Pensando na volta ao trabalho…

Mas já?

Sim, eu penso na volta ao trabalho desde o dia em que o Ben nasceu (tá tá, uns dias depois, vai..).

Acontece que essa semana fui no meu trabalho assinar minhas férias. Eu tirei 120 dias de licença, mais 30 de férias. Então, a partir do dia 16 de abril começam a contar oficialmente os meus últimos 30 dias de licença com o Ben (todas chora!!!). Extra-oficialmente, eu estou contando que  terei mais 45 dias, pois nossa pediatra já sinalizou que vai nos dar um atestado de amamentação exclusiva de 15 dias.

Com isso, voltarei ao trabalho quando o Ben estiver com 5 meses e meio. E já estou pensando como faremos para conseguir alcançar os 6 meses de amamentação exclusiva.

E a pergunta que todos me fazem quando me encontram: e quando tu voltares, onde ele vai ficar?

Já temos decidido que ele vai ficar numa escolinha. E temos atualmente três opções: escolinha perto de casa, escolinha perto do meu trabalho e escolinha pública.

Na pública, são 15 bebês por turma, sendo que quando fui inscrever o Ben a turma ja estava fechada, e na classificação por renda ele ficou em 14º lugar. Ou seja, temos que esperar praticamente uma turma inteira desistir. Fácil, não?

A escolinha perto do meu trabalho seria a melhor opção não fosse uma questão simples: ela custa os olhos da cara MAIS alimentação. A vantagem é que são só 8 bebê spor turma, e eu posso ir caminhando a qualquer hora do dia para ver o meu pimpolho (ai que sonho… quem sabe se eu vender o carro?).

A escolinha perto de casa fica relativamente perto do trabalho do Queridíssimo, então estamos tranquilos. É uma casa grande, com quintal e numa região que parece uma fazendinha. Achei acolhedora e custa metade do preço da escolinha do Centro, incluindo alimentação.

Pensando racionalmente, a escola perto de casa é a melhor opção, pois podemos deixá-lo lá e eu posso tranquilamente ir de ônibus para o trabalho (é uma boa opção, pois o trânsito na volta pra casa é meio chatinho e aí posso ir dormindo). Pensando emocionalmente, prefiro deixá-lo na escolinha perto do trabalho, mas além de ser muito cara, eu teria ainda que pagar um estacionamento, fora a gasolina para ir ao Centro todos os dias, etc, etc…

Bom, o martelo ainda não foi batido. Vamos observar como vão ficando as coisas, pois ainda por cima temos a possibilidade de a vovó do Ben vir ficar conosco uns dias, para pelo menos completarmos os seis meses de amamentação exclusiva (oremos!).

E se ela não vier?

Bom, é claro que eu já estou pensando em todas as possibilidades. Uma delas inclusive é introduzir alimentação aos 5 meses, para que eu e o Queridíssimo possamos fazer juntos e participar dessa fase importante da vidinha do Ben. Mas sei dos benefícios da amamentação exclusiva até os seis meses então ainda vou pesar os prós e contras (prometo um post só sobre isso).

Então, uma querida amiga vai me emprestar uma bomba elétrica agora esse mês, e já vou testando até pra ver como e quando vou conseguir tirar o suficiente para que ele mame na minha ausência. Já sei que devo calcular 25ml por quilo do bebê (que hoje está com 8kg, como será que vai estar com 5 meses???), e vou providenciar potes de vidro com tampa de plástico para o armzenamento (prometo outro post só sobre isso também).

Ambas escolinhas particulares aceitam manipular o leite materno, o que me deixou mais tranquila. A pública não o faz, então caso numa obra do destino todas crianças resolverem abandonar a escola e o Ben ser chamado, aí vou entender como um sinal divino e preferir introduzir alimentação a dar leite artificial para ele.

Normalmente eu gosto de fazer os posts quando os assuntos já estão resolvidos, pois assim consigo elaborar melhor a questão e mostrar as soluções encontradas. Mas esse assunto creio que vai demorar um pouco para se resolver, então vou deixar algumas sugestões para quem está passando por essa fase (ou até mesmo para grávidas!).

1. Uma dica que não segui de uma grande amiga, mas passo adiante pois devia ter ouvido: comece a procurar escolinhas antes de o bebê nascer. Depois, com ele bebezico, é uma função muito grande ficar de um lado pra outro com o pequeno no carro, entrando e saindo de lugares.

2. O leite materno pode ficar 15 dias no freezer, ou 12 horas no congelador (normas brasileiras). Mas sugiro um mês antes começar a experimentar a ordenha (seja manual, com bomba ou elétrica) e ir avaliando as melhores formas de fazer o armazenamento. Eu vou começar a fazer isso nesse mês.

3. O melhor recipiente para armazenamento de leite materno é um pote de vidro com tampa de plástico. Os potes de nescafé desempenham muito bem essa função, mas eu acho muito grandes. Explico: Como o LM é altamente perecível, uma vez descongelado/aquecido, não pode ser refrigerado novamente, então o melhor é armazenar em pequenas porções e ir utilizando somente o necessário. Encontrei esse site que vende potes de vidro, mas vou pesquisar aqui em Florianópolis se alguma loja vende.

Tenho pra mim que a volta ao trabalho está para a mãe assim como o parto está para a gestante. Assim como passei praticamente a gravidez inteira falando/lendo/pensando sobre o parto, agora passo minha licença às voltas do meu retorno ao trabalho. A diferença é que esse assunto tem uma plateia um tanto menor…

À medida que eu for fazendo novas descobertas nesse campo, volto aqui para contar.