Tão diferentes, tão iguais

Já mencionei aqui algumas vezes que tenho uma irmã gêmea, né?

Somos bivitelinas, e diferentes de um jeito que quem conhece as duas não imagina nem que sejamos parentes. Uma branca, uma morena, uma média, uma alta, uma cabelos pretos e poucos, uma cabelos castanhos e muitos, uma olhos pretos, uma olhos verdes, uma engenheira, uma jornalista.

Somos a primeira amiga uma da outra (apesar de termos ainda por cima uma amiga desde 1 ano e meio), e raramente nos abandonamos nesse tempo todo. Nossas histórias são entrelaçadas de uma forma que só hoje, aos 30 anos é que dá pra perceber.

Durante a infância e a adolescência, é fácil haver coincidências no ciclo escola/segundo grau/primeiras vezes/faculdade.

Mas foi depois de adultas que algumas coincidências foram acontecendo. Em 2007, eu marquei uma cirurgia para finalmente corrigir a miopia. Tinha alguns exames a fazer, morava em outra cidade, e calhou de fazê-la no dia 17 ou 18 de dezembro (não lembro bem). Mas eis que minha irmã, que tem um problema na córnea, foi a Belo Horizonte fazer uma consulta de rotina e acabou tendo que fazer outra cirurgia na vista. Resultado: no mesmo dia e horário estávamos as duas numa mesa de cirurgia, eu em Curitiba e ela em Belo Horizonte. Ficamos cerca de 15 dias em recuperação, as duas sem conseguir enxergar direito, fazendo companhia uma pra outra.

Em 2009, nós duas conhecemos nossos maridos no mesmo lugar: a escola de samba do nosso bairro. Eles três tocavam na bateria da escola, e eu acompanhava. Já contei aqui também que eu e Queridíssimo começamos a namorar logo após o desfile. E minha irmã começou a namorar uma semana depois, depois de alguns encontros e desencontros.

E eis que mês passado ela descobriu que também estava grávida! Nossa, fiquei tão feliz, eu fiquei mais que feliz, eu explodi de felicidade. Comecei a fazer mil planos para nós duas, e imaginava nossos filhos (que eu chamava de primos-gêmeos) crescendo juntos, já que teriam só 3 meses de diferença. Mas aí poucas semanas depois, ela descobriu que o bebê não tinha mais batimentos cardíacos… 😦 Era muito cedo, ela estava só de 8 semanas. Fui super triste. Mas como já aconteceu comigo, foi mais fácil aceitar, de saber que é comum mesmo e que infelizmente isso acontece sem causa aparente. Mas agora as coisas já estão se ajeitando. Quinta-feira ela fez um procedimento para retirar (pois foi aborto retido), e  agora está tudo bem!

Mas foi por isso que dei uma desanimada aqui no blog. Desculpem!

Essa história só mostra como as nossas duas estão ligadas de um jeito que não é terreno! E tem muita coisa ainda para acontecer. Assim como foi comigo, logo logo ela vai estar por aí com um feijãozinho na barriga!

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4 pensamentos sobre “Tão diferentes, tão iguais

  1. Vi uma matéria numa revista falando EXATAMENTE sobre isso: como irmão gêmeos, mesmo tão distante, fazem, falam, pensam e sentem coisas TÃO absurdamente iguais; o texto mostrou casos impressionantes!
    Melhoras aí pra sua irmã.
    Abraços,
    Aline

  2. É incrível isso né? Tenho irmas gêmeas bivitelinas também, e elas sempre dizem isso que sao as melhores amigas (e as piores inimigas às vezes, hehe) e que terao sempre uma conexao especial. Espero que a tua irma se recupere física e mentalmente logo. E os primos gêmeos só vao ter um pouco mais de diferença! 😉
    Besitos

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