Altos e baixos da dieta de uma pobre gestante

Até s três meses: seletiva

Não conseguia comer carne, nem beber café. Não cheguei a enjoar (uma vez só, numa viagem a trabalho), mas não era tudo que eu tinha vontade de comer. Era muito comum começar a comer algo, e largar no meio. Tinha muita vontade de salada de frutas e de legumes.

Quatro e cinco meses: o auge!

Nesse momento, descobri que a intolerância à lactose tinha zerado, depois de conviver bons seis anos com ela (quer dizer, desde que descobri, porque provavelmente sempre tive). Aos poucos fui voltando a comer carne, então rolava de tudo! Comia pelo menos um brigadeiro por dia, e me alimentava super bem. Se acordasse no meio da noite com fome, tinha um copo de nescau na cabeceira pronto para tomar (tudo pra não perder o sono em busca de uma comida). Estávamos em reforma, então não dava para levar almoço e almoçava todo dia num lugar onde a sobremesa é grátis. Me esbaldava!

Seis meses: restrições

O médico puxou a orelha porque tinha engordado muito. Fiz o exame de intolerância a glicose e deu levemente alterado. Comecei a cortar algumas coisas, como sucrilhos, nescau, leite condensado na vitamina, brigadeiros diários, e biscoitos. Passei a comer mais frutas e snacks saudáveis.

Sete meses: é tudo proibido!

Diabetes gestacional 😦 Finalmente fui à nutricionista e descobri que mesmo tendo cortado muita coisa, ainda estava fazendo muita coisa errada. Não posso comer nada que tenha obviamente açúcar, e nada que vire açúcar no sangue, principalmente leite e derivados, trigo branco e gordura hidrogenada (gordura trans). Ou seja, nem aqueles snacks ditos saudáveis eu posso comer. Mesmo numa prateleira cheia de coisas saudáveis, tenho que ler o rótulo para ver se não tem algum desses ingredientes. Sobram pouquíssimas opções.

Tenho que aumentar o consumo de carne (coisa que não me encanta muito) e diminuir os carboidratos. Sorte minha que tem uma loja natureba perto do trabalho, mas mesmo lá sobram poucas opções. O que pode: carne, legumes, frutas (nem todas), ovo, pão integral (tem que olhar se tem muito trigo branco), presunto cozido. A salvação é uma tal de alfarroba com coco que parece prestígio (o chocolate que eu menos gostei a vida inteira). Mas só pode comer metade depois do almoço e a outra metade no jantar. E assim estamos no momento. É triste, eu tenho crises de desânimo pois muitas vezes vou a algum lugar e não tem nada que eu possa comer.

Já declarei que do nono mês adiante vou me dar algumas alforrias porque a ansiedade vai estar grande!

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7 pensamentos sobre “Altos e baixos da dieta de uma pobre gestante

  1. Se no nono mês vc aprontar essa da alforria vai acabar tendo um parto prematuro, n faz isso não De! agueeeenta!
    Eu sei que é difíl pq tive cálculo biliar no fim da gestação, justamente do 7° mês em diante e só Deus sabe como sofri (mais com as dores terríveis do que pela falta de comida na verdade)! beijoooos e se cuida!

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