. Maternidade Santa Helena

Prós: é 100% coberta pelo meu plano

Contras: tem fama de inventar qualquer desculpa para te levar para uma cesariana. Meu médico não atende lá (teria que pagar um chamado para que ele fosse até lá). Eu ficaria numa enfermaria.

3. Maternidade  Carlos Correa

Ainda não consegui me informar sobre essa. É a mais antiga das três, e onde nasceram 3 dos meus irmãos. Meu médico certamente não atende lá, mas não conheço as taxas de normalXcesária

4. Maternidade Carmela Dutra

E onde eu nasci (seria legal que ele nascesse no mesmo lugar que eu). É do SUS. Mas ainda não conheço as taxas de normalXcesária.

5. Hospital Universitário

Prós: é gratuito, é a instituição de saúde da cidade onde mais se pratica/defende/ensina o parto humanizado e o parto normal

Contra: por ser gratuito, a internação é em enfermaria. Mesmo com parto normal, mãe e filho ficam 48h internados.

6. Parto domiciliar

Prós: seria no conforto da minha casa, com a equipe escolhida por mim, com o mínimo de intervenções, sem pressa, com carinho e cuidado.

Contras: por enquanto, só o valor, que não é coberto pelo plano de saúde.

7. Doula

Prós: Uma doula é uma profissional enfermeira que acompanha a mulher durante o trabalho de parto, desde em casa até na maternidade. Ela ajuda a acalmar, auxilia no processo do trabalho de parto, entende e busca sempre o melhor para mãe e filho.

Contras: não consegui encontrar nenhum ainda 🙂

Coisas de mãe

Hoje eu decidi o que quero ser quando crescer. Só falta decidir como…

Conheci pessoalmente (porque já eram minhas conhecidas íntimas virtuais, apesar de não ser recíproco! ahaha) as mulheres do Bazar Coisas de Mãe.

São mulheres que de alguma forma, e por milhares de motivos diversos, pararam de trabalhar fora para dedicar mais tempo aos filhos. Elas arranjaram suas próprias formas de gerar renda, e ao mesmo tempo estarem perto dos filhos. Assim nasceu o Bazar Coisas de Mãe, que acontece um sábado por mês aqui em Florianópolis.

Essas moças são tão legais, que me senti em casa estando com elas, sendo que nunca tinha visto nenhuma delas pessoalmente! E sábado que vem pretendo ir conhecer o Bazar pessoalmente.

Pronto, já decidi o que quero ser quando crescer. Só falta agora eu descobrir o meu dom. Porque né, como boa canhota, nem letra bonita eu sei fazer!

Encontramos nosso médico!!

Eu já comentei aqui que durante todo o processo de aborto por que passei, minha maior frustração era não ter um médico pra chamar de meu. Alguém em quem confiar e para quem eu pudesse voltar a qualquer momento, que me conhecesse e pra quem eu não tivesse que contar todas as histórias de novo, e de novo.

Até tentei uma nova médica, agendada em caráter de urgência pelo plano de saúde, mas não fui com a cara dela. Tanto que foi ela quem solicitou o último ultrassom e não voltei lá para mostrar.

Ao todo, passamos por seis médicos durante o aborto,  assim tive a oportunidade de conhecer os mais variados perfis de profissionais. Se tem como tirar alguma coisa boa nisso tudo, essa foi uma.

Quando tudo já tinha acabado, decidi então marcar uma consulta com algum médico, assim poderia já ter algum de confiança quando voltasse a engravidar. Sendo assim, entre os seis que nos atenderam, eu e o queridíssimo escolhemos aquele com quem mais nos identificamos, que por acaso foi o primeiro que nos atendeu no primeiro dia de sangramento.

Depois de longas semanas de espera, finalmente ontem tive meu encontro com o Dr. Fernando.

E que encontro feliz!

Primeiro de tudo, porque ele lembrou de mim. Lembrou que eu tinha me consultado com ele lá no plantão da maternidade, e aos poucos foi lembrando do meu caso. Aí ele já ganhou uns pontos comigo!

Foi me conquistando aos poucos quando disse que não é a favor da curetagem, que eu fiz certo ao esperar pelo aborto natural, e que se minha menstruação já veio eu estou prontíssima para voltar a tentar.

Mas ele ganhou mesmo o meu coração quando eu perguntei sobre o parto. Confessei a ele que li relatos de parto que tiveram sua participação e ele afirmou: “Pra mim, o parto é seu, seu e do seu marido. Eu estou ali para acompanhar.”

Nunca pensei que fosse ser tão rápido encontrar um médico pra chamar de meu!

Parto, amamentação, carreira, berço e uma bela revisão de conceitos sobre tudo isso

Desde quando decidimos ter nosso bebê, e entrei de cabeça nos assuntos da maternidade, tenho construído e desconstruído uma série de conceitos que na minha cabeça sempre foram os mais absolutos. Não havia dúvidas para mim de que aquilo era o natural, o aceitado, o decididamente correto. Daí que comecei a ler mais, e fui percebendo algumas coisas novas e abrindo a mente para muitas outras.

Por exemplo:

1. Parto

“Parto é natural. Um fenômeno assim como qualquer outro de nosso organismo. Só faz cesariana quem tem algum tipo de problema durante a gestação ou na hora do parto”. Isso era o que eu pensava até uns meses atrás. Na minha família, só as gravidezes de risco terminaram em cesárea, como uma tia que teve eclâmpsia, uma prima que estava com cordão enrolado no pescoço, a mesma tia da eclâmpsia que tinha uma bebê com má formação, e minha irmã, que teve pré-eclâmpsia e na reta final o médico deve de convencê-la e consolá-la que a cesária era a melhor decisão naquele momento. Por isso, sempre foi muito claro na minha cabeça que o parto normal era sempre a primeira via, que podia encaminhar para uma cesária caso algo desse errado. E hoje percebo que é o contrário. A mulher precisa garantir o seu parto normal. Precisa fazer as escolhas certas desde o início (o médico, o local do nascimento) para se certificar de que se seu desejo será acatado. Descobri que a linha do parto normal é muito fina e frágil, que pode ser arrebentada a qualquer momento sob o golpe baixo pretexto de se evitar o sofrimento do bebê. Uma vez descoberto isso, me resta procurar as escolhas certas para garantir um parto normal como sempre acreditei.

2. Amamentação

“O bebê tem que mamar de 3 em 3 horas, para que se crie uma rotina. A amamentação deve ser até 1 ano no máximo. Depois disso, não há vantagem pra ele e pelo contrário, pode ficar dependente demais da mãe”. Taí outra coisa sobre a qual aprendi muito nesses últimos meses: amamentação. Primeiro, descubro que tem mães que simplesmente não amamentam, e ainda defendem uma tal de fórmula, que só de ser industrializada me dá um certo receio. Felizmente, são poucos os casos como esse, mas só de existirem me causou certo espanto. Mas aí depois, li textos como “Por que a livre demanda é importante?” e descubro que o organismo do bebê e é ainda mais sensacional do que eu imaginava. Que além de crescer e se desenvolver de uma maneira extraordinária nos primeiros meses de vida, ele tem a capacidade de dosar a mamada e extrair somente o necessário de uma mamada e de outra, controlando assim os nutrientes que recebe. Não é sensacional? Quer dizer, quem amamenta te 3 em 3 horas es´ta privando seu filho disso tudo. E então vem o terceiro “conceito”: amamentar depois de 1 ano, é desnecessário? E descubro que não, que o desmame deve acontecer naturalmente, quando a mãe e o bebê, juntos, percebem que ele não é mais necessário. Isso pode acontecer aos 12 meses, mas também aos 18, 24 e por que não 36 meses? E isso pode contribuir para bebês mais saudáveis, claro, mas também mais seguros e independentes.

3. Maternidade x Carreira

“Uma mulher precisa ter um emprego, não pode ficar em casa somente cuidando dos filhos”. Sempre valorizei muito minha carreira. Cada escolha feita foi muito bem pensada, sempre com um olho na decisão aqui, e outro no impacto para o futuro. Estudar, me formar, encontrar bons empregos, crescer neles, fazer pós-graduação e cursos de aperfeiçoamento. Tudo para garantir uma excelente posição no mercado de trabalho e aí, então, poder ter tranquilamente meus filhos. Tê-los, e voltar para o trabalho, deixando-os na melhor escola da região. Este é um conceito que está sendo reconstruído aos poucos. À medida que vejo casos de mulheres que optam por ficar em casa. Que têm a oportunidade de estar junto de seus filhos e viver cada fase de sua vida, que é única, junto a eles. Muitas dessas mulheres têm conseguido manter uma carreira paralelamente. Não aquela que desenhamos quando estamos na faculdade, e provavelmente não aquela que nossos pais sonharam para nós. Mas carreiras que permitem estar junto com seus filhos e ao mesmo tempo conquistar diversas coisas profissionalmente. E estes casos têm cada vez mais aberto minha mente.

4. Berço

“O bebê tem que se acostumar desde cedo onde é o seu quarto, senão vai querer dormir para sempre com seus pais”. Uma coisa sempre ficou muito clara na minha mente: cada um tem seu quarto. Lembro como se fosse hoje as brigas que minha irmã tinha com o marido e o filho de 2 anos que chorava desconsoladamente na porta do quarto dos pais porque queria dormir com eles. E eu achava certo: ele tem que dormir na cama dele. E então esse novo termo entrou na minha vida nos últimos meses, sobre o qual tinha total desconhecimento: a tal da cama compartilhada. E descubro que é muito saudável, sim, colocar o bebê para dormir junto dos pais, afinal, até pouco tempo atrás ele dormia juntinho da mãe, por que separá-lo assim bruscamente? Então encontro textos como “A criação com apego e a neurociência” e descubro que a cama compartilhada vai muito além da carência de um filho ou de uma mãe.  Reflito muito sobre isso, e sobre onde vai parar a privacidade dos pais. Mas aí percebo que não há fórmulas, e podem se encontrar soluções para tudo. Eu encontrarei as minhas formas de lidar com isso.

Pilates na gravidez, pode?

Uma das minhas intenções para 2012 é me matricular no pilates. A empresa onde eu trabalho me dá um desconto fantástico em diversas atividades físicas, e uma delas é o pilates. Não tinha muita desculpa pra não fazer, né?

Daí que me matriculei na turma das 7h15 (ui!) pois era a única que ainda tinha vagas. Mas aí vieram esses atrasos na menstruação e fiz o que toda mulher noiada consciente faz quando está preocupada com algo: Pesquisei no Google.

Descobri algumas coisas que parecem óbvias, mas que pra mim não foram, que devem ser evitadas. E encontrei este texto bem esclarecedor sobre os Benefícios do Pilates antes e depois da gravidez. Reproduzo aqui uma parte:

Pilates não aumenta a pressão sobre as articulações ou sobre as costas. Na verdade, as costas serão fortificadas, assim como o estômago e os músculos ao redor da região pélvica – o que permite uma mais fácil gestação, ao parto e recuperação.
Confira como os exercícios de Pilates pode ajudar em cada fase da gestação:
Pilates no primeiro trimestre de gravidez
Nos primeiros três meses de gestação, as mudanças nos hormônios podem fazer com que a mulher se sinta exausta e com náuseas. Contudo, exercícios leves podem ser feitos e, muitas vezes, podem realmente energizar o corpo e fazer com ela se sinta melhor fisica e mentalmente.
Pilates no segundo trimestre de gravidez
O segundo trimestre é, para a maioria das mulheres, a parte mais fácil da gravidez. Embora o corpo esteja mudando e se expandindo, os níveis de energia são geralmente elevados, e é aí que os exercícios devem ser maximizados, para proporcionar todas as vantagens do treinamento para os meses seguintes.
Pilates no terceiro trimestre de gravidez
No terceiro trimestre, as mulheres tendem a se sentir pesadas e com a constante sensação de desconforto. Os hormônios começam a se projetar para afrouxar as articulações do quadril podendo causar dores nas costas. O peso adicional do bebê pode modificar a noção de equilíbrio, as penas podem ficar inchadas e varizes podem se desenvolver. O Pilates ajuda a todas estas condições associadas à gravidez, reforçando os músculos centrais que, por sua vez, levam à melhora da postura e da circulação.
Trabalho de Parto
A melhora no tônus muscular e na circulação, obtida através da prática do Pilates também será de valor durante o trabalho de parto. Uma circulação melhorada permite uma maior oferta de oxigênio para o útero e torna o parto menos sofrido para o bebê. E, claro, as técnicas de respiração utilizadas no Pilates podem ajudar com o controle da respiração durante o parto.

Leia também Cuidados na Gravidez com o Pilates.