Um meninão!

O Ben já mede 31 centímetros e pesa 658 gramas! Um bebezão, hein?

Fomos na quarta-feira fazer o tão esperado ultrassom. O último tinha sido em junho, e eu nem ligo se meu médico não é daqueles que pede um ultrassom por mês. Barriga crescendo, bebê se mexendo, sintomas condizentes com a idade gestacional, significa que está indo tudo bem. Por isso, como já disse que aprendi a esperar, fico satisfeita com a conduta do meu médico.

Mas é sempre um dia cheio de emoções. Daqueles em que eu tenho sono agitado, acordo com frio na barriga, e as horas parecem não passar.

Combinamos de levar as duas avós para verem o ultrassom. Meu pai por sorte estava na cidade no dia do ultrassom de 13 semanas, e pôde assistir. Então achamos justo que as duas avós assistissem ao próximo. Tenho permissão para levar duas pessoas comigo na sala, então o pai e o avô paterno ficariam na sala de espera e veriam só pelo dvd.

Sendo assim, os avós paternos viajaram 250km para estarem presentes. Mas na hora pedi com jeitinho e o Dr. deixou que todos entrassem! Foi muito legal.

Chegando lá percebi que íamos fazer na mesma sala onde, no dia 1º de março, fiz o último ultrassom referente ao aborto. Lá, uma médica muito doce me recebeu e me explicou que já estava tudo bem, e se eu quisesse estava pronta para outra. Por um momento refleti: “quem diria que cinco meses depois eu estaria novamente naquela sala com a família completa para ver meu filhote?”.

Dessa vez vimos o Ben em partes, porque ele já é muito grande (óin!) para aparecer na tela. Logo que começou o exame, o Dr. viu o pinto do bebê e exclamou: “olha o tamanho do pinto dele, vou até medir!” Resultado: 1,07cm de pinto, para alegria do papai e do avô!

No fim, tudo certo com nosso pimpolho, tirou nota dez em todas as medições.

Só fiquei espantada depois, quando vi o laudo, porque a variação normal para a idade é entre 27 e 32cm (ele está com 31) e entre 449 e 653g (ele tem 658). Sei que são medidas estimadas, mas estima-se então que temos um bebezão vindo aí!

Deixou vocês com um perfil do Ben:

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Dia de consulta…

Ontem foi dia de consulta, que hora tão feliz!

Batemos um bom papo com o Dr. do meu <3.

Ouvimos o coraçãozinho do Ben, música para nossos ouvidos!

Mas saí de lá meio borocoxô, por dois motivos:

Primeiro: Estou engordando mais do que deveria. Três quilos da 1ª para a 2ª consulta e 2,3kg da 2ª pra 3ª. Levei um puxão de orelhas! No more brigadeiros pra mim… :(((

Segundo: conversamos sobre o valor que ele cobra pelo chamado. Quase chorei na frente dele quando ele disse!! Mas foi bom ter entrado nesse assunto agora, pois temos até dezembro para nos programarmos e decidirmos o melhor a fazer.

Amanhã tem ultrassom morfológica!

Sobre as opções, as escolhas e o parto que eu quero…

A única certeza em relação a filhos que eu sempre tive na vida era de que teria eles de parto normal. Foi com muita surpresa que descobri, ao longo dos anos, que a cesárea é cada vez mais comum, e mais preferida entre as mulheres e pior, descobri recentemente que existem poucos médicos realmente a favor do parto normal no Brasil.

Desde que engravidei, comecei quase que obsessivamente pesquisar sobre minhas opções para o parto. A primeira decisão foi feita antes de engravidar: a escolha de um médico reconhecidamente humanizado e “partonormalista”. Mas aí vêm as questões mundanas, que envolvem estrutura de serviços de saúde na minha cidade, as opções cobertas pelo meu plano, os serviços extras e grupos de apoios existentes aqui. Tenho lido muito, perguntado pra muita gente, assistido a muitos vídeos de parto…

Aqui temos três  maternidades particulares (sendo duas mais famosas e uma mais tradicional), uma maternidade pública e um hospital universitário. Essas são minhas opções:

1. Maternidade Ilha

Prós: é a única na cidade que tem área para parto humanizado, com banheira. É onde meu médico dá plantão e também a mais perto da minha casa.

Contras: não é 100% coberta pelo meu plano. A diferença de valores chega próxima à de uma diária em um hotel 5 estrelas na beira do mar.

2. Maternidade Santa Helena

Prós: é 100% coberta pelo meu plano

Contras: tem fama de inventar qualquer desculpa para te levar para uma cesariana. Meu médico não atende lá (teria que pagar um chamado para que ele fosse até lá). Eu ficaria numa enfermaria.

3. Maternidade  Carlos Correa

Ainda não consegui me informar sobre essa. É a mais antiga das três, e onde nasceram 3 dos meus irmãos. Meu médico certamente não atende lá, mas não conheço as taxas de normalXcesária

4. Maternidade Carmela Dutra

E onde eu nasci (seria legal que ele nascesse no mesmo lugar que eu). É do SUS. Mas ainda não conheço as taxas de normalXcesária.

5. Hospital Universitário

Prós: é gratuito, é a instituição de saúde da cidade onde mais se pratica/defende/ensina o parto humanizado e o parto normal

Contra: por ser gratuito, a internação é em enfermaria. Mesmo com parto normal, mãe e filho ficam 48h internados.

6. Parto domiciliar

Prós: seria no conforto da minha casa, com a equipe escolhida por mim, com o mínimo de intervenções, sem pressa, com carinho e cuidado.

Contras: por enquanto, só o valor, que não é coberto pelo plano de saúde.

7. Doula

Prós: Uma doula é uma profissional enfermeira que acompanha a mulher durante o trabalho de parto, desde em casa até na maternidade. Ela ajuda a acalmar, auxilia no processo do trabalho de parto, entende e busca sempre o melhor para mãe e filho.

Contras: não consegui encontrar nenhum ainda 🙂

Gravidez tecnológica

**Obs: um post que estava quase pronto, e que resolvi não desperdiçar….

Daí que na minha empolgação de ir descobrindo coisas sobre o inicinho de gravidez, resolvi fuçar a app store e ver se já tinham inventado algo para acompanhar a gravidez. É mais por pura ansiedade do que por achar que esses apps vão responder muita coisa, por isso, só busquei aqueles gratuitos.

Mesmo assim, não instalei qualquer coisa no celular, não. Aliás, instalei vários, mas desinstalei muitos também. São todos muito semelhantes entre si, então escolhi aqueles que achei mais amigáveis. Em geral, têm um texto automático para indicar o status atual do bebê e os sintomas da gravidez, e uma série de ferramentinhas com dicas prontas pra cada situação.

Alguns que experimentei:

Pregnancy (The Smiles Factory)Na primeira tela, configuramos a data prevista para o parto e a partir daí ele gera um textinho falando sobre o status atual do bebê. Na próxima tela, tem dicas sobre alimentação, algumas listas prontas e a possibilidade de inserir fotos e fazer um diário. Esse diário pode incluir uma foto e ser imediatamente compartilhado no Twitter, Facebook e por e-mail. Tem também uma tela que mostra o tamanho do bebê semana a semana comparado a alguma fruta ou semente, com a foto. Às seis semanas, por exemplo, o bebê é do tamanho de uma semente de gergelim. É todo em inglês.
My Pregnancy – What to ExpectTambém todo em inglês, logo na primeira tela ele traz a data prevista do parto, a contagem regressiva, a idade gestacional, trimestre, o peso e o tamanho do bebê (também comparado a uma fruta). Com seis semanas, estávamos do tamanho de uma blueberry. Tem a opção de acompanhar as alterações no bebê e na mãe semanalmente, e diariamente traz algumas dicas. Permite criar um slideshow com a evolução da gravidez, em fotos. E dá acesso aos foruns do site  (mas para comentar tem que se registrar).
Mimo (Johnson’s Baby)Esse é em português e foi lançado no início de fevereiro. Ele é um aplicativo para Facebook que pode ser usado no iphone (e em telefones com Android). Como exige login no Facebook, acabei não experimentando . Mas achei muito interessante a descrição: “tem como público-alvo pais com filhos entre 0 e cinco anos. O Mimo apresenta três pontos de contato: “Livro do Bebê”, onde os pais colocam imagens e informações sobre os desenvolvimento dos seus pupilos, e podem acompanhar em linha cronológica o conteúdo gerado; “Perguntas e repostas”, um canal de troca de experiências e informações; e “Guia de serviços”, em que os pais podem cadastrar locais onde foram e colocar pontos para o atendimento de acordo com o que sentiram em relação à demanda das crianças, como prato específico, cadeirão, etc.”
Bebê Moreno (Luciara)Esse foi o app mais esquisito de todos. Basicamente, é um bebê que fica gritando e rindo o tempo todo (uma gargalhada que não é de bebê), e um balão sai dele com algumas listas de dicas, como nessa imagem ao lado. Tem a opçåo Bebe Moreno e Bebê Morena, e é em português.
Minha Gravidez hoje (BabyCenter)Assim como os outros, oferece um calendário da gravidez, com a diferença que traz também tarefas do dia a serem feitas (e ticadas). Mostra em uma só tela a timeline das semanas, com a opção de clicar para ler mais – direcionando para um conteúdo multimídia. Super fácil de navegar. Tem links diretos para seções do site Baby Center como “Grávida Pode?”, “Alimentação na gravidez”e “Nomes de bebês”. O único porém é, se tu já visitas sempre o site deles, não vai ter nenhuma informação nova.
Guia Crescer (Ed. Globo)Após configurar a data prevista do parto, logo na primeira tela já traz as informações sobre a semana atual da gestação. Tem a opção de criar notas para cada semana, e essas vão entrando abaixo do texto automático. Também permite inserir fotos para cada semana. Tem duas diferenças entre os demais apps que achei interessantes: a primeira é que traz uma lista com nomes, e permite fazer uma lista com favoritos separando entre meninas e meninos (só que não deixa adicionar nomes de fora da lista); e a outra diferença é que permite fazer uma lista de enxoval e ir ticando à medida que os itens forem sendo comprados. Uma coisa que achei ruim foi que tens que escolher se o bebê é menino, ou menina. Não tem a opção “indefinido”.

Saúde garantirá teste rápido de gravidez em UBS [Agência da Saúde]

Olha que legal essa notícia! Imagina que a gente faça o teste de farmácia e, após o resultado positivo, possa ir até um postinho realizar o exame de BetaHCG gratuitamente e confirmar o positivo! Sem precisar de requisições e burocracias (que muitas vezes até o particular tem!)

Saúde garantirá teste rápido de gravidez em UBS

Ministério da Saúde, 19/12/2011 

Exame permite diagnóstico ágil e possibilita que a mulher comece o pré-natal assim que a gravidez é confirmada

As mulheres que buscarem assistência no Sistema Único de Saúde (SUS) para confirmar a gravidez terão atendimento diferenciado. O teste será oferecido inicialmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de sete estados, o teste rápido de gravidez. O investimento do Ministério da Saúde para o financiamento dos exames – previstos na estratégia Rede Cegonha – chegam a R$ 312 mil e são destinados à aquisição de mais de 500 mil testes.

Os recursos, garantidos por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União, foram direcionados, inicialmente, aos estados de Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Sergipe e São Paulo. Esses estados estão com o plano de ação da Rede Cegonha finalizado ou em fase de finalização. Até 2014, serão mais de cinco milhões de testes financiados pelo governo federal, cujo investimento irá ultrapassar R$ 3 milhões e alcançará todo o país.

“Esse teste garante diagnóstico rápido e possibilita que a mulher comece o pré-natal assim que a gravidez é confirmada. Além disso, favorece ações de planejamento reprodutivo para as mulheres com resultado negativo de gravidez”, afirma a coordenadora da área técnica da Saúde da Mulher, Esther Vilela.  O teste tradicional demanda de um a cinco dias para a conclusão do resultado. Já com o teste rápido, o resultado fica pronto, em média, cinco minutos após a coleta da urina.

REDE CEGONHA – A oferta de teste rápido de gravidez pelo SUS está inserida na estratégia da Rede Cegonha, que consiste numa rede de cuidados que visa assegurar à mulher o direito ao planejamento reprodutivo bem como atenção humanizada durante a gravidez, o parto e após o nascimento do bebê. A rede também prevê, à criança, o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e desenvolvimento saudáveis.

A oferta do teste rápido de gravidez faz parte do componente de pré-natal da Rede Cegonha, cujo objetivo é garantir o acolhimento, a ampliação do acesso aos serviços de saúde e a melhoria da qualidade do pré-natal. Nesse componente estão incluídas outras ações, como a qualificação do profissional de saúde que atua na Atenção Básica, a oferta do teste rápido de sífilis, a ampliação da oferta de outros exames durante a gestação e a visita à maternidade de referência durante o pré-natal, entre outras medidas.

Pré Natal no SUS

Source: fbcdn-sphotos-a.akamaihd.net via Linda on Pinterest

Eu acho 9 meses muito pouco tempo para encontrar um médico que eu goste e que esteja alinhado ao que eu imagino de um pré natal legal. E ainda faça parto normal. E que atenda pelo meu plano de saúde.

Na minha vida, tenho somente uma médica que me acompanha há bastante tempo, que é a minha ginecologista (e de minhas irmãs, e muitas amigas também). Ela não é obstetra, mas já me garantiu que tem bons obstetras para me indicar, quando chegar a hora.

Não quero ser daquelas agoniadas que começam a ir a obstetras sem estar grávidas (a gineco sugeriu que eu fizesse isso, para encontrar o que eu melhor me adapte). Mas achei meio freak: a pessoa nem grávida está e já começa a consultar com um obstetra.

Ao mesmo tempo, acho 9 meses muito pouco tempo, dada a dificuldade que temos de entrar na agenda dos médicos – principalmente os de plano de saúde. Então imagina que eu poderia levar meses até encontrar um obstetra legal. Só que meses, em uma gravidez, é coisa pra caramba!

Por isso, ainda é meio cedo pra falar, mas tenho pensado em fazer dois pré natais paralelos. Um com um médico indicado pelas pessoas de confiança, e que atenda pelo plano de saúde; e outro pelo SUS.

Aqui perto da minha casa, tem um posto de saúde onde a marcação de consultas é às segundas-feiras, para a própria semana. Muito ágil! Exemplo pra muita clínica particular por aí… Não sei como funciona para consultas de pré natal, mas imagino que seja algo do gênero.

Esses dias deparei com o blog Pré Natal no SUS, e apesar de ficar abismada com a impessoalidade do médico, falta de informações práticas e outras falhas, achei uma coisa muito interessante dentro dos relatos lidos: A Unidade Básica de Saúde (UBS) realiza mini palestras multi-temáticas para as gestantes, e elas normalmente consultam no mesmo dia. Uma oportunidade que quem faz pré natal particular não tem: encontro periódico com outras grávidas, palestras sobre temas de interesse, troca de informações e experiências.

Dá pra perceber uma flagrante  falta de reparo na UBS onde esta blogueira faz o seu pré natal (Infelizmente não sei seu nome). Mas eu tenho a impressão de que este de cenário vai depender muito da equipe que compõe a UBS, e que talvez esta no meu bairro tenha uma equipe mais empenhada na questão humanística do acompanhamento a gestantes. Porque o modelo do SUS é interessante: alia encontros periódicos com outras grávidas, palestras com especialistas e visitas das equipes do Programa Saúde da Família. Dá a muitas mulheres  informações a que elas não teriam acesso caso não houvesse estas iniciativas no SUS. Informações sobre gestação, mas também de saúde, higiene, hábitos saudáveis… Parece um bom modelo de pré natal.

Como disse, é cedo para tomar esta decisão. E quando for a hora, me informarei melhor sobre estes processos.