Relato sobre a maternidade do HU

Durante a gravidez, nas minhas pesquisas sobre o local onde teria bebê, só encontrei um relato de parto que tivesse passado no Hospital Universitário.

Fiz esse relato especialmente para a Elisa, que assim como eu tem muitas dúvidas quanto ao melhor local para ter seu bebê, que nasce em março. Espero com ele ajudá-la a fazer a melhor escolha, e outras mulheres na mesma situação.

**Se ainda não tiver lido, aqui está o relato de nascimento do Ben.**

Bom, para começar, preciso lembrar por que escolhemos ter o Ben no HU. Meu plano de saúde não cobre a maternidade humanizada da cidade (é enfermaria, e lá só tem apartamento, então eu teria que pagar a diferença). A outra maternidade tem taxas super altas de cesariana, e como eu queria muito ter parto normal, teria que pagar o chamado de meu médico para garantir que o possível fosse feito em busca do meu parto. Ficaria elas por elas (a maternidade humanizada versus a cesarista). Então um dia fomos conhecer o Hospital Universitário, em uma palestra mensal que a equipe realiza toda primeira terça-feira de cada mês. Lá, ficamos muito satisfeitos com o que nos foi apresentado e acabamos decidindo ter o Ben lá.

Então chegou o grande dia. A bolsa estourou alta, e fomos tirar a dúvida no HU. Ao chegar à emergência, fomos encaminhados para o Centro Obstétrico. Chegando lá, temos que tocar uma campainha e esperar que alguém venha nos chamar. Tinha outras três mulheres na minha frente, mas só uma era gestante.

Aguardamos um tempinho até que uma enfermeira nos chamou para dentro. Sem dizer um pio (juro!) essa enfermeira tirou minha pressão, mediu minha febre, e depois falou (ufa!) para nós esperarmos ali fora novamente que o médico me chamaria. Das três mulheres, a gestante foi mandada embora, a outra estava com cólicas e rapidinho foi embora também, e eu fui chamada antes da terceira mulher.

O médico que nos atendeu foi super atencioso, se apresentou, nos olhou nos olhos, e me examinou com cuidado. Ficou em dúvida se a bolsa estava rota ou não, então tratou de fazer um exame, segundo ele caríssimo, para se certificar. Quando foi confirmada a bolsa rota, deu entrada na minha internação.

Por sorte, vagou um leito na sala de pré-parto. São ao todo quatro leitos no pré-parto (duas salas com dois leitos cada). Cada leito tem uma cama e uma cadeira reclinável para o acompanhante. Entre as duas salas de pré-parto tem dois banheiros com chuveiros que são livremente utilizados pelas parturientes. Além disso, do lado de fora da sala tem um corredor com vários equipamentos – bola, barra de ferro, pufe, cavalinho – para auxiliar as mulheres em trabalho de parto.

Ao todo, fomos atendidos por três equipes ao longo da nossa estada lá – sendo que uma delas nos atendeu em dois plantões hehehe… Todas as equipes têm um médico residente e alguns estagiários que fazem procedimentos simples. Por exemplo: o residente fazia o exame de toque e a aplicação do comprimido de misoprostol; os estagiários faziam a avaliação das contrações (colocando a mão sobre a minha barriga por 10 minutos) e ouviam os batimentos cardíacos do Ben. Todos os profissionais foram muito educados, simpáticos, sempre se apresentavam antes de começar o turno, fomos muito bem atendidos. Ah, e sempre chamavam o Ben pelo nome, achei isso legal também.

Fizemos algumas refeições lá, o almoço e a janta são comida como arroz, carne, molho (sem salada!), e os lanches e café da manhã eram um pão simples com margarina. Meu marido só ganhou comida quando eu pedi, ele ficou várias horas sem comer 😦

Bom, passadas as horas e horas em indução, acabamos tendo que fazer cesárea. As equipes sabiam que eu queria muito o parto normal, tanto que a médica que me avaliou por último ficou arrasada quando, juntos, decidiram que era hora de me operar. Achei isso super bacana.

A caminho da cesárea, perguntei à médica (chorando!) se eu podia pegar o Ben no colo logo que nascesse, ela disse que não 😦 Na preparação para a cirurgia, pedi também para não ser amarrada, mas também fui informada de que não seria possível 😦 O Ben nasceu, a equipe parecia animada com isso. Comentaram como ele era grandão (“não parava de sair bebê!” hehehe…). Não foi aspirado, mas levou o colírio de nitrato de prata e a vitamina K. Trouxeram-no para que eu visse, mas não consegui ver nada com eles encostando o rostinho dele no meu.

Bom, depois da recuperação fomos para a enfermaria. Eu ainda não podia me levantar (só 8 horas depois da cirurgia), então fui levada de maca para lá. O Diego veio atrás, levando o Ben. No corredor, passamos no meio de uma fila gigantesca de mulheres que esperavam atendimento no Centro Obstétrico! Ainda bem que chegamos lá meia-noite e tinha poucas pessoas no mesmo horário!

A estada na enfermaria foi super positiva também. Lá, tem uma equipe multidisciplinar que parece um exército: enfermeira, pediatra, obstetra, consultora de amamentação… Todos trabalham em sincronia, e sempre (pelo menos a maioria!) dispostos a ajudar. Eu contei com a imprescindível ajuda das enfermeiras para aprender a amamentar, foi ótimo!

Dois pontos negativos da enfermaria:

1. na segunda noite, o Ben estava chorando muito querendo mamar. A enfermeira viu que meus seios estavam machucados e decidiu que era por bem “poupá-los”. Resultado: tascou duas seringas e meia de leite artificial no meu pequeno 😦

2. não tem lugar decente para o acompanhante. Como a maternidade está em obras, cada leito da enfermaria tem uma cama e uma cadeira, somente. Acompanhantes devem dormir ali! O Diego acabou indo dormir em casa, pois moramos a três minutos praticamente dali.

Resumindo, foi uma experiência muito válida ter tido meu bebê no Hospital Universitário. Fico contente de saber que temos este serviço de qualidade no SUS em Florianópolis. Fico tranquila de saber que foi feito o possível pelo meu parto normal, e que minhas escolhas foram respeitadas lá. E, cá entre nós, eu estaria muito (mais!) frustrada se tivesse feito todo o investimento em médico+maternidade+o escambau e acabar caindo numa cesárea…

 

 

Obrigada!

Aproveitando que o Ben está aqui quietinho, no período entre-safra (entre uma mamada, uma briga com o seio e uma troca explosiva de fraldas) para agradecer por todas as mensagens recebidas!

É muito gostoso receber mensagens de gente de várias partes do país (e do mundo!) me desejando felicidades!

Meu coração está explodindo de alegria!

Prometo em breve voltar para contar como foi o nascimento dele, como estão sendo os primeiros dias, e como será nosso natal!

Beijos

39 semanas and I feel fine (?)

Tinha em mente há dias um post com esse título. Afinal, estava me perguntando quando iria chegar aquele momento em que todas grávidas falam que já não aguentam mais. Ainda não chegou esse momento pra mim, mas não posso dizer que está lá aquelas maravilhas.

Algumas coisas que as pessoas esperavam que eu estivesse reclamando:

– Azia? Nada

– Falta de posição para dormir? Necas

– Inchaço? Só o pé direito, de vez em quando e aí eu ponho pra cima e tá tudo bem

– Cansaço? Sim, um pouco, mas o que esperar de um corpo 12 quilos mais pesado?

Agora, o que tem me feito pedir arrego nos últimos dias é uma dorzinha chata que eu sinto desde a metade da gravidez, logo abaixo do seio direito. Essa dor eu associava ao elástico do sutiã. Comprei várias alternativas e nenhuma resolveu. Agora percebi que a dor é um pouco mais pra baixo da barra do sutiã, e a única coisa que ameniza é deitar com a coluna bem esticada. Às vezes o bicho pega quando eu estou dirigindo, aí a vontade é de chorar!

 

Outra coisa que complica é a insônia. Minha sorte é que não estou mais trabalhando, assim consigo recuperar o sono ao longo do dia.

Tirando isso, acho que estamos indo muito bem na 39ª semana!

Como conter a ansiedade?

Marcando compromissos até o ultimo dia!

Hoje separei para lavar (e secar!) roupas na casa de meu pai. Aproveitei que o ciclo da lava e seca é loooooongo e fui fazer o pé e a depilação. Agora a faxina esta completa!

Amanhã devo ir até a cidade vizinha levar a cachorrinha que vamos doar. Isso vai me tomar metade do dia. Na outra metade, vou fazer unha da mão (eu que faço) e começar o albinho do Ben.

Na sexta-feira tenho o amigo secreto do pessoal do trabalho. Vai ser a noite, então de dia deco ir comprar a banheira do Ben e dar uma geral na casa.

Sábado tem festinha do grupo de mães de que participo no Facebook. Fiquei de levar brigadeiros. Adoro fazer!

Domingo ainda não tenho planos. Mas como é o dia de folga do queridíssimo, vou ficar por conta dele.

Segunda-feira tenho que levar o carro de meu pai para a revisão, e buscar minha irmã no aeroporto! As pessoas começam a chegar para o Natal! Vou ficar por conta dela o resto do dia.

Terça-feira que vem vou ficar na casa de meu pai esperando o pessoal da tv a cabo. Marcaram naquele delicioso horário entre 13h e 18h, então já viu né? Nesse mesmo dia chegam minhas sobrinhas! Vou ficar grudadinha nelas!

Na quarta-feira que vem estaremos com 39 semanas e 5 dias e é aniversario da minha mãe. Alias, preciso providenciar um presente pra ela!

Nessa mesma quarta chegam meus sobrinhos, vou aproveitar para curti-los!

E assim vão-se os dias!

111 Coisas para fazer enquanto espero

1. Somar a quantidade de fraldas em cada pacote e fazer uma média de quantos meses elas durarão

2. Organizar os albinhos de fotos em um álbum grande

3. Fazer uma limpa nos amigos do Facebook

4. Começar a escrever o Álbum do Ben (com um post especial sobre ele!)

5. Dormir até tarde!

6. Finalmente terminar de lavar e passar as roupas do Ben

7. Estrear a lava e seca do papai (avô do Ben), e colocar em dia as roupas da família

8. Sair para caminhar com o Paco (cão da família que mora sozinho na casa do meu pai)

9. Doar a cachorrinha (que ganhamos para fazer companhia a nosso cão, mas não está dando certo)

10. Ir ao salão depilar e fazer a unha do pé!

Mais 101 ideias aqui: 101 coisas para fazer no final da gestação

Ausente do escritório.

Final de tarde eu comecei a organizar minhas coisas, joguei fora papeis do dia a dia, passei uma revista nas gavetas, embalei minha moringa, peguei minha necessaire, coloquei os arquivos de um projeto que eu estava trabalhando em uma pasta na rede, configurei a resposta automática do e-mail, limpei minha caixa de entrada, peguei todas as minhas coisas e vim embora.

Tentei não me despedir, que era para não fazer muito alarde.

Mas só vou voltar a sentar naquela mesa daqui a cinco meses.

Segunda-feira não terei que acordar cedo, fazer o café da manhã para nós dois, ir trabalhar, abrir meu notebook, checar e-mails e escrever os releases, nem atender ao telefone “comunicação, Denise?”.

Já está sendo estranho.