Cadê aquele casal que estava aqui? [Revista Crescer]

Selecionei as partes que achei mais interessantes dessa matéria da Revista Crescer – indicação do Mamatraca ontem no Twitter.

Um filho chega à família, toma conta da vida e ocupa um espaço que, muitas vezes, passa de alguns limites. A jornalista Mariana Ditolvo mostra aqui como superar os desafios dessa nova – e deliciosa – fase sem colocar em risco o seu casamento

Mariana Ditolvo

Começa lá na gravidez: todos os assuntos principais em casa giram em torno do filho. Não tem jeito. Das alegrias de cada dia aos necessários planejamentos da maior mudança prestes a acontecer na vida do casal, parece que não temos espaço suficiente na atribulada agenda para falar de tudo. Muito menos para cuidar de nós, aquelas duas pessoas que se conhecem, se apaixonam… Quando chega um filho, então, os embates conjugais se intensificam, não resta a menor dúvida.

E, convenhamos, não é difícil entender a razão. Filhos são, sim, uma grande bênção e despertam o tão comentado amor incondicional. Mas conciliar a chegada dos pequenos a uma manutenção exemplar do matrimônio e à intensa rotina é privilégio de poucos. Eu, por exemplo. Com o nascimento do Miguel, hoje com 3 anos, logo percebi que aquelas pequenas divergências de opinião e diferenças de personalidades minhas e de meu marido, Guilherme, poderiam se transformar em discussões longas e acaloradas.

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Agora, veja que curioso: um estudo norte-americano apontou que, embora acreditemos que a vida está cada vez mais difícil, pais casados relatam menos depressão e mais significado em suas vidas do que seus pares sem filhos, e os com maior número de crianças se mostram mais felizes. Arrisco uma interpretação: compartilhar valores e gostos nos torna capazes de sobrepor aos desafios que permeiam a criação de um filho. W. Bradford Wilcox, um dos responsáveis pela pesquisa, declarou: “Fica claro que os pais que se beneficiam de uma convivência feliz abraçam uma espécie de ética de generosidade conjugal, sempre procurando agradar e surpreender o parceiro”, afirma.
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Empenhada em inspirar esses casais a se redescobrirem e, principalmente, conversar sobre o assunto, ela e as amigas – Stackie Crockell e Julia Stone – mantêm o site babyproofingyourmarriage.com, com posts sobre relacionamentos de quem tem filhos. No último Valentine’s Day, em 14 de fevereiro, ela postou: “Nossos filhos deveriam ser o grande impulsionador de nossos romances. Não tem nada de sexy numa paisagem cheia de brinquedos de plástico, bolas e copos de transição. Acenda uma vela e seu filho de 2 anos vai nocautear a sua ideia; use um top sexy e ele irá vomitar nele, ou, no mínimo, será manchado por pequenas mãozinhas grudentas. Mas, não jogue a toalha ainda. Pegue o Dia dos Namorados e faça esses pequenos-monstrinhos-destruidores-de-clima se juntarem na farra”. Muitas vezes é preciso improvisar, por mais complicado que seja…
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Como driblar os conflitos

Receita de bolo não há, mas vamos ajudar vocês a pararem para refletir antes, durante e depois daqueles momentos em que a gente precisa contar até 10…

  • Abra o diálogo. Quando os conflitos aparecerem é essencial que o marido ou a mulher mostre a chateação. E converse sobre na primeira oportunidade.
  • Freie nos palpites da família. Saiba colocar limites nas interferências dos familiares na rotina da sua nova família. A questão aqui, obviamente, não é afastar os avós e tios dos filhos. Mas, sim, exercitar o bom senso para que as decisões importantes sejam, de fato, tomadas pelos pais e de acordo com os valores do casal.
  • Não seja autonegligente. Cuide-se! É comum deixarmos de lado nosso corpo, nossa saúde e nossa alimentação para centralizar todas as energias nos cuidados com os filhos. Evite esse comportamento. Homens e mulheres gostam de admirar e ver o companheiro se cuidando também para que não se perca o encanto, a paixão.
  • Mantenha a vida a dois. Sempre que tiver oportunidade, deixe seus filhos com alguém de confiança e saia de casa para fazer coisas de casal. Vá ao cinema, jante fora ou apenas sente em um bar para conversar sobre coisas que vão além da rotina de família. Isso também é importante para resgatar a vida sexual e amorosa do casal.
  • Ceda. Não adianta achar que estamos sempre com a razão. Negociar regras e permitir que opiniões diferentes da nossa façam parte da vida em família são atitudes que podem trazer benefícios imensuráveis para o casal.
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